Embaixador argentino no Brasil: comunista ou agente provocador?

05/12/2019


- IPOJUCA PONTES -




“Certos diplomatas são especialistas em começar uma guerra que só os militares acabam” (Will Rogers).


O novo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá – escolhido a dedo pelo presidente eleito Alberto Fernández, comunista que se apresenta hoje como novo mentor do subversivo Foro de São Paulo -, entrou de sola e avisou que instruiu o novo embaixador no Brasil, Daniel Scioli, para subir no ringue e “driblar as bofetadas do grandão” (alusão ao ao Brasil de Bolsonaro). A ordem é que o diplomata, que não é diplomata, se mantenha bem vivo no tablado.


O caminho traçado por Solá para permanecer no “ringue” é convocar a sociedade civil (“organizada como um todo”) para ajudar no “diálogo”  bilateral a ser travado. Em suma, dentro do solo brasileiro, o velho vassalo do kircherinismo esquerdista - que levou “los hermanos” à ante-sala da miséria e da esculhambação total - quer agitar corporações artísticas e associações de classes, quem sabe do tipo MST e UNE, para pressionar politicamente o governo Bolsonaro e jogá-lo contra a parede. Solá, um “compadrito” escolado, daqueles que usam boina, cachecol e navalha, esquece de propósito que foi Fernández o primeiro a subir no ringue e dar uma bofetada (pelas costas) em Bolsonaro, quando, ao sair de uma visita ao farsesco presidiário petista, em Curitiba, soltou o urro “Lula Livre!” – grito de guerra bolado pela “inteligência” da canalhocracia comunista latino-

americana.


A coisa anda bem embasada. Vejamos: ao falar para alunos e acólitos da Universidade Torquato di Tella, em Buenos Aires, o novo “chanceler” mentiu as pampas e passou, à moda da casa, o seu recado pernóstico. Disse ele:


- Estamos em luto em relação ao Brasil. Para nós, foi absolutamente inesperado que um pais irmão com o qual tivemos uma quantidade de encontros com bom impacto regional Inesperadamente tenha um governo com um nível de agressividade enorme contra a Argentina, contra o Mercosul e contra a História comum dos últimos 30 anos.


- A atitude do governo do Brasil contra a Argentina é um golpe fortíssimo. Não é que digamos “temos de acertar uma coisa com um fulano porque é um pouco aloprado”. Não,  isso é um luto, um luto de ilusões e de projetos, de imaginação sobre o futuro. Frente a uma agressão assim a gente se fecha diante do inesperado e a reação imediata é um choque de imobilidade. A palavra que aparece é raiva, mas não podemos aceitar isso porque representamos um país.


O recado acima, telegrafado pelo “compadrito” Felipe Solá sob forma de “palestra” caluniosa é trabalho de um genuíno agente provocador.


Em primeiro lugar, é preciso dizer que o governo com o qual a Argentina dos Kirchner manteve “uma quantidade de encontros com bom impacto regional” foi o governo do condenado por corrupção e lavagem de dinheiro Lula da Selva, o Chacal,  cujo objetivo número um era financiar o movimento comunista no eixo da América Latina, do qual a Argentina de Nestor e Cristina Kirchner era parte integrante.


Em segundo lugar, assegurar alto e bom som que o luto do “Compadrito” vermelho por ver submergir água abaixo o barco de suas ilusões, seus projetos e seus sonhos totalitários sobre o futuro do subcontinente – a incorporar o socialismo bolivariano de Chávez, a utopia comunista de Fidel e a permanência do condenado Lula no poder em Brasília – é tão somente, para nós que elegemos o Titã Bolsonaro e seu projeto de governo, motivo de júbilo, festa e alegria!


Além do mais é bom esclarecer que a disposição de Bolsonaro em não comparecer à posse de Fernández não é propriamente contra a Argentina, mas, sim, uma ato de altivez diante de uma patota esquerdista nutrida e cevada na prática – clandestina ou não – da baixa politicagem, da subversão e da sabotagem.


De resto, diante de uma diplomacia belicista que promete convocar a sociedade civil (“organizada como um todo”) e corporações artísticas para ajudá-la a subir no ringue e “driblar e trocar bofetões com o grandão”, resta ao Brasil uma medida necessária e profilática: o “No agreement”.


O quanto antes!


PS - A viciosa corporação cultural esquerdista, um ninho de ratazanas, anda em polvorosa. Estão babando de histeria com a perda do que tinham como feudos vitalícios na esfera da Cultura Oficial. Notadamente, nos milhares de cargos parasitados em órgãos como a Funarte, a Ancine, a Biblioteca Nacional e a Fundação Palmares, todos servindo de biombo para difusão do mais ostensivo e dispendioso proselitismo vermelho.


Do ponto de vista intelectual, essa burocracia é toda aparelhada por gente de segunda categoria. Ou quinta!


Por exemplo, Helena Severo, demitida da Fundação Biblioteca Nacional, criada por mim (em 1990)  na reforma administrativa empreendida pelo governo Collor. È uma carreirista notória. A pedido de Maneco Brito (dono do JB), fiz sua nomeação para ocupar o Museu da República, e me arrependi: ela revelou-se uma incompetente de prima. A partir de então, se grudou na burocracia cultural amestrada e varou cargos no Minc de FHC, Temer, nos governos corruptos da dupla Garotinho e Rosinha, no Rio.


Se tivesse simancol, ela teria pedido demissão da FBN logo que Bolsonaro,  anticomunista declarado, se elegeu presidência da República. Não o fez,  por esperteza.


Quanto ao novo presidente da FBN, professor Rafael Nogueira, foi uma escolha legitima e acertada. Li o seu currículo e ele me pareceu mil vezes mais capacitado do que a incompetente Severo: é bacharel e licenciado em Filosofia, bacharel em Direito e pós-graduação em Educação. E o melhor: além de senso ético no que fala, não chega para alimentar a voracidade da hidra vermelha no seio do Estado.


PS 2 – Outra avalanche de histeria se desfecha sobre o novo diretor da Fundação Cultural Palmares, o jornalista Sérgio Camargo (que, por sinal, é negro e não pode racionalmente ser acusado de racista).


Depois, em ocasião propicia, vou me aprofundar no assunto, mas antes informo ao leitor que a FCP foi criada em 1988, no fim do malogrado desgoverno Zé Sarney, impostor que liquidou as finanças do país e que queria passar por intelectual. (Como sempre ocorre nesses casos, terminou na ABL)


Na reforma administrativa de Collar, em 1990, a Fundação Palmares manteve um quadro de dúzia e meia de funcionários, então voltados “para o estudo, a proteção e o incentivo da cultura negra”. De lá pra cá, nas mãos de FHC, Lula e Dilma, transformou-se em um vasto feudo administrado com afinco para o fomento do ódio racial como instrumento da luta de classes. O convívio entre brancos e negros ali é tratado com escárnio.


No momento, querem enforcar Sérgio Camargo, que é filho do renomado escritor Oswaldo Camargo, especialista no estudo da temática negra, por que o jornalista entende que o “negro não precisa ser vítima, nem ser de esquerda, e deve trabalhar para libertação da mentalidade que o escraviza ideologicamente”.


Qual é a dúvida?


Voltaremos ao assunto.

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