Outra onda de imbecilização está nascendo?

Radu Portocala - La Lettre Patriote, Paris - Traduzido do francês por Colombian News

06/07/2020



Durante os últimos trinta anos, temos visto como nos lançam as modas idiotas e imbecis do politicamente correto, um produto da extrema-esquerda universitária dos Estados Unidos.

Em princípios de 1992, encontrei um velho número de Géopolitique, a revista que Marie-France Garaud publicava. Continha, entre outras coisas, um artigo do filósofo Allan Bloom sobre o politicamente correto. Li e reli com horror. Ele descrevia ali muitas coisas que eu havia conhecido, mas que desta vez ocorriam no lado paradoxal da barricada.


Pouco depois, quando terminávamos a redação do semanário no qual eu escrevia, muitos dos que estávamos na sala de redação esperávamos que acabassem a maquete e que o jornal fosse levado à gráfica. Ceausescu estava morto há mais de dois anos, Gorbachev acabava de abandonar o poder e a URSS já não existia. Então,  um colega me disse em um momento de silêncio: “Deves estar feliz. O comunismo acabou”. Lembrei os horrores descritos por Allan Bloom: a ditadura dos bem-pensantes, a cretinização da língua, a censura emergente, a degradação do mundo universitário… Então lhe respondi: “Não creio que tenha acabado. Pelo contrário, acredito que está nascendo um outro comunismo. Este outro comunismo nos chegará da América, e será muito pior do que o que conhecemos”. “Você é estúpido!” me lançou o outro e me deu as costas.


Alguns anos mais tarde, Marie-France Garaud, a que eu contava esta cena, me disse que se sentia culpada por haver cortado as passagens do texto de Bloom, que ela havia considerado demasiado inverossímeis. 


Patrisse Cullors, que criou em 2013 o movimento Black Lives Matter com Alicia Garza e Opal Tometi, disse recentemente à imprensa norte-americana: “Somos marxistas treinados. Estamos bem versados em teorias ideológicas”. E acrescentou: “Somos organizadores capacitados”. Treinados por quem? Ella não diz. Assim como ela não diz com que propósito receberam essa capacitação.


Durante os últimos trinta anos, temos visto como nos infligem as modas idiotas e imbecilizantes do politicamente correto, um produto da extrema-esquerda universitária dos Estados Unidos. Ditadura ideológica e terrorismo moral governam nossas sociedades, nossas vidas, nossa cultura. Em seu nome, a educação está se desmoronando, preparando as massas submissas do amanhã.


Estamos sofrendo agora a outra revolução norte-americana, pensada por três marxistas, que supostamente purifica o passado para reger o futuro. Supõe-se que também despertará ou criará complexos em nome dos quais a minoria poderá silenciar a maioria, impor sua vontade e finalmente substituí-la.


Ao observar o ataque destrutivo que estamos vivendo, anunciador de futuras derrotas, penso nessa breve discussão de vinte e oito anos atrás. Eu sabia nesse momento que não havia me equivocado e, lamentavelmente, agora o sei muito mais. Enredado em seus desastres, tomando-os como vitórias contra o mesmo, os Estados Unidos exportam revoluções que ontem se orgulhava de combater. E como fizemos todo o possível para nos parecer a eles, só temos que aceitá-los, com um sorriso resignado nos lábios.

Tradução: Graça Salgueiro

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