Fundador do Greenpeace, Moore, diz que as mudanças climáticas são baseadas em narrativas falsas

- THE EPOCH TIMES - Lee Yun Jeong - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 6 SET, 2022 -

Urso polar branco saudável em uma ilha ao largo da costa subártica da Baía de Hudson, Churchill, Manitoba, Canadá, depois de nadar até a praia em meio ao gelo marinho.

Cientista proeminente apoia a afirmação de que não há 'emergência climática'


Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, disse em um e-mail obtido pelo Epoch Times que suas razões para deixar o Greenpeace eram muito claras: “O Greenpeace foi ‘sequestrado’ pela esquerda política quando percebeu que havia dinheiro e poder no movimento ambientalista. Ativistas políticos [de esquerda] na América do Norte e na Europa mudaram o Greenpeace de uma organização baseada na ciência para uma organização política de arrecadação de fundos”, disse Moore.

Patrick Moore, cofundador do Greenpeace. (Cortesia de Patrick Moore)

Moore deixou o Greenpeace em 1986, 15 anos depois de cofundar a organização.

“O movimento 'ambiental' tornou-se mais um movimento político do que um movimento ambientalista”, disse ele. “Eles estão principalmente focados em criar narrativas, histórias, que são projetadas para incutir medo e culpa no público para que o público envie dinheiro a eles.”


Ele disse que eles operam principalmente a portas fechadas com outros agentes políticos na ONU, Fórum Econômico Mundial e assim por diante, todos os quais são principalmente de natureza política.


O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas [sigla em inglês IPCC] “não é uma organização científica”, disse ele. “É uma organização política composta pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.


“O IPCC contrata cientistas para lhes fornecer 'informações' que sustentem a narrativa da 'emergência climática'.


Suas campanhas contra combustíveis fósseis, energia nuclear, CO2, plástico, etc., são equivocadas e projetadas para fazer as pessoas pensarem que o mundo chegará ao fim, a menos que controlemos nossa civilização e destruamos nossa economia. Eles agora são uma influência negativa no futuro tanto do meio ambiente quanto da civilização humana”.


“Hoje, a esquerda adotou muitas políticas que seriam muito destrutivas para a civilização, pois não são tecnicamente viáveis. Basta olhar para a iminente crise de energia na Europa e no Reino Unido, da qual Putin está se aproveitando. Mas é de sua própria autoria ao se recusarem a desenvolver seus próprios recursos de gás natural, opondo-se à energia nuclear e adotando uma posição impossível sobre os combustíveis fósseis em geral”, escreveu Moore.


A esquerda 'sequestrou' o Greenpeace

Um manifestante do “Greenpeace” é visto voando para o estádio antes da partida do Grupo F da Eurocopa de 2020 entre França e Alemanha na Football Arena Munich em Munique, Alemanha, em 15 de junho de 2021. (Alexander Hassenstein/Getty Images)

Ele disse que “verde” para o meio ambiente e “paz” para as pessoas foram os princípios fundadores da organização, mas a paz foi amplamente esquecida e o verde tornou-se a única agenda.


“Muitos líderes [chamados] 'ambientalistas' agora diziam que 'os humanos são os inimigos da Terra, os inimigos da Natureza'. Eu não podia aceitar que os humanos são a única espécie maligna. Isso é muito parecido com o 'pecado original', que os humanos nascem com o mal, mas todas as outras espécies são boas, até baratas, mosquitos e doenças”, argumentou Moore.


Ele disse que a nova filosofia dominante é que o mundo seria melhor se existissem menos pessoas.


“Mas as pessoas que disseram isso não estavam se oferecendo para serem as primeiras a ir embora. Eles se comportam como se fossem superiores aos outros. Esse tipo de 'orgulho' e 'presunção' é o pior dos Pecados Cardeais”, disse Moore.


Ativista ambiental


Como um proeminente estudioso, ecologista e líder de longa data no campo ambiental internacional, Patrick Moore é amplamente considerado como um dos especialistas mais qualificados do mundo em meio ambiente. Ele também é fundador do Greenpeace, a maior organização ambientalista do mundo.


Moore recebeu seu Ph.D. em Ecologia pela University of British Columbia em 1974 e um Doutorado Honorário em Ciências pela North Carolina State University em 2005.


