Liderança Determinada de Fora a Fora, menos dos Estados Unidos

- GATESTONE INSTITUTE - Pete Hoekstra - Tradução: Joseph Skilnik - 12 MAR, 2022 -

A liderança vem de cima e a liderança do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, mesmo a da Europa - como um todo, contrasta fortemente com a fracassada liderança vinda de quase todos os cantos da Administração Biden. Foto: Zelenskyy com o presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca em 1º de setembro de 2021. (Foto: Brendan Smialowski/AFP via Getty Images)

No momento as forças da Ucrânia parecem ter muito menos poder de fogo e estarem em enorme desvantagem numérica se comparadas com as forças armadas da Rússia. Caso o presidente russo, Vladimir Putin, ao fim e ao cabo, consiga subjugar a Ucrânia e a capital Kiev, propiciemos para que seja o seu Waterloo.


Alentados pela liderança determinada e combativa mostrada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, a reação global à invasão de Putin foi galopante e dura para a Rússia. As sanções contra o Banco Central da Rússia e as restrições impostas pelo sistema de transações bancárias SWIFT a alguns bancos russos reduziram o valor do rublo russo para menos de um centavo ao mesmo tempo que a taxa de juros atingiu 20% na Rússia. O mercado de ações russo foi e continua preventivamente fechado para evitar o colapso e as companhias aéreas russas estão proibidas de voar sobre vastas extensões do planeta.


Em uma guinada surpreendente, a Alemanha tomou uma medida que espantou todo mundo, a de mudar radicalmente a política, colocando o gasoduto Nord Stream 2 da Rússia em estado de espera e em 1º de março, a operadora entrou com pedido de falência demitindo todos os funcionários. Em outra impressionante reviravolta, ao mandar a política de décadas para o espaço, o chanceler alemão Olaf Scholz anunciou que o país irá aumentar os gastos com as forças armadas para se alinhar ao requisito de gastos de defesa da OTAN de 2% do PIB e aumentar em muito o poder de fogo. Na qualidade de embaixador dos EUA na Holanda, defendi ambas as medidas.


Quando Putin iniciou a campanha militar, ele certamente não imaginou que ela iria unir a Europa e o Ocidente, revigorar a OTAN e arruinar a economia russa.


O governo Biden foi rápido em aderir às sanções e outras medidas contra a Rússia, mas é bom frisar: Biden aderiu, ele não liderou. A bem da verdade, foram os europeus que lideraram a questão do Nord Stream e restringiram o acesso da Rússia ao sistema de comunicações bancárias SWIFT. A Europa e o Canadá fecharam seu espaço aéreo para aviões russos, contudo o espaço aéreo americano permaneceu aberto durante dias (o espaço aéreo dos EUA só foi fechado na noite passada). A Alemanha deu uma guinada quanto ao curso de seus gastos militares, mas o governo Biden continua se recusando a reconsiderar a dependência americana ao petróleo e gás russos via aumento da produção interna e abertura de gasodutos no país. Também não houve nenhuma movimentação no sentido de fechar as gigantescas brechas que contornam o setor de petróleo e energia da Rússia ou para aprovar o Gasoduto EastMed que diversificaria o fornecimento de energia para a Europa.


Ironicamente, à medida que os americanos experimentam a disparada nos preços da gasolina nos postos de abastecimento, os EUA estão na realidade financiando a agressão da Rússia na Ucrânia ao comprarem 500 mil barris de petróleo por dia da Rússia. A US$100 o barril, Putin embolsa US$50 milhões por dia o que o ajuda a destruir a Ucrânia, sendo que possivelmente a Moldávia, Lituânia, Eslováquia, Letônia, Estônia, Romênia e Polônia serão as próximas vítimas.


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