O HOMEM DE RUA

- Jacy de Souza Mendonça - 29 nOV, 2020 -


Em um abrigo noturno para homens de rua, certa feita, faleceu um deles. O desespero dos administradores foi enorme, pois não sabiam o que fazer. Vasculhando suas roupas, encontraram um pedaço de papel no qual estava escrito apenas o número de um telefone. Correram o risco de fazer a ligação e quem atendeu, do outro lado da linha, entrou em pânico com a informação; sugeriu apenas, entre lágrimas, que ligassem para outro número, que correspondia à família do falecido. Feito o novo contato, repetiu-se o pânico, mas foi confirmado ser a esposa do falecido.


Resumindo o apurado: tratava-se de uma pessoa rica, com várias glebas de terra no interior do País. Tinha sido casado por muitos anos. Tinha dois filhos jovens. De repente, a esposa lhe contou que estava novamente grávida. Ele suspeitou que não fosse seu filho. Transtornou-se com essa hipótese e, em um dia, abandonou tudo: mulher, filhos, patrimônio, e veio morar na rua em São Paulo, enquanto seus familiares desesperados procuravam-no sem sucesso em hospitais, necrotérios e Delegacias de Polícia. Mais de vinte anos eram passados. A família, em desespero, veio buscar o corpo para proporcionar-lhe funerais condignos. Mais tarde, fez uma doação à entidade, proporcional ao que ela tinha feito pelo falecido.


Quando encontrar ou ouvir falar de homens de rua, saiba que a maioria deles não é composta por vagabundos drogados. Muitos chegam a isso, cansados da rua, mas a causa que normalmente os leva a decisão tão trágica é o desentendimento familiar que não souberam ou não tiveram força psicológica para superar. Ajude!


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