Ele cofundou o Greenpeace em 1971 e atuou como presidente do Greenpeace Canadá por nove anos. De 1979 a 1986, Moore atuou como Diretor do Greenpeace International, uma força motriz que moldou as políticas e direções do grupo. Durante seu mandato de 15 anos, o Greenpeace se tornou a maior organização ativista ambiental do mundo.


Em 1991, Moore fundou a Greenspirit, uma consultoria com foco em políticas ambientais, energia, mudanças climáticas, biodiversidade, alimentos geneticamente modificados, florestas, pesca, alimentos e recursos.


Entre 2006 e 2012, Moore atuou como copresidente da Clean and Safe Energy Coalition, um grupo de defesa ambiental com sede nos EUA.


Em 2014, foi nomeado presidente de Ecologia, Energia e Prosperidade do Frontier Center for Public Policy, um think tank canadense não partidário de políticas públicas.


Em 2019 e 2020, Moore atuou como presidente da CO2 Coalition, um grupo de defesa ambiental sem fins lucrativos com sede nos EUA dedicado a contestar falsas alegações de CO2 relacionadas às mudanças climáticas.


Falsa Narrativa sobre Cloro


“Na época em que decidi deixar o Greenpeace, eu era um dos 6 diretores do Greenpeace Internacional. Eu era o único com educação científica formal, bacharelado em ciências e silvicultura e doutorado em Ecologia. Meus colegas diretores decidiram que o Greenpeace deveria iniciar uma campanha para 'Proibir o Cloro no Mundo'”.


Moore disse que é verdade que o gás cloro elementar é altamente tóxico e foi usado como arma na Primeira Guerra Mundial. No entanto, o cloro é um dos 94 elementos [de ocorrência natural] na Tabela Periódica e tem muitos papéis na biologia e na saúde humana. Por exemplo, o sal de mesa (NaCl ou cloreto de sódio) é um nutriente essencial para todos os animais e muitas plantas. É impossível “banir” o NaCl.

As salinas cobrem 10.000 hectares em Aigues-Mortes, onde os trabalhadores coletam cristais de sal em 22 de agosto de 2018. Depois de colher a 'flor de sal', um sal marinho colhido à mão, eles devem esperar até setembro para colher o sal que é usado como sal de mesa. (Pascal Guyot/AFP via Getty Images)

Ele destacou que a adição de cloro à água potável, piscinas e spas foi um dos avanços mais significativos na história da saúde pública na prevenção da propagação de doenças transmissíveis pela água, como a cólera. E cerca de 85% dos medicamentos farmacêuticos são feitos com produtos químicos relacionados ao cloro, e cerca de 25% de todos os nossos medicamentos contêm cloro. Todos os halogênios, incluindo cloro, bromo e iodo, são antibióticos poderosos; sem eles, a medicina não seria a mesma.


“O Greenpeace chamou o cloro de 'O Elemento do Diabo' e chama o PVC, cloreto de polivinila, ou simplesmente vinil, 'o Plástico Venenoso'. Tudo isso é falso [e] para assustar o público. Além disso, essa política equivocada reforça a atitude de que os humanos não são uma espécie digna e que o mundo estaria melhor sem eles. Não consegui convencer meus colegas diretores do Greenpeace a abandonar essa política equivocada. Este foi o ponto de virada para mim”, disse Moore.


Falsa Narrativa sobre Ursos Polares


Quando perguntado como o Greenpeace utiliza suas doações maciças, Moore disse que foi usado para pagar “uma equipe muito grande” (provavelmente mais de 2.000 pessoas), anúncios extensos e programas de angariação de fundos. E praticamente todos os anúncios da organização para angariação de fundos são baseados em narrativas falsas, que ele refutou completamente em seus livros, sendo um exemplo os ursos polares.


“O Tratado Internacional sobre Ursos Polares, assinado por todos os países polares em 1973, para proibir a caça irrestrita de ursos polares, nunca é mencionado na mídia, no Greenpeace ou nos meios políticos que dizem que o urso polar está extinto devido ao derretimento do gelo no Ártico. Na verdade, a população de ursos polares aumentou de 6.000 para 8.000 em 1973, subiu para 30.000 e hoje está em 50.000. Isso não é contestado”, disse Moore.


“Mas agora eles dizem que o urso polar será extinto em 2100 como se eles tivessem uma bola de cristal mágica que pudesse prever o futuro. De fato, no inverno passado no Ártico houve uma expansão do gelo em relação aos anos anteriores, e a Antártida estava mais fria durante o último inverno do que nos últimos 50 anos.”


