Osmar Terra X cultura da mamata

17/09/2019



- Ipojuca Pontes -


Li uma franca e promissora entrevista do ministro da Cidadania, Osmar Terra, concedida ao Globo, jornal 100% esquerdista reconhecido intramuros como “Globolixo”, especialista em caitituar a política da mamação engajada na área da cultura oficial, notadamente no feudo do “inviável” cinema tupiniquim (royalties para Celso Furtado). Nela, o ministro enfrenta as provocações do repórter amestrado e demonstra que está aprendendo a tourear de peito aberto as mumunhas de um falso miura. Já era tempo. Afinal, ele começa a perceber que dizer a verdade, sem meias palavras, é sempre a melhor política para confrontar a má fé cínica da mídia militante.


Vamos à vaca fria: a uma pergunta do repórter sobre qual será o perfil do novo presidente da Ancine (a corrupta Agência Nacional de Cinema, cujo último presidente, Christian de Castro, foi afastado do cargo baseado num despacho da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro) levando-se em conta que Jair Bolsonaro prefere um gestor que seja “terrivelmente evangélico”, Osmar Terra elucida:


- É força de expressão do presidente. Ele, na verdade, está querendo contrabalançar a excessiva doutrinação política dos filmes, 80% dos filmes brasileiros são feitos de doutrinação política (provavelmente mais de 90%, garanto eu, Ipojuca Pontes, e todos de inspiração subversiva ou “politicamente correta”, a mixórdia às esquerdas que empacota a liberação da maconha, a difusão da “ideologia de gênero” e o acirramento do conflito racial, entre outras mazelas). O presidente quer amenizar isso.


O repórter, amestrado pela editoria vermelha do jornal, volta à carga e joga sua casca de banana: “A questão é doutrinação política ou conservadorismo?”


O ministro da Cidadania, sereno, realça o que todos sabem:


- Nós estamos num governo conservador nas áreas de costumes e que, com essa proposta, ganhou a eleição. Então, é a posição da maioria da população brasileira. Os filmes brasileiros não podem ser só pornográficos. (Aqui, uma nota da redação do Globo diz que em 2018 filmes com temática erótica ou de sexo explícito foram apenas dois entre 185 lançados no país – mas, observo eu, acreditar nas manipulações do Globo é atitude tão idiota quanto admitir a lisura das pesquisas eleitorais da Datafalha).


O repórter do Globo insiste: “Alex Braga que assume hoje (a presidência da Ancine no lugar de Christian de Castro), pode ser efetivado no cargo? Ele é essa pessoa ‘terrivelmente evangélica”?


- “Não – responde o ministro. Ele está assumindo interinamente em função da decisão judicial da 5ª Vara. Como não tinha outra pessoa, coloquei ele (Braga). É um dos diretores disponíveis a assumir.


O repórter, cabeça feita, cutuca querendo jogar no contrapé ou mesmo sacanear o ministro: “Mas a busca é por um nome evangélico?”

- Pode ser. Para dirigir a Ancine tem de entender de cinema, sendo evangélico ou não. Tem gente boa evangélica, espírita, católica, mas precisa entender de cinema.


“Podemos esperar que essas mudanças deixem a Ancine mais conservadora?” – insinua o malicioso repórter.


O ministro não perde o tino: - O perfil vai ser mais conservador. Obras de arte são obras de arte. Se for arte e não só pornografia, vai ser respeitado. É preciso entender isso como uma transição. A Ancine está há 14 anos nas mãos do mesmo grupo político. Começou a ter uma transição no governo anterior, com o Christian de Castro. Começou a mudar a coloração política... Nós temos de cuidar para que as pessoas que venham para a Ancine sejam pessoas com menos ideologia e mais preocupação com o cinema.


“Ao deixar a secretaria especial da Cultura – continua o repórter do Globo -, Henrique Pires criticou a censura no governo”.


