Quando os marxistastentaram conquistar o México

- PADRE PAULO RICARDO - Luis Medina - 24 NOV, 2021 -

Na mesma época da Revolução Russa e das aparições de Nossa Senhora de Fátima, os comunistas atacaram os católicos do México. Mas a reação dos “cristeros” foi mais forte e a Igreja saiu vitoriosa do conflito. Graças a Cristo Rei e à Virgem de Guadalupe.


Em fevereiro de 1917, antes [das aparições] de Nossa Senhora de Fátima e antes que os soviéticos conquistassem a Rússia, os comunistas atacaram primeiramente o México. Nele, encontramos a primeira Constituição socialista da história do mundo [1]. O governo mexicano sabia que um confronto direto com a Igreja seria inútil, então concentrou seus esforços em uma área específica: o ensino público.


Aqui é onde o verdadeiro conflito começou. Até então, era a Igreja que educava seus paroquianos de acordo com os seus dogmas, mas em harmonia com o Estado. A esfera de influência da Igreja sempre esteve presente para o mexicano comum. Todos os eventos principais da vida de qualquer pessoa (batismo, educação, primeira comunhão, casamento, funeral etc.) eram conduzidos pela Igreja.


Visto que tal influência era um obstáculo aos socialistas, o novo governo mexicano tentou privar a Igreja de seu direito de educar e, em seguida, preencher o vazio com a educação comunista. Embora a nova Constituição de 1917 modificasse a lei e a colocasse contra a Igreja, Venustiano Carranza (o líder das reformas constitucionais) astutamente decidiu não fazer cumprir as leis contra a educação da Igreja, já que o México acabava de sair de anos de uma sangrenta guerra civil, e era muito cedo para arriscar uma reação. Mesmo assim, a semente anticlerical fôra plantada e bastou algum tempo para ela germinar.


Os marxistas agem. — O “fertilizante” ideal chegou em 1924, quando um ex-comandante da revolução mexicana, Plutarco Elias Calles (1877–1945), subiu ao poder. No mesmo ano, as relações diplomáticas entre o México e a União Soviética foram oficialmente formalizadas. Depois que Calles assumiu o poder, ele ainda esperou dois anos para iniciar uma perseguição aberta à Igreja. Até que finalmente começou a fazer cumprir a Constituição socialista: Ordens religiosas foram expulsas, vestes clericais foram proibidas e propriedades da Igreja foram confiscadas pelo governo, junto com escolas, hospitais, mosteiros e orfanatos. Logo os marxistas começaram a perseguir os padres e a forçar os professores mexicanos a ensinar suas doutrinas; se não o fizessem, perderiam seus empregos.

Os mexicanos e o mundo ficaram pasmos e chocados com os abusos que o governo Calles perpetrou contra seus próprios cidadãos. Como poderia uma administração abertamente anticatólica estar no México, por todas as partes? A terra da Virgem de Guadalupe? Inacreditável. Os inimigos da fé pensavam que perseguir a Igreja extinguiria o catolicismo, mas, como sabemos pela história, o poder da morte e da violência não pode sobrepujar a Igreja. Uma revolta popular surgiu a partir de homens de Deus, que combinaram o amor gentil do índio por Nossa Senhora de Guadalupe com o espírito de luta de São Tiago Maior.


Anacleto González Flores, um dos dirigentes cristeros, convocou-os no início da guerra: “Sei muito bem que o que se inicia para nós agora é um Calvário. Devemos estar prontos para tomar e carregar nossas cruzes” [2]. Em 1929, 40 mil homens serviram como cristeros, vivendo e morrendo, confiando na cruz de Cristo [3]. Depois de anos de conflito, a paz aconteceu (a um preço muito alto) e a Igreja foi autorizada a existir (com direitos restritos, mas não mais fugitiva) e os fiéis foram novamente livres para ter acesso aos sacramentos.


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