Economia da China 2022 enfrenta preocupações internas e incertezas no exterior

- THE EPOCH TIMES - He Qinglian - Tradução César Tonheiro - 28 DEZ, 2021 -

As pessoas passam por um outdoor que promove o "Dia dos Solteiros", o maior dia de compras do ano, em um shopping center em Pequim em 10 de novembro de 2021. (Jade Gao / AFP via Getty Images)

À medida que este ano chega ao fim, Pequim estará incerta e preocupada com o que está por vir em 2022.

A economia da China depende de três fortes forças motrizes econômicas: consumo interno, comércio exterior e investimento estrangeiro direto. Mas esses motores econômicos estão perdendo ou perderam sua potência devido ao manejo incorreto de Pequim nas situações doméstica e internacional.


Internamente, fabricantes e empresas estão fechando em grande número, enquanto o desemprego levou a uma redução séria no poder de compra da população, reduzindo assim a expectativa de crescimento do PIB da China. Internacionalmente, Pequim está enfrentando uma mudança nas perspectivas de investimento estrangeiro direto (IED) e comércio exterior.


Expurgo de setores privados — Revés econômico


A primeira força motriz econômica — gastos domésticos — perdeu seu ímpeto devido ao Partido Comunista Chinês (PCC) usar métodos políticos para lidar com questões econômicas.


A economia chinesa deu pela primeira vez sinais de enfraquecimento quando a bolha imobiliária começou a se formar. O encerramento da plataforma de financiamento pela Internet P2P (empréstimo ponto a ponto) bagunçou ainda mais sua situação econômica.

Para adicionar mais lenha à fogueira, Pequim começou a purgar o setor privado, reprimindo seu e-commerce e gigantes da tecnologia, indústria educacional, influenciadores de mídia social e elites de entretenimento, forçando-os a compartilhar sua riqueza com o PCCh.


Os métodos do regime, me fazem lembrar uma fábula chinesa que adverte as pessoas para não lidar com uma situação pelo uso da força. Segundo a fábula, certo médico se dizia ser bom em curar corcundas. Quando um paciente o procurava para melhorar a postura, ele colocava talas no peito e nas costas do paciente. Ele então achatava o paciente no chão e pisava violentamente no paciente. O paciente acabava com as costas retas, mas a coluna vertebral fraturada.


A situação econômica da China é igual à do paciente da fábula. Quando a economia da China prevê uma queda, o PCCh pressiona o setor privado para arrancar dinheiro de empresários ricos, causando uma reação em cadeia que afeta as indústrias relacionadas e cria mais desemprego. Com esse padrão, a economia chinesa só diminui ainda mais.

Uma conta pública financeira chinesa resumiu no início de dezembro a queda dos setores econômicos nos primeiros três trimestres de 2021. De acordo com sua análise, dez indústrias na China registraram sua maior queda no lucro operacional bruto em comparação com o mesmo período de 2019, antes da pandemia. Os cinco principais setores listados abaixo são os mais atingidos:


. Imóveis e propriedades: o setor como um todo está passando por uma crise de dívida desesperada.


. Educação e treinamento: O impacto da política de “ dupla redução ” imposta pelo regime ainda não foi decidido, pois o setor representa um valor de mercado de cerca de US $ 471 bilhões, pelo câmbio atual. A política de “redução dupla” está literalmente “reduzindo o fardo dos alunos de dever de casa e treinamento fora do campus”.


. Aviação e aeroportos: queda de 135% em comparação com o mesmo período do ano passado. A pandemia e os preços dos combustíveis desencadearam a desaceleração.


. Turismo: queda de 84% em comparação com o mesmo período do ano passado, em grande parte devido à pandemia.


. Shopping centers e supermercados: queda de 60% em comparação com o mesmo período do ano passado. A queda vem como resultado de vários novos modos de vendas por meio do e-commerce.


Cinco outros setores que registraram seus piores resultados operacionais nos três primeiros trimestres de 2021 são catering e hotéis (-56%); criação de porcos e galinhas (-46%); cinema e televisão (-42%); energia térmica (-37%); e renovação imobiliária e arquitetura paisagística (-30%).