Lula – o Príncipe das Trevas

21/11/2019


- Ipojuca Pontes -




Lula, seguindo norma férrea entre comunistas, começou degradando a linguagem. Basta ouvi-lo um instante: na sua voz roufenha, despreparada e tosca as palavras se tornam automaticamente, a expressão sistemática da fraude. Com efeito, no uso de imagens e expressões repetitivas, assimiladas ao longo de cursilhos administrados por intelectuais uspianos e teólogos apóstatas, palavras como esperança, solidariedade, indignação, paz e amor, todas elas muito caras ao povo brasileiro, transformam-se em instrumentos da mentira organizada. Lula degrada tudo – até mesmo a mentira!


Em princípio, isso não é coisa de causar espanto: todo governo, mormente o socialista, apela para falsas interpretações, desinformações e distorções. Faz parte do ofício. Mas Lula, sozinho, verdade seja dita, voltou a mentir (e tornará a fazê-lo) mais do que todos os governos nativos desde a Era Vargas. De fato, ele foi além do inimaginável, em parte porque, graças aos abundantes recursos disponíveis, soube manobrar com proveito as modernas técnicas de comunicação e de engodo.


Suas mentiras, inversões e opiniões parciais, multiplicadas em anúncios de TV, rádios, jornais, revistas, redes sociais e telas de cinema (partiu para a produção do mais caro longa metragem sobre si mesmo, “Lula – o filho do Brasil”) já laboravam, igualmente, para júbilo da militância fanatizada, pela institucionalização do culto à personalidade. Em várias ocasiões, Lula, o espectro do Mal, chegou a proclamar o seguinte: “Eu hoje sou mais conhecido do que Jesus Cristo!”.


Não é preciso acrescentar que a monstruosa vaidade do mandrião fez dele a perfeita caricatura do Coisa-ruim. Muita gente indignou-se com o descaro, mas a militância aplaudiu e acreditou. Embasado na “verdade revolucionária” proposta pelo Foro de São Paulo (hoje, agindo sob o falso nome de “Grupo de Puebla”), o velho impostor tomou como dever impor, dentro e fora do partido, o que cada assecla tinha de fazer, exigindo de todos fidelidade canina enquanto punia, sem apelação, os que ousassem contestar sua vontade “divina”. Caso, por exemplo, do ambíguo Fernando Gabeira, companheiro petista que se fez famoso por usar nas praias cariocas uma minitanga de crochê. Ou do assassinado Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP) que pretendia denunciar a sujeira petista.


Mais tarde, enfurnado no bunker do Instituto Lula, sempre cercado de bajuladores, o bem-sucedido mandrião empolgava-se com as próprias pilhérias e, não raro, depois de uns bons tragos de fino uísque, comovia-se até as lágrimas com as lembranças de menino pobre nas cercanias de Garanhuns-PE, saudoso, quem sabe, das acessíveis cabritas do entorno.


Por sua vez, no duro jogo de convencer consciências imaturas, o sibarita confunde as aparências com a realidade. Para ele, a verdade é o que lhe parecia verdadeiro – o que, em geral, leva os companheiros de viagem ao aplauso frenético e aos urros de consentida aprovação. Nos palanques, ao voltar-se para as massas indefesas, fáceis de enganar, o habilidoso líder do deboche procura despertar nos presentes sentimentos primitivos de raiva e ressentimento. Em tais ocasiões, arrebatado ele próprio pelos baixos instintos, carrega na retórica virulenta, vociferando frases do tipo “Chegou a hora da vingança!”, “A jararaca está viva!”, “É hora da onça beber água!” e ameaças similares que levam o “exército de Stédile” e sua militância de aluguel ao prolongado delírio.


Mas, aos poucos, fora do meio ambiente partidário, a situação mudou. E de modo irreversível. Na verdade, com a eleição do “poste” Dilma Rousseff, a guerrilheira, e os desdobramentos da crise financeira internacional, em torno dos quais os sinais da proclamada riqueza sumiram do mapa, a população passou a suspeitar de que existia algo por trás das gritas espetaculares e das cerimônias anunciadoras do nirvana.


De fato, ocorria um grande hiato entre os discursos estridentes da fauna engajada e os fatos em sua fealdade. Além do mais, o desprezo e o descaso pela verdade, pela correção e pela objetividade possibilitaram a clara percepção de que o sonho socialista propugnado era, no frigir dos ovos, um tremendo pesadelo.


Enfim, não reinava a menor dúvida: para não perder o poder, Lula tungara miseravelmente a população, incluindo-se nela os tais 30% dos votos ditos petistas. O dado curioso é que o Senhor Jararaca até hoje, condenado a vários anos de prisão, cuspido e escarrado nas praças públicas, não percebeu que o povo brasileiro, fatigado de ver o seu barrigão adiposo e de ouvir suas lamúrias de cachaceiro vulgar, não quer mais conviver com promessas infundadas nem muito menos se deixar intoxicar pela propaganda enganosa do Partido da Trapaça.


Com a eleição presidencial de Jair Bolsonaro, único candidato a se apresentar de peito aberto contra a escalada comunista, a maioria dos eleitores resolveu fechar a tampa do caixão: Lula e o seu “poste”, Haddad, foram derrotados e, com eles, o “Globolixo”, a mídia amestrada, a gangue do Foro de São Paulo, os intelectuais da USP e os ativistas da teologia vermelha, para não falar da suspeitíssima Justiça Eleitoral.


Mesmo agora, com o condenado Lula solto pelo esquema deletério armado dentro do STF, a vontade popular não desandou: Lula, o Príncipe das Trevas, continua sendo escarrado e cuspido nas suas andanças eleitoreiras. Em Pernambuco, terra natal, antes de subir no palanque para destilar seu veneno de jararaca tardia, foi louvado ao som de caloroso refrão:


- Lula ladrão, seu lugar é na prisão! Lula ladrão, seu lugar é na prisão.


E é mesmo! Mas desconfio que o final do Príncipe das Trevas será bem mais trágico.


A ver.


PS – “O Globo” (também conhecido como “Globolixo”) anda desesperado. Depois de me ver cortar minha própria assinatura, passou a enviar todos os dias propostas para renová-la prometendo mundos e fundos. Ora diz que vai me conceder assinatura de graça, ora promete abatimento de 90% como presente de aniversário, ora informa que vai me arranjar bônus de 3.500 pontos na compra de passagens aéreas da LATAM e até mesmo de obsequiar assinatura por 3 meses ao preço de R$ 5,90. “O Globo”, provavelmente em insolvência, anda prometendo tudo.


Menos opinião isenta quando se trata de informar sobre o governo de Jair Bolsonaro, ao qual dedica ódio tocado pela velha sanha da irracionalidade comunista (outrora repudiada por Roberto Marinho, o pai). Razão pela qual justifica hoje, plenamente, a alcunha de “Globolixo”.

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