Elon Musk expurga milhares funcionários do Twitter – ninguém percebe a diferença

ZERO HEDGE - Tyler Durden - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 16 NOV, 2022


Uma boa medida do valor de um funcionário para uma empresa é se sua ausência torna as coisas mais difíceis para todos os outros, ou se sua ausência quase não é percebida. Se um funcionário não faz diferença e não agrega valor, não faz sentido mantê-lo por perto.


O Twitter está rapidamente se tornando um exemplo flagrante desse problema. Os supostos vazamentos de dentro da empresa sugerem que a maioria dos funcionários sob a administração anterior mal trabalhavam e eram “comunistas” devotos com ódio à liberdade de expressão. Os vazamentos também afirmam que os funcionários do Twitter estavam muito mais preocupados em censurar vozes conservadoras do que em fazer seu trabalho.



A partir de comentários feitos nas redes sociais por funcionários desde a aquisição de Musk dá ares que esses rumores estão corretos.


Por muitos anos, o Twitter funcionou menos como uma empresa e mais como um complexo de culto para ideólogos de esquerda, com almoços gratuitos, salas de ioga, casas de sucos, adegas, bares de café expresso e trabalho mínimo amortecido por reuniões inúteis e produtividade quase zero. A empresa administra uma creche coletivista para crianças crescidas; 7.500 deles junto com 5.500 contratados externos (vídeo aqui).


Musk demitiu pelo menos 3.500 funcionários primários e também foi relatado recentemente que ele expurgou pelo menos 4.500 contratados externos, muitos deles moderadores encarregados de filtrar “misinformation” [Misinformation é um conteúdo falso, enganoso ou fora de contexto compartilhado sem a intenção de enganar. Deisinformation é um conteúdo propositalmente falso ou enganoso compartilhado com a intenção de enganar e causar danos].


Curiosamente, os usuários do Twitter não notaram muita diferença em termos de funcionalidade para a plataforma, apesar das demissões em massa. A única diferença foi a capacidade de falar mais livremente.


Os relatórios iniciais das demissões levaram as pessoas a especular que as ações de Musk podem ser “pesadas” e que, certamente, muitos funcionários não têm nada a ver com o lado politicamente motivado da plataforma. No entanto, comentários de funcionários sugerem que uma agenda interna para sabotar o site está em andamento, justificada por ideais puramente políticos, além de reações raivosas às responsabilidades básicas, como comparecer ao trabalho por 40 horas semanais [anteriormente coalhado de home officers]. O apelo de Musk pela liberdade de expressão na plataforma também provocou uma enxurrada de críticas, não apenas da antiga administração do Twitter, mas também de uma série de trabalhadores comuns.


A grande mídia argumenta que as demissões de funcionários de Musk que atacam sua aquisição são hipócritas porque vão contra seus ideais de liberdade de expressão. Esta é uma noção um tanto ignorante, frequentemente empregada por esquerdistas como um meio de minar as medidas lógicas e legítimas dos defensores da liberdade de expressão para se protegerem da subversão. Os funcionários no trabalho não têm direitos de liberdade de expressão e não estão protegidos de serem demitidos se seu objetivo for prejudicar a funcionalidade ou capacidade de sobrevivência da empresa.


Os funcionários são pagos para fazer um trabalho específico e, embora as opiniões sobre a operação geral do negócio possam ser valiosas, essas opiniões devem ser expressas em particular, e não como uma vã tentativa de se envolver em ativismo e chamar a atenção. Nos últimos anos, a cultura americana viu uma degradação completa da ética de trabalho que gira em torno da ideia de que os trabalhadores devem ter voz coletiva nas decisões e no propósito maior da empresa. Isso é mais vigoroso na Big Tech e é um desastre que precisa ser corrigido.


Decorreram-se apenas algumas semanas desde que o Twitter passou a ser propriedade de um novo dono e o futuro da empresa permanece incerto. Existem milhões de pessoas esperando que as mudanças aconteçam rapidamente e esperando que os erros do passado sejam corrigidos imediatamente. Essas coisas levam tempo e será interessante ver como o Twitter se desenvolverá nos próximos meses sem a influência obsessivamente tendenciosa dos fanáticos políticos.


Uma coisa que dá esperança são as demissões de funcionários. Muito poucas dessas pessoas ofereceram algo além de raiva em resposta ao plano de Musk para mais liberdade de expressão e é claro que o site não pode avançar com esses trabalhadores ainda ligados. Em outras palavras, essas pessoas estão recebendo exatamente o que merecem, e pode ser prudente para Elon Musk demitir quase todos e realocar a sede do Twitter para outra cidade e estado no devido tempo.


No ínterim, assistir extremistas que se alegravam com a censura perderem seu poder e suas posições de influência foi talvez a parte mais agradável deste ano até agora.


ORIGINAL >

https://www.zerohedge.com/political/elon-musk-purges-thousands-more-twitter-employees-no-one-notices-difference

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