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Quem Tem Medo do Coronel? (Republicado e com Adendo Atual Muito Importante)

HEITOR DE PAOLA - MÍDIA SEM MÁSCARA - 3 DE JUNHO DE 2006 - REPUBLICADO EM 20 DE ABRIL DE 2016


Devido às críticas recebidas pelo Deputado Jair Bolsonaro por ter homenageado no seu voto o Cel. Brilhante Ustra, resolvi reeditar o artigo abaixo. COM ADENDO MOSTRANDO A COLABORAÇÃO DO CORONEL USTRA HEITOR DE PAOLA, 20 de abril de 2016


O Cel. Brilhante Ustra vem tentando inutilmente discutir os fatos que o envolvem e não rejeita ser acusado, pedindo apena provas e não boatos que comprovem as acusações que sofre.
“... aos jovens que não viveram aquela época e que somente conhecem a história distorcida pelos perdedores de ontem... Não é sobre a mentira que se alicerça o futuro de um País”. CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA
Dedicatória de seu livro “A Verdade Sufocada”

Desde a chamada “redemocratização” em 1985, com direito a pantomimas mórbidas e palhaçadas explícitas do Presidente do Partido dos “milicos” que se transmutou em oposicionista, formou-se um pacto entre a mídia e os maîtres a penser, a auto-proclamada intelectualidade brasileira, de recontar a história dos governos militares como os “anos de chumbo”, um combate sujo dos sangrentos militares contra os bondosos heróis, combatentes da liberdade e da democracia.

Contaram para isto com a benigna atitude de brazilianistas, especialistas (ôops!) em Brasil, todos escrevendo por encomenda e regiamente pagos por Fundações esquerdistas americanas. Resultado: o eleitorado, fascinado, colocou os tais heróis lá: primeiro os tucanos, depois os carcamanos. Este pacto – sinistro pelas duas acepções da palavra: por ser simultaneamente terrível e de esquerda – foi aqui e ali rompido na mídia hegemônica, mas quase sempre por “ultradireitistas fanáticos” como Olavo de Carvalho.



Apenas jornais alternativos ou eletrônicos, como este no qual escrevo, e sites como o TERNUMA (Terrorismo Nunca Mais) têm inutilmente tentado levantar o véu que encobre a verdade.


Pois a mídia hegemônica começou a se mexer. Primeiramente, Renata Lo Prete entrevistou Roberto Jefferson e desmascarou a virgindade angelical das Vestais petistas, mostrando que jamais este país esteve em mãos tão sujas como as atuais. Mesmo assim, sempre dá para alguns se safarem – principalmente Lula, o que “de nada sabe” e sempre exigiu retidão e menas marucutaia! Entre mortos e feridos salvou-se a maioria dos facínoras com a devida e nada discreta ajuda de todos os partidos políticos onde sobram os rabos presos. Como era de prever – e escrevi aqui logo que começou o destampatório – houve alguns bodes expiatórios e nada mais.


Mônica Bérgamo, no entanto, extrapolou quando divulgou o novo livro do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, A Verdade Sufocada: A História que a Esquerda não Quer que o Brasil Conheça (Brasília, Editora Ser, 2006) e foi alvo de ataques e... silêncio, sobretudo silêncio. Nem sei qual dos dois é pior! Já tive a experiência de dizer verdades recebidas com o mais absoluto silêncio e sei como este, ao acabar com o debate, deixa quem falou com cara de idiota falando para as paredes.

Conclui-se, falar mal da esquerda é permitido, mas jamais defender a direita, mormente um oficial acusado por testemunhas (?) de torturador. Aí já é demais!

Mas, o que temem quando se negam a debater com o autor? Brilhante Ustra vem tentando inutilmente discutir os fatos ocorridos naqueles tempos, não rejeita ser acusado, o que pede – e é de seu pleno direito – são provas e não boatos, fofocas, meros testemunhos sussurrados nas universidades, nas redações e nas reuniões sociais do jet set! Pela sua disposição de escrever dois livros do próprio bolso, pois o silêncio imposto às redações estende-se às editoras que recusaram sistematicamente publicá-los e às grandes livrarias que se recusaram a vender o livro, com exceção da Livraria Cultura, parece que sua intenção é ser julgado antes de ser condenado a priori, só porque pertenceu à odiada “comunidade de informações”.


Por que temem o Coronel? Existem dois níveis de explicação. O mais superficial é amplamente demonstrado por Carlos Ilitch Azambuja: temem perder as polpudas indenizações conseguidas às custas de mentiras. Outros, devidamente empregados pelo PT – parece que somam 40.000 novos empregos em três anos – temem por seus contracheques. Ambos os contingentes constituem a “Nova Classe”, a Nomenklatura, que tem engordado suas contas bancárias às custas dos trouxas enganados. Temem a reação, se os trouxas souberem que estão sendo roubados por gatunos e não contribuindo para homenagear heróis ou legítimos funcionários.


