MANDETTA

05/04/2020


- Jacy de Souza Mendonça -


Eu nunca ouvira falar de Luiz Henrique Mandetta, embora ele tenha sido Deputado Federal de 2010 a 2018, quando, depois de elogiável performance política, renunciou ao cargo; por isso minha surpresa foi muito agradável.


Agora sei que, natural de Campo Grande, no Mato Grosso, formou-se em medicina no Rio de Janeiro e fez pós-graduação nos Estados Unidos. De seu currículo destaco o fato de ter coordenado o combate à Dengue, como Secretário Municipal de Saúde em sua terra natal e ter assumido o cargo de médico militar, como 1º Tenente do Exército. Escolhido pelo Presidente Bolsonaro para integrar elogiável equipe governamental como Ministro da Saúde e, como indesejada consequência, comandar a equipe contra o corona-vírus, revela-se profissional dedicado e seguro, conhecedor da matéria e intransigente no respeito à orientação científica, a ponto de corajosamente ter afirmado de público ao próprio Presidente que, enquanto for Ministro, irá contrariá-lo sempre que a orientação dele recebida não corresponda às normas científicas.


No momento em que o mundo vive a catástrofe de uma crise viral e o Brasil é tragicamente arrastado por ela, contar com um Ministro como este é graça que não pode ser desprezada a nenhum pretexto. Ao contrário, precisamos demonstrar respeito a suas orientações, seguindo-as rigorosamente, e gratidão por sua dedicação.


As injustiças que pairam ameaçadoras sobre sua cabeça, de ser defenestrado logo que ultrapassada essa fase de terror, precisam ser interceptadas com todo rigor por quem tenha forças para tanto e substituídas por merecido reconhecimento e valorização de sua pessoa. Não tanto por ele, que não precisa disso, pois será certamente exitoso em qualquer outra atividade, mas pelo povo brasileiro, tão desamparado, tão carente de líderes como ele.

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