Quem são os ANTIFA, a organização de esquerda que quer derrocar Trump?

Mamela Fiallo Flor e Emmanuel Rondón - Tradução Graça Salgueiro

08/06/2020




Vestidos de preto e com os rostos cobertos, estes grupos denominados terroristas semeiam o caos e a violência.

O que começou como um reclamo de abuso policial converteu-se em uma guerra racial, em que pese que o chefe da polícia da cidade de Minneapolis, onde se produziu a morte de George Floyd, seja negro e ao menos dois dos quatro policiais envolvidos são de minorias étnicas (asiático e hispano). O protagonismo da causa racial convocou a comunidade negra às ruas, em protestos instigados por agrupações auto-proclamadas “anti-fascistas” reconhecidos por suas táticas violentas.

Pode-se identificar facilmente nos vídeos da devastação aos membros do “bloco negro” de Antifa, porque vestem-se completamente dessa cor e usam gorros que cobrem a cabeça e o rosto ou lenços para encobrir sua identidade. Todo aquele que se oponha ao fascismo é anti-fascista, dizem os defensores deste grupo recentemente catalogado como organização terrorista pelo presidente Donald Trump. Isso inclusive provocou a que muitos se proclamem a si mesmos como terroristas, em solidariedade à ação destes “manifestantes”. Porém, a realidade é que a própria família de George Floyd pediu que cessassem os protestos violentos, aos quais o irmão mais novo de Floyd, Terrence, chamou de “estúpidas”.

A origem comunista da luta “anti-fascista”

Ocorre que a “luta anti-fascista” amalgama idéias contraditórias entre si. Alegando solidariedade com a comunidade negra a deixaram devastada. Destruíram os negócios dos vizinhos e golpearam os que resistiam, pois o “anti-fascismo” vem acompanhado da destruição da propriedade privada, reivindicação de sua luta contra o capitalismo, ao qual também se enfrentou o fascismo e seu próprio líder fundador, o ditador italiano Benito Mussolini.

Mediante o financiamento da União Soviética, o primeiro Estado socialista do mundo, nasceram grupos enfrentados ao fascismo (que por sua vez nasceu do sindicalismo e adotou posturas nacionalistas no auge da Segunda Guerra Mundial) nas décadas de 1920 na Itália e depois, em 1930, sob o véu do Partido Comunista da Alemanha (KPD) nasceu o Antifaschistische Aktion (Ação Anti-fascista) que ainda continua de pé. De modo que, contrário ao que alegam seus defensores, não se trata simplesmente de estar contra o fascismo, senão que o movimento tem um vínculo político e histórico de respaldo ao comunismo e de enfrentamento ao capitalismo.

Para o Antifa “a destruição da propriedade privada não equivale à violência”

“A destruição da propriedade privada não equivale à violência”, disse Scott Crow, que foi organizador de Antifas por 30 anos, em entrevista à CNN. Desde a ascensão à presidência de Donald Trump, os Antifa se potencializaram, convencidos entre suas fileiras de estar lutando contra o fascismo. Em que pese que por definição, dito pelo próprio Mussolini, o ideário do fascismo é “tudo no Estado e nada contra ele”, como tal era fanático dos impostos progressivos para manter à tona seu corporativismo que procurava agigantar sob o sonho de que derrubar o capitalismo faria com que se refugiasse nas mãos do Estado.

O oposto à presidência de Donald Trump que se caracterizou por reduzir o Estado, começando por uma reforma histórica de impostos que beneficiou sobretudo a comunidade negra pelo maior crescimento de emprego em mais de meio século.

Tal reforma também converteu os bairros mais pobres do país em zonas francas para investidores, o qual melhorou a infra-estrutura (de residência e negócios) e criou ainda mais fontes de emprego, sobretudo no âmbito da construção.

Os Antifa são moralmente equivalentes aos neo-nazistas

Seu caso mais famoso foi em 2017, quando membros deste grupo foram a Charlottesville, Virginia, para supostamente condenar o racismo procurando remover estátuas de personagens da Guerra Civil dos Estados Unidos, como o general Robert E. Lee e se enfrentaram aos grupos que defenderam o “legado histórico”, entre eles grupos supremacistas brancos. O presidente Trump respondeu frente aos incidentes que ambos os grupos eram igualmente reprováveis e foi duramente criticado por isso.

O professor da Universidade de Dartmouth, Mark Bray, e autor de O Manual Anti-fascista, defendeu as táticas violentas deste grupo em um artigo para The Washington Post: “Seus partidários são predominantemente comunistas, socialistas e anarquistas” que acreditam que a violência física é “eticamente justificável e estrategicamente eficaz”.

Em resposta, o comentarista político Marc Thiessen destacou que “não são diferentes dos neo-nazistas. Os neo-nazistas são os violentos defensores de uma ideologia assassina que matou 25 milhões de pessoas no século passado. Os membros de Antifa são os violentos defensores de uma ideologia assassina que, segundo o ‘Livro Negro do Comunismo’, matou entre 85 e 100 milhões de pessoas no século passado. Ambos praticam a violência e predicam o ódio. São moralmente indistinguíveis. Não há diferença entre os que golpearam pessoas inocentes em nome da ideologia que nos deram Hitler e Himmler, e os que golpearam pessoas inocentes em nome da ideologia que nos deram Stalin e Dzerzhinsky”.

