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Fundador da JD.com da China usa 'algemas invisíveis'

THE EPOCH TIMES - Mary Hong - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 22 SET, 2022

Richard Qiangdong Liu, fundador, presidente e CEO da JD.com, fala aos funcionários enquanto a JD.com tem sua oferta pública inicial (IPO) na bolsa Nasdaq em Nova York em 22 de maio de 2014. (Andrew Burton/Getty Images)

Liu Qiangdong, ou Richard Liu, fundador e presidente da JD.com, recentemente transferiu sua titularidade de ações de duas empresas subsidiárias após deixar o cargo de CEO em abril.



Um analista de assuntos chineses acredita que Liu fez a transferência em resposta à campanha do Partido Comunista Chinês (PCC) cujo objetivo é atingir a elite empresarial.


Os poderosos atores econômicos


A JD.com, varejista on-line com sede em Pequim e maior empresa de comércio eletrônico da China em receita, tem mais de 580,8 milhões de clientes ativos e em 2021 teve uma receita de 951,6 bilhões de yuans (cerca de US$ 148 bilhões), de acordo com seu relatório de 2022.


Liu fundou a empresa em 2004. Ele estava entre os “50 Maiores Líderes do Mundo” da revista Fortune em 2015. De acordo com a Forbes, em 21 de setembro ele possuía um patrimônio líquido de US$ 12,3 bilhões.


Desde que o PCC reforçou sua regulamentação antitruste, as empresas chinesas de comércio eletrônico e tecnologia – incluindo Alibaba, Tencent e JD.com – enfrentaram uma série de advertências disciplinares e multas.


Em abril de 2021, o regulador de mercado de Pequim convocou mais de 30 empresas chinesas de internet, incluindo a JD.com, e as alertou sobre “punição severa” se não cumprissem as regras de concorrência.


O alerta veio depois que Pequim divulgou suas novas diretrizes antimonopólio em fevereiro de 2021. As regras visavam as grandes plataformas da Internet; por exemplo, a gigante do comércio eletrônico Alibaba foi multada em US$ 2,75 bilhões em abril de 2021.


Em seguida, Liu renunciou ao cargo de diretor executivo em setembro de 2021 e como CEO em abril de 2022. Ele permaneceu como presidente do conselho.


Em 16 de setembro, as subsidiárias da JD.com, JD Health e JD Logistics, anunciaram na Bolsa de Valores de Hong Kong que Liu concordou em transferir seus 45% de ações para o vice-presidente do Grupo JD, Miao Qin.

Richard Liu, CEO e fundador da JD.com, participa de um fórum franco-chinês sobre inteligência artificial no SOHO 3Q em Pequim em 9 de janeiro de 2018. (Jason Lee/Reuters)

As Algemas Invisíveis


O analista de assuntos chineses Wang He disse à edição em chinês do Epoch Times em 19 de setembro que Pequim está eliminando todas as figuras proeminentes da China ao apertar os regulamentos — por medo de seu domínio na economia e na política — no intuito de garantir seu governo de partido único.

Nos últimos anos, os principais líderes empresariais da China — como Jack Ma, da Alibaba, Zhang Yiming, da ByteDance, e Chang Huangzheng, da Pinduoduo — se aposentaram antecipadamente.


Wang disse: “Os muitos chineses Liu Qiangdongs estão todos usando algemas invisíveis sob a decisão do PCC”.


Entre 2019 e 30 de junho de 2021, Liu renunciou a pelo menos 298 empresas como diretor, presidente e acionista.


Em seis anos, Liu sacou um total de US$ 10 bilhões a partir de 2016, segundo a mídia chinesa.


Wang disse que as ações de Liu mostraram que ele estava tentando proteger seus interesses, mas não conseguiu parar o PCC. “Além do limite, o regime o atingirá com a mesma força com que lidou com a Didi.”


A Didi, empresa chinesa de aplicativo similar ao Uber, recebeu uma multa de US$ 1,2 bilhão por supostamente violar as leis de segurança de dados após uma investigação de um ano, que forçou a empresa a sair dos Estados Unidos em julho.


Wang disse que o líder do PCC, Xi Jinping, está apertando o poder e controlando rivais políticos e líderes empresariais antes do 20º Congresso Nacional do Partido. A ditadura nunca permitirá o desenvolvimento descontrolado de empresas privadas como os gigantes da internet.


“Através de pressão, negociação, reorganização e controle, o regime removerá a influência econômica e política de seu alvo.”


Cheng Jing contribuiu para este relatório.


Mary Hong contribui para o Epoch Times desde 2020. Ela reporta sobre questões de direitos humanos e política chinesa.


ORIGINAL >

https://www.theepochtimes.com/chinas-jd-com-founder-wears-an-invisible-shackle-analyst_4744556.html


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