Regina Duarte: problema insolúvel

16/03/2020


- IPOJUCA PONTES -



Ouvi a fala de Regina Duarte, na certa fabricada pela patota vermelha que a cerca, com o propósito claro de colocar o presidente Jair Bolsonaro contra a parede. Quem foi a besta que logo após a queda de Alvim escalou a refugada atriz global para assumir a pasta da Cultura?


Na fala de encomenda, Regina Duarte, uma mulher de mais de 70 anos, posa de enfant gaté, faz caras e bocas, dá risadinhas sem nexo aparente e, lá pras tantas, acena para a patotagem vermelha presente ao evento e menciona o apoio recebido de um incerto general Ramos, secretário do Governo. Em seguida, lembra ao presidente Bolsonaro, em tom de untuosa provocação, que assumiu a Secretaria Especial da Cultura sob promessa de ter “carta-branca” – o que significa dizer liberdade total para nomear gente da índole de Humberto Braga, comunista fanático treinado na subversão do setor desde os tempos de Orlando Miranda no Serviço Nacional de Teatro (SNT) . Este Orlando, um falso inocente útil e produtor teatral medíocre, levado ao cargo pela ação de remanescentes integrantes do CPC da UNE (Ferreira Gullar, Vianinha e Paulo Pontes) a partir de acordo celebrado com o ministro da Educação, Nei Braga, um teleguiado do general Golbery, o sarbonnesco mentor da criminosa política de “descompressão da panela” na esfera da cultura oficial financiada pelos militares no governo. (E deu no que deu).


Diga-se, de início, que Regina Duarte atua como simples marionete nas mãos de uma

obscura entidade chamada, apelativamente, de “SOS Cultura”, que reúne esquerdistas do naipe de Humberto Braga, Jandira Feghalli e mais meia dúzia de radicais, todos sob a batuta de Marcelo Freixo, deputado do PSOL cujo principal objetivo, segundo ele próprio repete enfático, “não é apenas resistir, mas d-e-s-t-r-u-i-r Jair Bolsonaro!”. (E olha que um ex-integrante do partido de Freixo, Adélio Bispo, com uma faca, quase alcança o intento criminoso).


Mas, afinal, o que pretendem os ativistas da “SOS Cultura” tendo como biombo a senha da “pacificação” propalada por Regina Duarte, conhecida como a Viúva Porcina?


Resposta: dinheiro, muito dinheiro, dinheiro grosso para, como já ficou claro, “transformar a sociedade burguesa por meio da ocupação do Estado e da sua máquina administrativa. Todos empenhados em se apropriar dos vultosos recursos financeiros tomados, em última análise, do povaréu e dos contribuintes indefesos. No insidioso projeto em andamento, flutua a urgente tarefa de dar continuidade ao aparelhamento das instituições culturais pela admissão de tipos escolados como Humberto Braga, Maria do Carmo Brant e Marcus Teixeira. De fato, a assunção desse serpentário aos cargos oficiais corresponde exatamente às exonerações da eficiente pastora Jane, do competente Dante Montovani à frente da Funarte, para não falar na ameaça de demissão da Fundação Palmares do excepcional Sérgio Camargo, um negro que não encara a negritude como instrumento para o fomento criminoso da luta de classes - crença desagregadora que move no País a guerra cultural desfechada pelo marxismo vulgar.


(O caso do “companheiro” Humberto Braga não deixa de ser instigante: embora pretenda dirigir a Funarte, feudo que abarca muitos setores da área cultural e é uma cornucópia de dinheiros grandes a ser tragada pela consecução do aparelhamento da área cultural, na prática ele se comporta como se fosse o real gestor da SEC, tendo em vista a declaração presumida da própria Viúva Porcina em face de sua completa inaptidão administrativa: “Quem decide tudo é o Humberto Braga – eu só assino”).


Antes, é preciso anotar que a hegemonia da esquerda selvagem (ou festiva, tanto faz) na área da cultura oficial das últimas quatro décadas está ligada por um hífen a fenômenos como a subversão programada, a corrupção desenfreada, a descriminação ostensiva e, sobremodo, ao total desmoronamento da genuína cultura brasileira – quando não, a sua morte. Já escrevi um livro sobre o assunto, “Cultura e Desenvolvimento”, mas tudo piorou muito a partir dos despropósitos socialistas de gente como o tolo Itamar, o vasilinoso FHC, o analfabeto Lula, a terrorista Dilma e o delituoso Temer, que sufocaram a arte e o pensamento brasileiros com a impenitente camisa-de-força do socialismo repressor.


Eis a verdade: desde antes da eleição presidencial de Bolsonaro, fato inquestionável, as esquerdas, movidas pelo ódio, deu início a uma batalha sem quartel ou escrúpulos para, como quer o Freixo, militante da SOS Cultura, destruir Jair Bolsonaro e o seu governo redentor. Destruí-lo total e completamente! E tudo isso por quê?


Porque Bolsonaro, culturalmente, passou a defender valores caros ao povo brasileiro, tais como a fé em Deus, a família, as decentes tradições culturais dos nossos avós, a nossa história sem revisões críticas ou “desconstrucionismos” cavilosos. Em suma, passou a defender o Brasil real e o conceito de Pátria Brasileira – coisas que os comunistas abominam e querem exterminar de uma vez para sempre.


Por outro lado, pesando bem pesado, no caso desastroso de Regina Duarte (que confessou ter “uma paixão eterna pela Globo”) é preciso reconhecer que ela está mais para o ditador Fidel Castro, que garantiu ser “o maior estadista do mundo”, do que para o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, que não vai querer ver a esquerda selvagem controlando os órgãos oficiais da cultura brasileira para produzir e promover filmes, peças e falsos projetos artísticos comprometidos com o jogo da subversão, da pornografia (aberta ou disfarçadas) ou de comediotas chinfrins como as que foram produzidas pela Globolixo com o dinheiro público.


Sobre isso não paira dúvida.


PS 1 – Alimentei certa dúvida sobre se Regina Duarte seria (ou não) solução para a gerência de uma distorcida SEC. Pensei que, com Carlos Vereza ao seu lado, a coisa poderia funcionar. Ingenuidade minha. Aliás, ingenuidade e burrice. Como os comunistas iriam admitir a presença de um dissidente declarado ao lado de quem carrega as chaves do cofre? Jamais de la vie!


PS 2 – Escrevi que Regina Duarte, um caso de ‘paixão eterna” pela Globo e ora nas mãos implacáveis da SOS Cultura, seria um problema insolúvel.

Mas existe uma solução, sim: exonerá-la do cargo. O quanto antes!


PS 3 – Ia escrever sobre a prestação de contas da “namoradinha do Brasil” face as benesses da Lei Rouanet (ou “roubanet”, como dizem). Mas deixo para depois.

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