- O Henrique foi meu chefe de gabinete por dois anos. Foi escolhido por mim. Achei que ele não foi leal, não falou a verdade... As coisas não estavam funcionando, ele não tinha perfil para ser gestor, não coordenava nada. Ele foi comunicado que ia ser afastado. Propus transferi-lo para uma estrutura menor, a Casa de Rui Barbosa. Ele gostou da ideia. No dia seguinte fui surpreendido (pelos jornais) com o argumento da censura... Não houve censura,


- Mas houve interferência na questão do edital de chamamento da TV pública...


Osmar Terra rebate: - Não. Esse edital era do ano passado, de R$ 70 milhões, com assuntos que não consideramos prioritários. Não é censura, só queremos escolher o tema em que vamos gastar dinheiro publico. Não está proibido fazer filme pornô no Brasil. Não é proibido fazer filme nenhum. Não existe censura, mas se vai dar dinheiro público é preciso ser de interesse público. Eu tenho direito de dar opinião. Eu represento quem foi eleito pelo público para fazer gestão.


Na reportagem de carregação do Globo, cujo objetivo é desgastar o governo e colocar o ministro contra a parede, fala-se ainda na transferência da permissiva Ancine para Brasília (quando o justo seria fechá-la, pois é um feudo dominado pela camarilha vermelha), das trapaças da Lei “Roubanet” e até mesmo do “enfático combate” travado pelo ministro da Cidadania contra o uso da maconha promovido abertamente pela mídia “progressista”. Terra, que além de deputado, é médico, não ignora o poder destrutivo da cannabis, causadora da paranóia e transtornos psicóticos – daí sua posição contra a de um dirigente da Anvisa (Saúde) que apadrinhava a liberação da chamada Erva do Diabo.


No histórico, Marx, Engels, Bakunin, Netchaiev, Lenin, Stalin, Herbert Marcuse et caterva, teóricos e práticos do comunismo e do anarquismo sem peias, pretendiam destruir o conceito de Deus, religião, pátria e família, para eles, sustentáculos do mundo capitalista e burguês. Engels, filho de rico industrial explorador da mão de obra proletária, baseado em notas de Marx, chegou a construir um arrazoado associando a formação da família à criação da propriedade privada e do Estado burguês.


O corcunda (moral e físico) Antonio Gramsci, por sua vez, foi adiante e disse que era preciso usar a religião e ocupar os espaços da “superestrutura” burguesa para estabelecer o comunismo sobre a face da terra.


No Brasil, mesmo antes de 1964, os comunistas fincaram os pés nos cargos públicos e ocuparam os espaços nas universidades, mídia, editoras e instituições culturais. A Embrafilme, por exemplo, corrupto antro da subversão, que chegou a ser dirigida pelo fanático Celso Amorim, o Vermelho, tornou-se uma dispendiosa “plataforma de luta” da politicalha comunista no campo do cinema.


Depois do fechamento da Embrafilme na era Collor, a coisa piorou: Itamar, FHC, Lula e Dilma, a partir do arranjo de leis permissivas, abriram os cofres públicos para a manutenção das corporações que, engajadas à “causa transformadora”, levaram o país à completa ruína moral, política e econômica. No momento, elas travam uma refrega encarniçada para não perder a boca do Erário. Se o leitor duvida, basta olhar como agem os Barretos e Diegues da vida.



PS – A propósito de Barreto e Diegues, a dupla voltou a atacar na base da manjada tática de “um morde (Diegues) e outro assobra” (Barreto).

Recentemente, para vender imagem de bom moço, Barreto, comunista, dedurou movimento corporativo que quer se manifestar nas ruas. Barreto diz que é contra o protesto, “coisa de estudante”, pois julga que o melhor caminho é o da negociação ou da ação judicial.

Já Cacá Diegues, morde ao escrever que Bolsonaro “deve se propor a representar o desejo da nação, nunca só os interesses dos que o elegeram”.


De fato, tudo não passa de trololó antigo de velhas raposas que, depois de 50 anos do usufruto do poder, se viciaram em sugar o dinheiro fácil do governo. Ademais, quem disse ao “sinhozinho do cinema” que o desejo da nação é sustentar a mamata bilionária do parasitismo do cinema proselitista?




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