Mais profundamente, temem perder a aura de heroísmo e verem a si mesmos expostos como bandidos, assassinos, ladrões, legítimos antecessores de Beira-Mar e Marcola. Como é o caso denunciado por Ustra do guerrilheiro Diógenes Sobrosa de Souza, que acabou virando nome de rua em Porto Alegre por ter “heroicamente” participado da morte a coronhadas do “perigosíssimo” Tenente da Polícia Militar de São Paulo, Alberto Mendes Júnior. Temem a derrocada da mentira na qual se basearam para construir uma falsa imagem, pois no livro, que já quase acabei de ler, o autor fala do recrutamento de jovens idealistas para servirem de vítimas e justificarem a guerrilha fala dos inúmeros assaltos e ataques terroristas praticados pelos “heróis” fala dos seqüestros que depois foram devidamente ensinados aos bandidos comuns fala de vários justiçamentos por “tribunais revolucionários” fala da covardia de muitos deles que entregavam facilmente seus companheiros antes mesmo do interrogatório.


Quem tem medo de debater com o Coronel? Todos os que construíram esta mentira em toda a América Latina temem que as novas gerações descubram que foram seus atos terroristas que levaram à auto-defesa dos governos militares das décadas de 60-70, e não ao contrário. Temem, sobretudo, os fundadores e membros ativos do Foro de São Paulo que com a inversão da história tentam “recuperar na América Latina o que foi perdido na Europa do Leste”: o paraíso ainda existente em Cuba.


Acho muito estranho o silêncio que também se abate sobre seus companheiros de farda, com raríssimas e honrosas exceções. É como se nada tivessem a ver com isto.


[*] Nota de julho de 2008: finalmente seus companheiros de farda começaram a se mexer e notas de apoio começaram a surgir. Corrija-se, portanto, a última frase do texto.


ADENDO (OUTUBRO DE 2015) COM A COLABORAÇÃO DO HISTORIADOR CARLOS AZAMBUJA

MOSTRANDO A COLABORAÇÃO DO CORONEL USTRA


Terroristas mortos, fora das dependências do DOI/II Ex, em confronto com meus subordinados. a) Cel Ustra.

05/12/1970 - Edson Neves Quaresma - VPR - Curso em Cuba - Yoshitame Fujimori - VPR 16/04/1971 - Joaquim Alencar Seixas - MRT 17/04/1971 - Dimas Antônio Casemiro - MRT 19/07/1971 - Luiz Eduardo da Rocha Merlino - POC 23/09/1971 - Antônio Sérgio de Mattos - ALN - Eduardo Antonio da Fonseca - ALN - Manuel José Nunes Mendes de Abreu - ALN 04/11/1971 - José Roberto Arantes de Almeida - MOLIPO – Curso em Cuba 05/11/1971 - Francisco José de Oliveira - MOLIPO - Curso em Cuba 07/11/1971- Flávio Carvalho Molina - MOLIPO - Curso em Cuba 05/12/1971 - José Milton Barbosa - ALN 05/01/1972 - Hiroaki Torigoe - MOLIPO - curso em Cuba 20/01/1972 - Alex de Paula Xavier Pereira - ALN - curso em Cuba - Gelson Reicher - ALN 28/01/1972 - Hélcio Pereira Fortes - ALN 24/02/1972 - Frederico Eduardo Mayr - MOLIPO - curso em Cuba 27/02/1972 - Lauriberto José Reyes - MOLIPO - curso em Cuba - Alexander José Voerões - ALN 15/04/1972 - Rui Osvaldo Aguiar Pfutzenreuter - PORT 14/06/1972 - Ana Maria Nacinovic Correa - ALN - Iuri Xavier Pereira - ALN - curso em Cuba - Marcos Nonato da Fonseca - ALN 18/08/1972 - José Júlio de Araújo - ALN .../09/1972 - Luiz Eurico Tejera Lisboa - ALN 30/10/1972 - Antônio Benetazzo - MOLIPO - curso em Cuba 30/10/1972 - João Carlos Cavalcanti Reis - MOLIPO - curso em Cuba 30/12/1972 - Carlos Nicolau Danielli - PC do B - curso em Cuba 15/03/1973 - Arnaldo Cardoso Rocha - ALN 15/03/1973 - Francisco Emmanuel Penteado - ALN 15/03/1973 - Francisco Seiko Okama - ALN 17/03/1973 - Alexandre Vanucchi Leme - ALN 06/04/1973 - Ronaldo Mouth Queiroz - ALN 13/07/1973 - Luiz José da Cunha - ALN - curso em Cuba 16/07/1973 - Helber Gomes Goulart - ALN 30/11/1973 - Sônia Maria de Moraes Angel Jones - ALN - Antônio Carlos Bicalho Lana - ALN

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