PCC vírus provoca rápido declínio na Curva-S

18/03/2020


- THE EPOCH TIMES -

Tradução César Tonheiro


O coronavírus empurrará a globalização para o sentido inverso?


Um vírus que germinou em Wuhan/China é um potente agente de desglobalização. Ele interrompeu as cadeias de suprimentos entre os países. Quando o vírus Sars eclodiu em 2002, a China representava apenas 4% da economia mundial. Hoje são 16%. A economia global cresceu a favor da China, porque muitas empresas passaram a depender de exportações chinesas baratas, não muito preocupadas com o risco de tornar um regime autoritário o centro da produção global. Mas prioridades e atitudes estão mudando rapidamente. Um vírus não reverterá a globalização imediatamente. Mas o Covid-19 pode muito bem ter acelerado uma mudança nas estruturas econômicas que definiram os últimos 20 anos. O que vem a seguir será moldado por um mundo viciado em interconectividade, mas cansado por suas falhas.


Artigo completo clique no link:

https://spectator.us/coronavirus-push-globalization-reverse/


O artigo abaixo segue essa mesma linha de raciocínio, e alerta que a Curva-S, com o advento PCC vírus, a curva entrou em rápido declínio.

Vírus do PCC é um catalisador do declínio da globalização, afirma especialista

18 de março de 2020 por Chriss Street


Em meio à pandemia de coronavírus, a globalização entrou em uma fase de rápido declínio, segundo o especialista e autor financeiro Charles Hugh Smith. Smith baseou sua afirmação no modelo Curve-S, usado para prever o ciclo de vida de uma empresa ou economia.


Smith argumenta em um artigo, intitulado: “Adeus a tudo isso: o fim da globalização e das pretensões imperiais”, que todos os ciclos econômicos seguem uma curva em S. Essa curva S é caracterizada por 1) uma fase inicial ou de "ignição"; 2) uma fase de expansão em que a produtividade atinge seus níveis ótimos; 3) uma fase de pico em que as recompensas de produtividade e investimento estagnam; 4) uma fase de declínio em que os fatores que impulsionam o ciclo econômico por décadas são interrompidos.


O vírus do PCC, comumente conhecido como o novo coronavírus, serviu como catalisador para expor os riscos financeiros associados às economias que enfrentam um enorme acúmulo de dívida durante um período de fluxo de caixa mais lento.

A McKinsey & Company vem alertando sobre a estagnação do cresc

imento global devido a uma “mudança na composição do emprego na economia em direção aos setores de menor produtividade; falta de setores de aceleração da produtividade após a crise financeira; fraco crescimento da intensidade de capital e taxas desiguais de digitalização entre setores".


Em 1974, os Estados Unidos estavam sofrendo com o pico da produção de petróleo, atolados em sua pior recessão pós-Segunda Guerra Mundial e o presidente Nixon logo renunciou. Mas o secretário de Estado Henry Kissinger anunciou a chegada de um boom econômico americano impulsionado pela financeirização quando afirmou : “Quem controla o suprimento de alimentos controla o povo; quem controla a energia pode controlar continentes inteiros; quem controla o dinheiro pode controlar o mundo."


Kissinger previu profeticamente o surgimento de instituições bancárias americanas dinâmicas para gerenciar a "reciclagem de petrodólares", termo que o Fundo Monetário Internacional (FMI) cunhou para se referir ao redirecionamento de receitas de países exportadores de petróleo para apoiar compras e investimentos estrangeiros.


Nas últimas quatro décadas e meia, o Federal Reserve dos EUA, os bancos americanos e as autoridades reguladoras multinacionais dominadas pelos Estados Unidos promoveram uma explosão de investimentos e consumo, alavancando as taxas de PIB das principais economias do mundo de 20% para 70%.


Os ganhos de produtividade com o boom intensivo de semicondutores nos EUA são atribuídos à causa do colapso da União Soviética. Com limitadas oportunidades de investimento pós-Guerra Fria em economias desenvolvidas maduras, a China e outras economias carentes de crédito sofreram repentinamente um tsunami de dinheiro direcionado pelos EUA para financiar infraestrutura, criar empregos na indústria e estimular ganhos de consumo das famílias do terceiro mundo.


Mas, de acordo com Smith, "é da natureza humana considerar que a tendência atual continuará sendo executada mais ou menos para sempre, e que estruturas temporais e contingentes são permanentes". Ele alerta que “o conjunto único de condições que criou um terreno fértil para uma onda global de crédito, gastos do consumidor e transferência de produção para a China expirou”.


Os benefícios foram amplamente distribuídos entre os países desenvolvidos durante as fases de aumento e expansão inicial da Curva-S. Porém, os ganhos de produtividade com os baixos custos trabalhistas dos países emergentes e os baixos padrões ambientais começaram a atuar como um magnata na terceirização de empregos americanos durante os estágios finais da fase de aceleração econômica.


Como o crescimento da produtividade da S-Curve estagnou após a crise financeira de 2009, as elites americanas continuaram a justificar transferências adicionais de capital de investimento, empregos e tecnologia para o terceiro mundo, conforme necessário, para fornecer aos consumidores de países desenvolvidos preços baixos.


Smith diz que os trilhões de dólares criados por meio da financeirização [fabricação de dinheiro/meros dígitos sem lastro] dos países desenvolvidos se desviaram de investimentos produtivos para especulações de ganhos de curto prazo. Com excesso de capacidade de produção, lucros quase nulos e nenhum ganho de produtividade para gerar novo caixa, Smith alerta que a Curva-S caiu em rápido declínio.


Smith vê a pandemia do vírus do PCC como informando ao mundo que "o paraíso da globalização sem riscos está realmente cheio de riscos potencialmente catastróficos". Ele vê os gastos da China em seu Belt and Road Initiative (BRI, também conhecida como One Belt, One Road) que o Morgan Stanley previu recentemente que poderia chegar a US $ 1,2 a 1,3 trilhão  em 2027, como exemplo de "uma era que já virou pó".



O Epoch Times refere-se ao novo coronavírus como o vírus do PCC, porque o encobrimento e a má administração do Partido Comunista Chinês permitiram que o vírus se espalhasse por toda a China e criasse uma pandemia global. O vírus começou na China no ano passado antes de se espalhar pelo mundo.

https://www.theepochtimes.com/globalization-era-entering-a-rapid-decline-phase-expert-says_3275095.html

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