França: Mais Terrorismo, Mais Silêncio

- GATESTONE INSTITUTE - 3 Out, 2020 -

Guilio Meotti -



No dia 25 de setembro em Paris, duas pessoas foram esfaqueadas e ficaram gravemente feridas em frente à antiga sede da revista Charlie Hebdo, onde 12 dos editores e cartunistas da revista satírica foram assassinados por extremistas muçulmanos em 2015. Foto: bombeiros e paramédicos retiram um ferido da cena do ataque. (Foto: Alain Jocard/AFP via Getty Images)
  • Este tipo de extremismo também conseguiu transformar muitos cidadãos europeus em prisioneiros, pessoas refugiadas em seus próprios países, condenadas à morte e forçadas a viver em casas mantidas em segredo até de seus amigos e familiares. E nos acostumamos com isso!

  • "Essa falta de coragem de seguir os passos da Charlie tem seu preço, estamos perdendo a liberdade de expressão e uma forma maligna de autocensura está ganhando terreno." — Flemming Rose, Le Point, 2 de setembro de 2020.

  • "Pondo os pingos nos is, a liberdade de expressão está mal das pernas, isso no mundo inteiro. Inclusive na Dinamarca, na França e em todo o Ocidente. Estamos passando por um período conturbado, as pessoas priorizam a ordem e a segurança em vez da liberdade." — Flemming Rose, Le Point, 15 de agosto de 2020.


No dia 25 de setembro em Paris, duas pessoas foram esfaqueadas e ficaram gravemente feridas em frente à antiga sede da revista Charlie Hebdo, onde 12 dos editores e cartunistas da revista satírica foram assassinados por extremistas muçulmanos em 2015. O suspeito, sob custódia da polícia, está sendo investigado por crime de terrorismo.


Os assassinos acusados nos ataques de 2015 estão no momento em julgamento em Paris.


Em 22 de setembro, pouco antes do ataque a facadas, a diretora de recursos humanos da Charlie Hebdo, Marika Bret, não voltou para casa. Na realidade, ela nem tem mais casa. Ela foi despejada após ter recebido sérias e concretas ameaças de morte de extremistas muçulmanos. Ela decidiu então tornar pública o que deveria ser uma "saída pela porta dos fundos", para que a inteligência francesa alertasse o grande público para a ameaça do extremismo na França.


"Vivo sob proteção policial há quase cinco anos", salientou ela ao semanário Le Point.


"Meus agentes de segurança receberam ameaças específicas e detalhadas. Dez minutos foi o tempo que me deram para que eu fizesse as malas e saísse de casa. Dez minutos para jogar para o alto parte da vida de alguém é muito pouco tempo, além disso foi extremamente violento. Não vou para casa. Estou perdendo minha casa por conta de explosões de ódio, ódio que sempre começa com ameaças para incutir medo. Nós sabemos muito bem como isso pode acabar".


Bret também disse que a esquerda francesa abandonou a "batalha pelo secularismo".


Desde o início do julgamento dos acusados de cometerem os assassinatos na redação da Charlie Hebdo em 2015 e, especialmente depois da reedição das charges de Maomé, a Charlie Hebdo recebeu tudo quanto é tipo de ameaças, entre elas a da Al Qaeda. Hoje a segurança da revista satírica é gigantesca. "O endereço da nossa sede é mantido em segredo, há portas de segurança por toda parte, portas e janelas blindadas, agentes de segurança armados, é pouco provável que alguém consiga entrar" ressaltou Bret.


Hoje há 85 policiais protegendo os jornalistas da Charlie.


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