Conversões Forçadas e Casamentos com Crianças no Paquistão: Coisa do Cotidiano

- GATESTONE INSTITUTE - 26 AGO, 2021 - Nasir Saeed - Tradução: Joseph Skilnik -

Conversão forçada ao islamismo de menininhas cristãs e hindus, algumas com menos de 12 anos, parece ser coisa do cotidiano. Aqueles que têm condições de dar um basta nisto, não dão a mínima. Não passa praticamente nenhum dia sem que se ouça notícias sobre estes episódios. (Imagem: iStock)
  • As agências governamentais e os órgãos responsáveis pela aplicação da lei, estão cientes do problema, mas não o reconhecem oficialmente. Invertendo as bolas, afirmam que o Islã não condiciona idade mínima para a conversão, de modo que, se uma menina quiser se converter ao Islã por livre e espontânea vontade, ninguém pode fazer nada a respeito.

  • Com isso, eles jogam toda a culpa no colo das vítimas se eximindo assim de qualquer responsabilidade. Eles também acusam as minorias e ONGs de transformarem isso num problema e ressaltam que se trata de uma alegação falsa para ascenderem à notoriedade.

  • É responsabilidade do estado coibir esta prática, mesmo que haja a necessidade de introduzir novas leis para garantir que os direitos das minorias e das crianças não sejam violados. Também é responsabilidade da classe política, dos tribunais, sociedade civil e da ulemá (clero islâmico), porque não há como justificar, desrespeitar, em nome da religião, de descumprir as leis em vigor.

Conversão forçada ao islamismo de menininhas cristãs e hindus, algumas com menos de 12 anos, parece ser coisa do cotidiano. Aqueles que têm condições de dar um basta nisto, não dão a mínima. Não passa praticamente nenhum dia sem que se ouça notícias sobre estes episódios.


Este relevante e crescente problema que ocorre no Paquistão atinge as minorias religiosas. Organizações de direitos humanos que trabalham em cima desta questão estimam que a cada ano mil meninas hindus e cristãs são forçadas a se converterem ao islamismo, estimativa esta que provavelmente é muito mais alta, visto que não há registro de inúmeros casos. Na maioria das vezes essas meninas são seduzidas por homens bem mais velhos com a promessa de uma vida melhor e via de regra são arrastadas para a prostituição e até vendidas.


A pandemia do Covid-19 turbinou estes incidentes: algumas famílias que vivem à base de serviços diaristas não contavam mais com uma renda estável, sendo forçadas a deixar que suas filhas ainda muito jovens fossem trabalhar em fábricas ou lojas. Elas acabaram perdendo suas filhas para a conversão forçada ao Islã e subsequente casamento.


As famílias vêm implorando ao sistema judiciário para que devolva suas filhas, mas as autoridades paquistanesas comumente não dão ouvidos a estes pedidos. Dada a indiferença das autoridades, as minorias religiosas denunciam seu status de segunda categoria no Paquistão.


O Poder Público é Cúmplice no Silêncio e Oculta as Violações dos Direitos Humanos


As agências governamentais e os órgãos responsáveis pela aplicação da lei estão cientes do problema, mas não o reconhecem oficialmente. Invertendo as bolas, afirmam que o Islã não condiciona idade mínima para a conversão, de modo que, se uma menina quiser se converter ao Islã por livre e espontânea vontade, ninguém pode fazer nada a respeito. Com isso, eles jogam toda a culpa no colo das vítimas se eximindo assim de qualquer responsabilidade. Eles também acusam as minorias e ONGs de transformarem isso num problema e ressaltam que se trata de uma alegação falsa para ascenderem à notoriedade.


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