Regina Duarte: solução ou problema?

03/02/2020


- IPOJUCA PONTES -



A nomeação de Regina Duarte para dirigir a Secretaria Especial da Cultura tem gerado conflitos, equívocos, agressões, baixarias de toda espécie e interpretações as mais esdrúxulas. Todo mundo enfia o dedo, até o Merdal, quero dizer, Merval Pereira. Claro, tudo faz parte do jogo sujo pois dele depende o usufruto anual de cerca de oito bilhões de reais, afora os bilhões da Lei Rouanet (também conhecida, apropriadamente, pela alcunha de lei “Roubanet”). Além de recursos lotéricos consideráveis e isenções fiscais milionárias que se constituem, há mais de quatro décadas (incluindo o próprio governo Bolsonaro), numa inviolável caixa-preta. (Sei que é inútil, mas a instalação de uma CPI para valer na área dita cultural bem que poderia nos dar uma pálida idéia, se calculada em dólares, de quantos $$ bilhões da população brasileira já foram torrados nessa cornucópia sem fim).


Por pressão da casta do setor com o apoio solerte da mídia engajada (ela própria beneficiária do processo insolvente - caso, por exemplo, da Globo Filmes, que já produziu cerca de 150 fitas atreladas aos fundos do Erário, via isenções fiscais), Bolsonaro, agindo às cegas, na base do stop and go, sem ter uma visão histórica do problema, já tropeçou em quatro nomeações, a melhor delas a do ministro da Cidadania Osmar Terra, que, posto contra a parede, teve o mérito de vir a público declarar abertamente que o cinema brasileiro tinha produzido no ano 151 filmes ao custo de R$ 4,5 milhões cada um, com freqüência média abaixo de 1000 espectadores.


Quer dizer: o ministro entrou em cena para denunciar um crime contra a economia popular que permite ao governo enfiar o dinheiro público em produções infames como o mentiroso “Marighella” e a pornografia disfarçado de “Bruna Surfistinha”. Afora Osmar Terra, que desnudou o engodo, nomeou-se o aloprado Roberto Alvim (cujo nome verdadeiro é Roberto Rego Pinheiro) que escolheu para tomar conta da grana da Ancine um certo André Sturm, ex-secretário da Cultura Municipal de S. Paulo, exonerado do cargo após ter sido acusado de agressão verbal, assédio moral e sexual, abuso de poder, improbidade administrativa e redirecionamento licitatório.


De fato, a situação da cultura oficial brasileira está mais do que complicada. E não poderia ser de outro modo. Para gerenciá-la se faz obrigatório ter, além de conhecimento e objetivos políticos definidos, caráter e mão firme para cumprir a dificílima tarefa de recuperar uma área de há muito contaminada. E por quê?


Bem, antes de tudo porque desde os desgovernos socialistas de FHC, Lula, Dilma e Temer, a Secretaria da Cultura, sob o domínio de comunistas escolados no ofício de aparelhar o Estado criou, de caso pensado, para ampliar os “quadros” engajados e fomentar o empreguismo galopante, organograma administrativo gigantesco com dezenas de penduricalhos sob forma de subsecretarias e departamentos, todos inúteis, parasitários e dispendiosos.


Por Deus! Tentar navegar na lógica dessa armadilha administrativa, e com ela conviver, seria o mesmo que tentar secar o mar com um balaio de vime – um absurdo total! Mas quem seria capaz de explicar esse mecanismo de bomba-relógio ao Capitão?


Vamos ao cerne do artigo: a nomeação de Regina Duarte em meio a briga de foice reinante no setor seria uma solução ou um problema?


Muitos acham - entre eles Bolsonaro - que ela é atriz popular e representa ainda hoje o papel de “namoradinha do Brasil”. Melhor: mesmo pertencendo ao elenco da TV Globo (lixo), apoiou a candidatura de Bolsonaro, numa demonstração de coragem. Além do mais, tem rodagem no meio artístico e sua imagem vende, ao mesmo tempo, bonomia, singeleza, bons modos e simplicidade – qualidades, de resto, apreciadas pelo povo brasileiro.


Por outro lado, segundo as consciências críticas, ela já posou sorridente ao lado do ditador Fidel Castro, a quem considerou um dos “maiores estadistas do mundo”. E ainda atuou como simpatizante da organização trotskista Convergência Socialista, sobrelevando o fato de fazer campanha e votar nos comunistas Zé Serra, o Triste, e FHC, o Vasilinoso. Enfim, é sabido que Regina Duarte Duarte durante bom tempo deixou-se manipular pela peçonha Vermelha. Além de, por hipótese, como é prática no meio, ter fumado a erva do Diabo. Mas, e daí?


Toda esse carga, sendo verdadeira, representa um passado descartável. Por exemplo: na Idade Média, Aurélio Agostinho foi tido como pecador incorrigível, vivente devasso, metido em porres e orgias de toda natureza. Até que um dia parou para pensar, refletiu, tornou-se religioso e virou santo – Santo Agostinho de Hipona, talvez o maior santo da Igreja Católica.

O próprio Olavo de Carvalho, considerado pela mídia amestrada como “guru” de Bolsonaro

(coisa que o filósofo nega com veemência), declarou ter sido um “quadro” cumpridor de tarefas do Partido Comunista.


Mas tem outros senões que lançam dúvidas sobre a futura atuação de Regina Duarte à frente da Secretaria da Cultura. Por exemplo: em data recente ela contestou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio - a quem sua pasta está adstrita - ao justificar produções de fitas como “Bruna Surfistinha”, realizadas em cima do dinheiro público. Também pesa na balança, negativamente, o fato de ela ter produzido um monólogo teatral com recursos milionários extraídos da Lei Roubanet, sem (ainda) a devida prestação de contas.


Mas tudo isso, que já é muito, significa muito pouco diante da intensificação do jogo bruto planejado para manutenção de privilégios que nada têm de culturais, a incorporar malícia, hipocrisia, má fé cínica e a perversidade da casta insaciável que toma conta do setor há décadas e que não quer abrir mão das benesses indevidas.


Por fim, eis a pergunta básica: teria Regina Duarte condições de enfrentar a manha sebosa de tipos que nem Gilberto Gil, LC Barreto, Caca Diegues e afins? E de confrontar a gula pantagruélica por dinheiro fácil que anima os passos da casta da Globolixo? Compreende ela realmente o papel subversivo que essa gente sustenta na guerra cultural que está sendo travada – e que, no resumo da ópera, bem medido e pesado, se afigura mais importante para o País do que a guerra econômica travada pelo ministro Paulo Guedes?


Tenho primevas dúvidas, mas torço para que, com Regina, alguma coisa dê certo. Vou rezar por isso!



P S – Soube que o ator Carlos Vereza, que conhece bem a peçonha dos comunistas desde os tempos do CPC da UNE, vai integrar a SEC. Isso é bom e, quem sabe, pode ajudar.

P S 2 – Rodrigo Maia - filho do decadente César Maia, cria do caudilho Brizola, o Centauro dos Pampas – está fazendo qualquer negócio para derrubar o presidente Bolsonaro e os ministros Moro e Weintraub. Estou assando sua batata para traçar o perfil nefasto desse filhote atrevido que faz o jogo do PT.


Até lá!

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