PARA BOLSONARO LER

Bolsonaro não é Collor. Mas os comunas dominam a cultura oficial

19/12/2019


- IPOJUCA PONTES -



Sim, Bolsonaro não é Collor. Nem muito menos Paulo Guedes é Zélia Cardoso de Mello, a presumida doutora da USP, um velho antro de sombrios economistas que condenam a sociedade aberta e endeusam o Estado impressor de dinheiro sem lastro (inflação).


Façamos um breve retrospecto: Collor de Mello foi eleito presidente na esteira do desastroso desgoverno Zé Sarney, um impostor que assumiu a presidência da República por acaso, logo após a morte do presidente eleito Tancredo Neves, ocorrida em abrilde 1985.


Já Collor de Mello, nomeado em 1979 Prefeito de Maceió, aos 30 anos de idade, foi eleito deputado federal e em seguida, governador do Estado de Alagoas, cargo que não chegou a cumprir até o fim tendo em vista a disposição de se candidatar, e depois ser eleito, aos 40 anos, presidente da República - uma ascensão política fulminante!


De fato, a trilha do fenômeno Collor – muito ao contrário percorrida por Jair Bolsonaro, eleito vereador e depois deputado federal durante sete mandatos, enfrentando como um Titã o férreo establishment comunista em voga – ocorreu de modo bem diferente.


Ostentando abandeira de “Caçador de Marajás”, Collor foi beneficiado pelo fracasso do governo Sarney, corruptor que alimentou uma hiperinflação de 3% ao dia; e pela estrondosa queda do Muro de Berlim, que dividia a falida Alemanha oriental do mundo livre; e, sobremodo, pela colossal derrocada da União Soviética, a expor cruamente um regime político perverso, falido, criminoso e totalitário – o velho comunismo.


Para completar, Collor era jovem, vendia energia e confiança confrontado com os oponentes Ulysses Guimarães, Aureliano Chaves, Enéas,Covas (o nome definia o candidato) e Maluf - todos raposas arquejantes –ou comparado com os comunas Roberto Freire, Brizola, Gabeira e o analfabeto Lula (que o gaúcho Leonel garantia ser capaz de “pisar o pescoço da própria mãe para chegar ao poder”.

No entanto, Collor de Mello, chegando ao Palácio do Planalto, comportou-se como um voluntarioso diletante. Embora alertado, não soube nem estava preparado para enfrentar a sanha comunista prevalecente no Brasil desde a Intentona de 1935, revivida com furor em 1964 – ambas financiadas pelo ouro de Moscou (via Cuba, durante a Era Jango).


De início, até que Collor partiu bem. Influenciado pelas reformas empreendidas na Inglaterra pela primeira-ministra Margaret Thatcher, a “Dama de Ferro” – que encampavam o combate à inflação, a desregulamentação da economia, a redução dos gastos públicos e as privatizações para diminuir o tamanho do Estado – sem mencionar o ânimo de Thatcher em quebrar o domínio dos sindicatos e das corporações parasitárias do Reino Unido -, o “Caçador” iniciou a reforma administrativa do Estado fechando ministérios e institutos ao lado de órgãos inúteis e deficitários.


Em seguida, promoveu a demissão de 360 mil funcionários ociosos que devoravam milhões dos cofres públicos. E também acabou com o monopólio da exploração do petróleo, além de alguns impostos e promoveu a abertura comercial para tirar o País do isolamento e do atraso.

Mas, trazendo Fidel Castro para testemunhar sua posse no Congresso Nacional, em 1990, o diletante, sem suspeitar, permitiu que o ditador cubano se reunisse dias depois com Lula da Selva no Hotel Danúbio, na capital paulista, e organizasse o Foro de São Paulo, a “máquina” da subversão latina, justamente para escorraçá-lo do poder.


Com a pressão das corporações esquerdistas, em pouco tempo a ministra Zélia Cardoso, a “Dama de alumínio”, começou a ceder e passou a “abrir as torneiras”, isto é, jogar dinheiro sem lastro em mãos indevidas. A reforma administrativa, por sua vez, desandou na burocracia dos “liquidantes” das estatais.


Por fim, com a substituição de Zélia por Marcílio Marques Moreira, o “gradualista”, reinstalou-se rapidinho a mecânica da hiperinflação e o povo deu às costas ao governo que o enganou. Então, sob o pretexto da compra ilícita de um Fiat Elba, incensado pelo espião Zé Dirceu, Collor de Mello dançou.