Moore disse que não finge saber tudo e prever o futuro com confiança, como muitos na “emergência climática” afirmam que podem fazer.


O objetivo da teoria do 'Apocalipse ambiental'


“Acredito que a população humana sempre foi vulnerável a pessoas que predizem a desgraça com histórias falsas”, disse Moore.


“Os astecas jogaram virgens em vulcões, e os europeus e americanos queimaram mulheres como bruxas por 200 anos alegando que isso 'salvaria o mundo' de pessoas más. Isso tem sido [referido como] 'mentalicdade de rebanho', 'pensamento de grupo' e 'comportamento de culto'. Os humanos são animais sociais com uma hierarquia, e é mais fácil ganhar uma posição elevada usando o medo e o controle.”


Moore disse que a teoria do apocalipse ambiental é principalmente sobre “poder e controle político”, acrescentando que ele se dedica a mostrar às pessoas que a situação não é tão negativa quanto dizem.


“Hoje, nos países mais ricos, nossos descendentes estão tomando decisões pelas quais nossos netos terão que pagar”, disse ele. “As previsões de que o mundo está chegando ao fim são feitas há milhares de anos. Nem uma vez isso se tornou realidade. Por que devemos acreditar nisso agora?”


“As pessoas têm medo natural do futuro porque ele é desconhecido e cheio de riscos e decisões difíceis. Eu acredito que há também um elemento de 'auto-aversão' neste movimento apocalíptico.”


Moore disse que a geração jovem de hoje é ensinada que os humanos não são dignos e estão destruindo a Terra. Essa doutrinação fez com que se sentissem culpados e envergonhados de si mesmos, que é a maneira errada de levar a vida.


A demonização do dióxido de carbono


“Pouquíssimas pessoas acreditam que o mundo não está aquecendo. O registro é claro de que o mundo está aquecendo desde o ano de 1700, 150 anos antes de usarmos combustíveis fósseis. 1700 foi o pico da Pequena Idade do Gelo, que foi muito fria e causou falhas nas colheitas e fome. Antes disso, por volta de 1000 d.C. foi o período quente medieval, quando os vikings cultivavam a Groenlândia. [E] antes disso, por volta de 500 d.C foi a Idade das Trevas, e mais anteriormente, o Período Quente Romano, era mais quente do que hoje, o nível do mar estava com 1 a 2 metros mais elevado do que hoje”, disse Moore.

Representantes de montadoras chegam ao Salão do Automóvel de Viena enquanto ativistas do Greenpeace protestam contra as emissões de dióxido de carbono (CO2) de veículos utilitários esportivos (SUV) em 16 de janeiro de 2008. (Dieter Nagl/AFP via Getty Images)

“Mesmo até cerca de 1950, a quantidade de combustível fóssil utilizada e a emissão de CO2 eram muito pequenas em comparação com os dias de hoje. Não sabemos a causa dessas flutuações periódicas de temperatura, mas certamente não foi o CO2.”


Moore esclareceu que a “opinião minoritária” não é sobre a história da temperatura da Terra, mas é a relação entre a temperatura e o CO2 que está no centro da disputa.


“A esse respeito, concordo que muitos acreditam que o CO2 é a principal causa do aquecimento. O CO2 é invisível, então ninguém pode realmente ver o que ele está fazendo. E essa 'maioria' são principalmente cientistas pagos por políticos e burocratas, mídia fazendo manchetes ou ativistas ganhando dinheiro. [O resto é] o público que acredita nessa história, embora não possa realmente ver o que o CO2 está fazendo”, disse Moore.


Moore forneceu um gráfico de temperatura continuamente medido ao longo de 350 anos (de 1659 a 2009) no centro da Inglaterra. “Se o dióxido de carbono fosse a principal causa do aquecimento, então deveria haver um aumento na temperatura ao longo da curva de dióxido de carbono, mas isso não acontece”, explicou.

1659–2009 Temperatura e emissões de dióxido de carbono na região central da Inglaterra. (Cortesia de Patrick Moore)

Moore descreveu a demonização do CO2 como “completamente ridícula”. Ele acrescentou que o CO2 é a base de toda a vida na Terra e sua concentração na atmosfera hoje, mesmo com o aumento, é menor do que foi para a grande maioria da existência da vida.

O aumento de CO2 se correlaciona com o aumento da plantação: estudo

Um estudo em 2013 descobriu que o aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) ajudou a aumentar a folhagem verde nas regiões áridas do mundo nos últimos 30 anos.

A Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization (CSIRO), em colaboração com a Australian National University (ANU), descobriu que a área de distribuição de vegetação aumentou 11% devido ao efeito da fertilização com dióxido de carbono em áreas áridas do mundo entre 1982 e 2015 através de observações por satélite. (Cortesia de Patrick Moore)

A agência governamental australiana CSIRO realizou a pesquisa em colaboração com a Australian National University (ANU). Os dados foram baseados em observações de satélite do ano de 1982 a 2010 em partes das áreas áridas da Austrália, América do Norte, Oriente Médio e África.


Ele encontrou um aumento de 11% na cobertura de folhagem na área estudada devido ao que é chamado de “fertilização por CO2”.


O estudo mostrou que um efeito de fertilização ocorre quando níveis elevados de CO2 permitem que uma folha durante a fotossíntese – o processo pelo qual as plantas verdes convertem a luz solar em açúcar – para extrair mais carbono do ar ou perder menos água para o ar ou ambos.


“Se o CO2 elevado fizer com que o uso de água de folhas individuais diminua, as plantas em ambientes áridos responderão aumentando o número total de folhas. Essas mudanças na cobertura foliar podem ser detectadas por satélite, particularmente em desertos e savanas, onde a cobertura é menos completa do que em locais úmidos”, de acordo com Randall Donohue, cientista de pesquisa do CSIRO.


Quebrando a narrativa do aquecimento global


“Os alarmistas climáticos preferem discutir o conhecimento climático apenas a partir de 1850. A época anterior a isso eles a chamam de era pré-industrial. Esta 'era pré-industrial' durou mais de 3 bilhões de anos quando a vida estava na Terra. Muitas mudanças climáticas [ocorreram durante esse período], incluindo Idades do Gelo, Idades de Estufa, grandes extinções devido a impactos de asteroides e outras causas desconhecidas”, disse Moore.


“Hoje, a Terra está na Idade do Gelo do Pleistoceno, que começou há 2,6 milhões de anos. … Então, a maior glaciação mais recente, que atingiu o pico há 20.000 anos, não foi o fim da Idade do Gelo. Ainda estamos na Idade do Gelo do Pleistoceno, não importa o quanto os alarmistas climáticos desejam negar isso.”


Ele disse que a grande ironia do atual pânico sobre o clima é que a Terra está mais fria hoje do que era por 250 milhões de anos antes da Idade do Gelo do Pleistoceno. E o CO2 é menor agora do que em mais de 95% da história da Terra.

“Mas você nunca saberia disso se ouvir todas as pessoas que se beneficiam da mentira de que a Terra em breve estará quente demais para a vida e que o CO2 se tornará mais elevado do que na história da Terra”, disse Moore.


'Mais CO2 é benéfico para o meio ambiente e para os seres humanos'


De acordo com Moore, quase todos os produtores de estufas comerciais em todo o mundo compram CO2 para injetar em suas estufas para obter rendimentos até 60% maiores.

Trabalhadora búlgara (E) em uma estufa de morangos em Palos de la Frontera, Huelva, sul da Espanha, em 17 de fevereiro de 2006. (Samuel Aranda/AFP via Getty Images)

“Fiquei impressionado ao voar sobre a Coreia do Sul [e ver] quantas estufas existem nos vales. Como a Colúmbia Britânica, a Coréia tem muitas montanhas e nem tanto terras férteis e planas.


“Tenho certeza de que os produtores de alimentos em estufas estão colocando mais CO2 em suas estufas, até o dobro ou o triplo do que está na atmosfera hoje. Isso ocorre porque quase todas as plantas que crescem ao ar livre na atmosfera natural estão famintas por CO2, e é isso que as impede de crescer mais rápido”, acrescentou Moore.


“Por favor, consulte o capítulo intitulado 'Clima de Medo e Culpa' em meu livro [Fake Invisible Catastrophes and Threats of Doom], se você deseja obter uma compreensão completa desses fatos”, disse ele.


Moore disse que a maioria dos ativistas ambientais, políticos e os chamados especialistas sabem que não podemos parar de aumentar o uso de combustíveis fósseis ou reduzir as emissões de CO2 dentro do cronograma proposto.


“Em 2015, enquanto participava da COP (Conferência das Partes) em Paris, ofereci uma aposta pública de US$ 100.000 que veiculou em mais de 200 feeds de mídia (específicos para ambientalistas), que até 2025 as emissões globais de CO2 seriam maiores do que em 2015. Não apareceu nenhum apostador, nem mesmo dos 'verdes'”, disse Moore.