Ante a convocatória de uma marcha pacífica, cujo lema era “Não ao marxismo nos Estados Unidos”, sucedeu uma contra-marcha de “antifas” em setembro de 2017, onde os manifestantes estavam armados com paus e lançavam gás pimenta enquanto golpeavam os marchantes contra o marxismo, com escudos que ironicamente diziam “Não ao ódio”. Segundo Thiessen, “porque sua definição de fascista inclui não só os neo-nazis, senão também a qualquer um que se oponha à sua cosmovisão totalitária”.

O protesto contra o marxismo foi coordenado por alguém que não poderia estar mais distante do fascismo, nazismo e neo-nazismo. Amber Cummings, a coordenadora, descreve-se a si mesma como “mulher transexual que abraça a diversidade”. Em sua conta de Facebook disse que “qualquer grupo racista como o KKK e neo-nazistas… não são bem-vindos”. Em suas próprias palavras, a finalidade do protesto contra o marxismo era necessária porque “a Universidade de Berkeley é um ponto de partida para o Movimento Marxista”.

92% dos ativistas de extrema-esquerda ainda vive com seus pais

Vale destacar que as universidade tornaram-se caldo de cultura para estas idéias. 7 de cada 10 millenials simpatiza com o socialismo, segundo a Fundação em Memória das Vítimas do Comunismo, cujo diretor executivo, Marion Smith, afirma que “A amnésia histórica sobre os perigos do comunismo e do socialismo estão em plena exibição”. Na mesma linha a plataforma alemã Bild revelou que 92% dos ativistas de extrema-esquerda ainda vive com seus pais, o qual pôde-se evidenciar nos protestos dos Estados Unidos, onde se entregaram ante a justiça coordenadores das manifestações violentas escoltados por seus pais.

Os Antifa odeiam os Estados Unidos

O jornalista Andy Ngo, autor do livro “Desmascarado: dentro do plano radical de Antifa para destruir a democracia”, é filho de migrantes que escaparam da tirania socialista do partido único do Vietnã, é o repórter que mais cobriu o auge da violência destes grupos. Como represália, foi brutalmente atacado. E denuncia abertamente que os Antifa odeiam os Estados Unidos.

“Se o fascismo chegar aos Estados Unidos será em forma de progressismo”, disse Ronald Reagan

O ex-presidente Ronald Reagan dizia que o fascismo chegaria aos Estados Unidos em forma de progressismo, precisamente na exigência de sua luta contra o capitalismo e a favor de um Estado grande. Porém, sobretudo no discurso, o termo fascismo foi abusado e bastardeado ao ponto de que não significa mais o que é e foi historicamente, senão como sinônimo de todo aquele que se oponha ao comunismo.

Nos Estados Unidos “Antifa” leva as diferenças ideológicas ao extremo, sendo causante direto da polarização que hoje se implementa nas ruas das principais cidades com bombas molotov em “seus reclamos”, e a destruição da propriedade privada. Brian Levin, diretor do Centro para o Estudo do Ódio e o Extremismo na Universidade Estatal da Califórnia, disse para CNN que a organização Antifa não só está dando-se a conhecer em grande escala com seus conhecidos modus operandi, senão também em reuniões pequenas e via redes sociais para assim captar uma maior quantidade de adeptos. O grupo estaria tendo uma importante penetração em pessoas “progressistas” dos Estados Unidos. Quer dizer, Antifa utiliza seus ideais anti-capitalistas - de esquerda - e anti-elites do governo - mais próximos da anarquia que procura destruir o Estado, não para maior liberdade, senão para impor uma ditadura do proletariado, como sonhava Marx - para redicalizar muitos militantes mais ou menos afins a seus ideais, mas que jamais haviam chegado ao limite de violentar pessoas que não comunguem com sua linha de pensamento.

Tal é assim, que entre os destroços pode-se ver grafites anunciando “Eat the rich” que significa “comam os ricos”, convidando assim ao canibalismo, prática que tornou-se moeda corrente na União Soviética que financiou seu movimento no princípio, dada a falta de alimentos causada pelos bolcheviques.

Curiosamente, o movimento anti-fascista tem muitas similitudes com o fascismo quanto à intolerância contra a diversidade de pensamento, o desprezo à propriedade privada, o ódio à uma classe ou estrato social determinado. Um movimento que “luta” contra a ideologia fascista, mas promove o ressentimento e rechaça a liberdade a tal ponto que atenta contra a mesma.

Entretanto, há vozes dentro dos Estados Unidos, como Candace Owens, referente do “Blexit”, movimento que procura acabar com a presunção de que o votante negro deve ser funcional à agenda de esquerda, que difundiu em redes sociais que há negros nos Estados Unidos que estão despertando frente ao fato de que a violência destes terroristas de extrema-esquerda expõem quem são os verdadeiros inimigos desta comunidade.

Tudo isto ocorre em plena corrida presidencial. O presidente Trump lançou sua candidatura para a re-eleição na Florida, ante exilados hispanos de regimes socialistas de Cuba, Nicarágua e Venezuela. “Nascemos livres e nos manteremos livres, agora e sempre”, afirmou, junto a seu compromisso de acabar com as tiranias da região. “E para aqueles que tentem impor o socialismo nos Estados Unidos, novamente enviamos uma mensagem muito simples: os Estados Unidos nunca serão um país socialista”, asseverou Trump na conclusão de seu discurso. Essa mensagem hoje faz eco frente ao terrorismo perpetrado pelas brigadas auto-proclamadas “anti-fascistas”.

Tradução: Graça Salgueiro

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