Há que seguir em frente

24/11/2019


- Osmar José de Barros Ribeiro -




Os mais antigos diziam que o uso do cachimbo faz a boca torta.


Infelizmente, a tal Constituição Cidadã de 1988, que já fora violada pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em conluio com o, à época, presidente do Congresso quando do impedimento da senhora “Presidenta” da República, parecia ter firmado a doutrina de que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.  Assim sendo, fácil imaginar ter o colendo STF concluído que a inoperância do Poder Legislativo dava-lhe condições para reconsiderar a norma que vinha sendo seguida de que a condenação em segunda instância deveria levar o réu a ver o sol nascer quadrado. Afinal, se a norma constitucional que mandava a “Presidenta” ter seus direitos políticos cassados fora violada sem protestos, por que não dar uma nova interpretação à da prisão após a condenação em segunda instância? É a velha história do uso do cachimbo.


Enquanto o STF com suas decisões mais políticas que calcadas no bom Direito atua no sentido de anular os progressos na luta contra a corrupção, a duras penas levada a cabo pela pressão popular, outra força, ainda mais perigosa, continua a atuar: aquela formada pelos caciques políticos do famigerado “Centrão”, em aliança com setores não menos perigosos de empresários gananciosos e que encontram respaldo em meios de comunicação que nasceram e cresceram alimentados pelo sempiterno Poder Público.  


O novo governo, surgido das urnas e que era dado como derrotado antes da abertura das mesmas foi o inequívoco sinal dos novos tempos, do desejo dos eleitores de ter um dirigente cujo norte se pautasse pela busca do bem público. Não obstante, as forças vencidas no entrevero eleitoral ainda procuram, sem êxito, convencer a todos de que a salvação da Pátria está no retorno à velha política, aos governos de coalizão, ao toma lá dá cá, às ultrapassadas práticas políticas que tanto mal nos causaram. E continuam nessa busca insana. Para as forças do atraso o que importa é voltar a usufruir o poder, para si e para os seus apaniguados.


Hoje, sem ter ainda completado um ano, muito embora a ação deletéria dos oponentes e dos infiltrados no serviço público, o governo tem muito a mostrar. No campo das relações internacionais tem dado incontestes demonstrações de firmeza e de independência postando-se, sem tergiversações, entre os defensores da democracia, ignorando concessões ao “politicamente correto”. Internamente, a economia vem sendo saneada de forma brilhante; as obras de infraestrutura são impulsionadas sem as fanfarras da propaganda inconsequente, ao tempo em que são corrigidas falhas de governos anteriores.


 A transparência dos atos de governo impõe-se e, à falta do que fazer, os meios de comunicação deliciam-se em procurar sentidos ocultos nas falas presidenciais ou a promover intrigas do mais baixo nível, buscando envolver o próprio presidente ou familiares em ações reprováveis.


Estamos vivendo um novo Brasil e, à nossa frente, delineia-se um futuro brilhante. Há que seguir em frente, indiferentes ao escarcéu daqueles que se comprazem com a desordem e que lucram com o quanto pior, melhor.

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