O Corona Vírus

01/04/2020


- Osmar José de Barros Ribeiro -


Em minha opinião - com todo respeito às divergentes -  influenciados pelo noticiário das TVs, dos jornais e mesmo das redes sociais, entramos num clima de apocalipse. Não vemos que na China, na Europa e mesmo nos EUA e no Canadá impera o inverno, uma estação propícia à disseminação de doenças. Esquecemos de que, no Brasil, no ano passado, tivemos mais de 700 mortes causadas pelo H1N1. Esquecemos também que, entre nós, a dengue matou e mata, ainda hoje, milhares de pessoas. Levamos em consideração que os mortos pelo corona vírus, na maioria absoluta dos casos, aqui e no exterior, são pessoas idosas e/ou com doenças preexistentes.


Creio ser correto o procedimento das autoridades ao incentivar medidas de higiene e cuidados pessoais. Em contrapartida, considero um exagero o fechamento do comércio, dos aeroportos, das estações rodoviárias, a proibição do transporte intermunicipal e outras providências. O comércio está no rumo do desastre e a economia, se tal situação perdurar por muito tempo, vai acabar no fundo do poço. Além dos prejuízos econômicos, deveriam ser pensados os sociais. Espero estar enganado, mas estamos matando a galinha dos ovos de ouro. Para quê? Quem se preocupa com política sabe bem a razão: o inconformismo pela perda das sinecuras por parte daqueles que se acostumaram a viver da troca de favores, do enriquecimento ilícito, das negociatas com o dinheiro público, tudo aquilo que foi e vem sendo revelado pela Operação Lava Jato.


Sinceramente, penso que o surto de corona vírus é o mais evidente e o maior exemplo de como uma pandemia é aproveitada, nas terras de Pindorama, para tentar derrubar um Presidente, malgrado os esforços de uma equipe econômica que luta para livrar-se dos erros gritantes cometidos ao longo dos governos petistas. Vemos hoje, entre revoltados e tristes, as ambições políticas falarem mais alto que a real preocupação com a saúde da população. É, sejamos sinceros, a opção pelo pânico, uma escolha errada, entre nós e em dezenas de países. Afinal, uma coisa é a proteção aos idosos e aos portadores de doenças que debilitam o organismo. Outra, muito diferente, é paralisar totalmente as atividades econômicas. Afinal, podemos estar caminhando para uma vitória de Pirro: vencer o vírus pela adoção de medidas extremas poderá, em curto prazo, significar a implantação da lei do mais forte na sociedade humana.


A taxa de mortalidade pelo corona vírus entre nós é muito baixa se comparada às do hemisfério norte: muito menos que 1% da população, ainda mais se comparada à taxa de homicídios, acidentes de trânsito e morte por toda uma série de doenças pré-existentes. A grande e insofismável verdade é que, aproveitando a velocidade de propagação do vírus, alguns governantes, movidos pela ambição política, em lugar de se concentrarem no tratamento dos efetivamente doentes, partiram para a quarentena geral como se esta fosse a salvação de tudo. Um exemplo é o governador de São Paulo que imagina ser possível, com estardalhaço midiático, ganhar as eleições presidenciais de 2022.


Há que deixarmos de lado posições extremadas e, com bom senso, sem vedetismo de qualquer espécie, buscarmos a solução de um problema que, a continuar o atual clima de cabo de guerra, deitará por terra os esforços e sacrifícios que vem sendo feitos pela recuperação moral e material do Brasil.

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