E Bolsonaro?


Agora, depois de quase um ano de sua posse, recebendo pressões de toda natureza, advindas de facções criminosas e das corporações saudosas do controle do Erário para fins da mamação grupal (incluindo-se ai a mídia amestrada e, em particular, os militantes da “Globolixo”),Bolsonaro alcançou, para quem quiser ver, um nível de conquistas governamentais muito acima das expectativas da nação corroída.


Com ele, a inflação se mantém baixa, caiu a taxa básica de juros ao seu menor índice histórico (4,5 com tendência à redução de 4%), aumenta o número de empregos com carteira assinada, ampliam-se as vendas de commodities no mercado externo, cresce a produção de alimentos e de grãos em safras recordes, prospera o consumo e, melhor, aumenta a confiança da população num governo que comprovadamente não se deixa corromper ou se envolver com propinas.


Melhor ainda: capitaneando ministros do porte, da competência e da coragem de Paulo Guedes, Sérgio Moro, Ernesto Araújo, Abraham Weintraub, Damares Alves, Tereza Cristina e Ricardo Salles, o seu governo enfrenta com vigor e renitência a dura batalha contra assórdidas manobras comunistas, ao tempo em que desmascara os mitos da economia planejada, a farsa do aquecimento global que ampara o ambientalismo predador das ONGs, os ardis da diplomacia vermelha instalada no Itamaraty e, no campo da exploração ideológica dos direitos humanos, o abortismo, o uso da maconha e o acirramento da luta de classes a partir da difusão do confronto racial.


Não resta dúvida de que o governo Bolsonaro destravou o Brasil, em especial no que se refere às conquistas econômicas e materiais. O grande problema do governo continua sendo, no entanto, a administração da cultura oficial, entregue a amadores inexperientes, uma gente que desconhece o mínimo de como se processam as relações entre o Estado e a fauna cultural, sedimentadas, desde o governo Jango, na visão marxista de que a “indústria Cultural” não passa de instrumental para a “transformação revolucionária” da sociedade.

Desde então, qualquer cineasta, do mais vagabundo ao mais sofisticado (tipo Caca Diegues, por exemplo), labora na crença malandra de que o Estado e os contribuintes têm por obrigação financiar seus filmes ruins, subversivos, insolventes e caros, predominantemente desprezados pelo público – daqui e do exterior.


É urgente: Bolsonaro precisa saber que o Estado, depois de mais de cinco décadas, só fomentou no setor cultural o mais arrogante clientelismo que ainda hoje, no seu governo, dilapida bilhões dos cofres para produzir, por exemplo, a pornografia disfarçada, a subversão e a boa vida de artistas que de artistas só têm o nome.


Por que digo isso? Porque conheço o tema, sei quem é quem, fui cineasta, autor e produtor teatral e escrevi livros sobre o grande engodo. E descobri, enquanto secretário nacional da Cultura, que o único caminho para a “indústria cultural ”sair do filhotismo parasitário é torná-la dependente do mercado, tão só e exclusivamente – coisa que faz a militância do setor correr como o diabo corre da cruz.


Agora mesmo – para o beneplácito de comunistas como LC Barreto, tipo“metade mafioso” que produziu como dinheiro da Viúva o malfadado “Lula – o Filho do Brasil” – temos o estranho caso de André Sturm, cineasta da corporação indicado, segundo O Globo, para assumir a Secretaria do Audiovisual, o órgão que detém as “chaves do tesouro” e pode encaminhar a produção de filmes como “Bruna Surfistinha” e fitas sobre consumo de maconha, gayzismo, queimadas florestais etc.


Sturm, que foi exonerado da Secretaria municipal de Cultura de S.Paulo, entende que “Democracia não é ditadura da maioria” e carrega nas costas um vasto prontuário de acusações que envolvem ameaças de agressão, assédio sexual e moral, direcionamento de licitações, irregularidades no uso de verbas, improbidade administrativa por desvio de funções, chantagens e a buso de poder.


É um prontuário e tanto! O presidente, que é um homem íntegro, e que assumiu compromissos com os seus leitores e com a maioria da nação, tem a obrigação de, no mínimo, examinar direitinho o Sturm e evitar problemas futuros.

Afinal, Bolsonaro não é Collor!

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