NAO TOQUEM EM MORO E NA LAVA JATO

25/09/2019


- General Marco Felicio -





Os movimentos, acões e conchavos que se mostram na Imprensa e redes virtuais, claramente, existentes no Legislativo, no Judiciário e no Ministério Público, contráríos ao governo Bolsonaro e à Operação Lava Jato, têem como motivação interesses pessoais e de grupos, a salvação de corruptos, vieses ideológicos e vaidades feridas. Visam a neutralização da dita operação e a punição de seus integrantes, principalmente, entre eles, o atual Ministro Sérgio Moro, o Procurador Deltan Dallagnol e a libertação de condenados pela Lava Jato, como o chefe de quadrilha, Lula. 


Há que enfatizar algo possível de ocorrer: a volta da corrupção ao status quo anterior. Os primeiros passos, concretos, já estão em curso com a anulação da condenação do então Presidente da Petrobras, Bendini, quando recebeu propina de 3 milhões de reais para favorecer empreiteira a serviço da referida empresa que presidia.

 

Dissonante da opinião pública e de outros juristas, a maioria ( Gilmar Mendes, Levandowisk e Carmem Lúcia)  da já famosa segunda Turma do STF, apesar da comprovação do crime de Bendini, baseada em que o réu não teve direito a ampla defesa, por não ter sido o último a depor, privilegiando, escandalosamente, a pobre e secundária forma e não o conteúdo, anulou a condenação exarada pelo então Juiz Moro, voltando o processo à Primeira Instância.


 Verdadeiro escarro na face de milhões de brasileiros de bem, incluso na dos que são miseráveis, sofridos, sem prerrogativas de togas e de camarões. Esta sentença esdrúxula abre as portas para centenas de outras similares condenações a serem anuladas, inclusa a do criminoso Lula, com a consequente desmoralização e neutralização do trabalho da Lava Jato.


  A limpeza dos poderes da República, tão desejada e esperada pela multidão de brasileiros de bem, após o trabalho árduo e brilhante de Moro, Deltan Dallagnol e equipes policiais, está sendo destruída por uma minoria do Judiciário, da Promotoria da República e do Legislativo, matando a esperança de um novo tempo, em que teríamos uma verdadeira Democracia e  imagem, perante o mundo, diferente da que herdamos dos criminosos que se apoderaram do País, com poderes corrompidos e elites empresariais e politicas de mentes, também, corrompidas e ineptas, levando a Nação ao atoleiro de lama em que ainda nos encontramos.


Vivemos em um País cuja Nação não é abrigada por um Estado Democrático de Direito, pois, a Democracia é a ditadura da Lei. Tolerãncia zero e impunidade jamais. E para que seja republicana, os seus princípios sensíveis devem ser intocáveis. A harmonia entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, democracia representativa, sufrágio livre e universal com eleições periódicas, e partidos com ideologias consentâneas com a Democracia vigente.


 E desde de quando temos tais princípios sensíveis respeitados? A começar pelo STF, gerador de insegurança jurídica. Os jornais e a televisão comprovam as querelas e insultos, em sessões plenárias, entre Ministros que se insultam ou que denigrem a imagem do STF, como o Sr Gilmar Mendes, ao asseverar que caminhamos para um STF “bolivariano” ou, prestes a liberar para julgamento o pedido de suspeição do ex juiz Sérgio Moro.


 Em entrevista, acusa a cúpula da Lava Jato, tendo Moro à frente, de ter violado o Estado democrático de Direito. Afirmou que as mensagens reveladas pelo Intercept, do bandido Glen Greenwald, mostram jogo de promiscuidade, “conúbio espúrio entre juiz, promotor, delegado e gente da ReceitaFederal”. Entretanto, há que ressaltar que tais mensagens foram conseguidas por meio ilegal e o conteúdo não foi confirmado como verdadeiro.


 Entornando o seu fel sobre Moro e Deltan Dallagnol, disse que o Brasil precisa encerrar o ciclo de falsos heróis”.  Moro é não só um herói brasileiro como também assim o é reconhecido internacionalmente.  Os serviços prestados à Nacão por Moro e equipes da Lavajato são inegáveis e fecundos, embora os seus adversários façam de tudo para neutraliza-lo e desmoralizar a Lava Jato.  Paralelamente, Gilmar Mendes não pode sair às ruas do Brasil pelo ódio que a população a Ele devota. Seus companheiros de plenário que o digam. Não ficam longe os seus companheiros da segunda Turma que seguem seus votos.  A desarmonia dos poderes, com prejuizo para a governança do País é flagrante. A dura oposição ideológica, oriunda, ainda, do aparelhamento realizado pelo PT, mostra frequentemente tal desarmonia, que coloca interesses de individuos, caso dos presidentes da Câmara e do Senado, ou de partidos,  acima dos interesses da Nação. Buscando protagonismo pessoal e político, dificultam, atrazam ou impedem a concretização de ações de governo para o soerguimento da Nação, que se faz urgente, tendo em vista as imensas dificuldades que o País enfrenta. 

E a desarmonia se apresenta também, no interior dos poderes, de natureza diversa, desgastando a imagem do Executivo ao soluciona-la ou ameniza-la. A politização do Judiciário e a judicialização do Legislativo é também fonte da desarmonia existente. Nessa situação de insegurança, de insastifação e revolta de grande parte da sociedade basta um rastilho de pólvora para incendiá-la. Os incendiários que se cuidem. Não toquem em Moro, Dallagnol e  na Lava Jato. Se o fizerem, talvez seja o rastilho necessário para provocar grande incêndio!!!!!

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