“Sei que mais CO2 é totalmente benéfico tanto para o meio ambiente quanto para a civilização humana. Tenho orgulho de ser diretor da CO2 Coalition.”


A ironia da 'neutralidade de carbono'


Moore disse que “neutralidade de carbono” é um termo político, não científico.

“É simplesmente errado chamar o CO2 de 'carbono'. O carbono é um elemento que é o que os diamantes, grafite e carbono negro (fuligem) são compostos. [E] CO2 é uma molécula que contém carbono e oxigênio e é um gás invisível que é o principal alimento para toda a vida. [Da mesma forma], é incorreto se referir ao NaCl (sal de mesa) como 'cloro', embora o NaCl contenha cloro”, disse Moore.

Uma visão do principal diamante de corte redondo de 51,38 quilates, o Dynasty, entre outras gemas da coleção de diamantes polidos da mineradora russa Alrosas Dynasty em Moscou em 3 de agosto de 2017. (Yuri Kadobnov/AFP via Getty Images)

“Ele disse que quando elementos (átomos) se combinam para formar compostos (moléculas), eles sempre têm propriedades muito diferentes dos elementos de que são feitos.


“'Carborno-Zero' também é um termo político criado por ativistas que não são cientistas. Por exemplo, os principais líderes desta cruzada são pessoas como Al Gore, Leonardo DiCaprio e Greta Thunberg, nenhum dos quais são cientistas.”


De acordo com Moore, Rússia, China e Índia são 40% da população humana e não concordam com essa agenda anticombustível fóssil.


“Se adicionarmos Brasil, Indonésia e a maioria dos países africanos, é a população majoritária que não é fanática pelo clima”, acrescentou Moore.


“Outra grande ironia é que muitos países com climas mais frios, como Canadá, Suécia, Alemanha e Reino Unido, são os mais preocupados com o aquecimento. Por exemplo, a temperatura média anual no Canadá é de -5,35 graus Celsius.”


Moore também disse que a fumaça dos motores não é CO2; são outras substâncias, pois o CO2 é invisível e inodoro. A poeira também não é CO2; é fuligem e pode ser controlada com a tecnologia atual. E as usinas de carvão construídas hoje são muito mais limpas do que as construídas há 20 anos.


'Eólica e energia solar são parasitas da economia'


“As energias solar e eólica são muito caras e pouco confiáveis. É quase como uma doença mental que tantas pessoas tenham sofrido lavagem cerebral para pensar que países inteiros podem ser apoiados com essas tecnologias”, disse Moore.

Uma imagem aérea mostra veículos transitando na Califórnia 14 Highway e painéis solares de uma usina de geração de eletricidade no condado de Kern, perto de Mojave, Califórnia, em 18 de junho de 2021. (Patrick T. Fallon/AFP via Getty Images)

“Acredito que as energias eólica e solar são as maiores parasitas das economias. Em outras palavras, eles tornam o país mais pobre do que se outras tecnologias mais confiáveis e menos onerosas fossem usadas.”


Moore disse que os fornecedores de energia eólica e solar dependem fortemente de subsídios governamentais, redução de impostos e mandatos, onde os cidadãos são forçados a comprar energias eólica e solar, mesmo que seja mais caro, sob o pretexto de que é “amigável ao meio ambiente”.


“Milhões de pessoas pagam mais por energia eólica e solar, enquanto algumas pessoas ganham milhões de dólares, marcos, libras, etc. É um pouco do esquema Ponzi nos mercados de ações”, acrescentou Moore.


“Eles exigem vastas áreas de terra, não estão disponíveis na maioria das vezes e exigem energia confiável, como nuclear, hidrelétrica, [carvão e gás natural] para estar disponível quando as energias eólica e solar não estiverem disponíveis”.

Turbinas eólicas são vistas perto da usina a carvão Neurath da gigante alemã de energia RWE em Garzweiler, oeste da Alemanha, em 15 de março de 2021. (Ina Fassbender/AFP via Getty Images)

De acordo com Moore, a construção de parques eólicos e solares utiliza grandes quantidades de combustíveis fósseis para mineração, transporte e construção. E em muitos locais, em suas vidas úteis eles não produzem energia suficientemente necessária para construí-los e mantê-los.


“Por que não usar energia confiável [como nuclear, hidrelétrica, gás natural, etc.] como fonte primária?” Moore questionou, acrescentando que se esse fosse o caso, “então as energias eólica e solar seriam desnecessárias”.


'Plástico não é uma substância tóxica'


“O plástico não é uma substância tóxica. É por isso que embalamos e acondicionamos os nossos alimentos nele, para evitar que sejam contaminados. O plástico não se torna magicamente tóxico quando entra no oceano”, disse Moore.


“Claro, por um lado eles dizem que o plástico nunca irá se decompor, e por outro dizem que ele vai se decompor rapidamente em 'microplásticos', que, é óbvio, são convenientemente invisíveis para que ninguém possa observar ou verificar isso por si mesmo. Quão espertos!"


De acordo com Moore, nosso sistema digestivo pode expor a diferença entre “comida” e plástico ou pequenas partículas de areia. Nosso corpo não ingere areia em nossa corrente sanguínea, não importa quão microscópica seja a areia.


Ele disse que o plástico flutuando no oceano é como um pequeno recife flutuante, o mesmo que madeira flutuante. Ele fornece uma superfície para as espécies marinhas depositarem seus ovos, se fixarem e comerem coisas que estão presas a ele.


“A poluição geralmente é tóxica ou causa danos à vida. O plástico é simplesmente 'lixo' ao lado da estrada. Não está doendo nada. Uma exceção são as redes de pesca descartadas, não porque são de plástico, mas porque são moldadas para pescar. A comunidade ambiental deve trabalhar com a indústria pesqueira para parar de jogar redes danificadas no mar e trazê-las de volta ao cais, onde podem ser recicladas, usadas em uma usina de resíduos para energia ou descartadas com segurança ”, acrescentou Moore.


Esta entrevista é uma compilação de uma troca de e-mail entre Moore e o professor sul-coreano Seok-soon Park, professor de ciência e engenharia ambiental na Ehwa Womans University em Seul, Coreia do Sul, em novembro de 2021. Foi fornecida ao Epoch Times por Park com a permissão de Moore em 7 de julho de 2022.


Tanto ele quanto Moore estão entre os 1.100 cientistas e profissionais que assinaram a Declaração Mundial do Clima (WCD), afirmando que não há emergência climática.

Seok-Soon Park, Professor, Departamento de Ciência e Engenharia Ambiental, Ewha Womans University (Yu-Jeong Lee/The Epoch Times)

O Professor Park é Embaixador da Declaração Mundial do Clima na CLINTEL e membro da CO2 Coalition. Ele traduziu “Fatos Inconvenientes: A Ciência que Al Gore Não Quer que Você Saiba (por Gregory Wrightstone)” e “ Falsas Catástrofes Invisíveis e Ameaças de Destino (por Patrick Moore)” para o coreano. Profundamente impressionado com esses livros, ele fundou a “Aliança Coreana de Liberdade e Grupos Ambientais”, dedicada a esclarecer as pessoas sobre a verdade das mudanças climáticas, a ecologia da energia nuclear, a vantagem ambiental de uma economia de mercado democrática liberal e ambientalismo sensato.


Park recebeu seu bacharelado em Zoologia pela Universidade Nacional de Seul (Seul, Coréia) em 1980 e seu mestrado e doutorado em Ciências Ambientais pela Rutgers University (New Brunswick, New Jersey) em 1983 e 1985. Antes de ingressar como um dos professores fundadores do Departamento de Engenharia e Ciência Ambiental da Ewha em 1996, ele trabalhou como pesquisador de pós-doutorado na Rutgers University, professor visitante em Princeton University, e professor titular da Kangwon National University (Chuncheon, Coreia do Sul).


Ele atuou como Presidente da Sociedade Coreana de Educação Ambiental, Presidente do Instituto Nacional de Pesquisa Ambiental e membro do Comitê Consultivo Presidencial em Ciência e Tecnologia. Ele publicou mais de 150 trabalhos de pesquisa em periódicos revisados por pares e escreveu mais de 20 livros. Ele recebeu o prêmio de Melhor Cientista e Engenheiro da Korea Science Foundation em 2007 e uma Comenda Presidencial em 2013.


Lee Yun Jeong é uma repórter do Epoch Times baseada na Coreia do Sul.


PUBLICAÇÃO ORIGINAL >

https://www.theepochtimes.com/exclusive-former-greenpeace-founder-patrick-moore-debunks-the-false-narratives-of-climate-change_4709568.html


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