Comentários ao artigo de Lew Rockwell: O horror da China comunista e seus pavorosos campos de morte

Quando crianças viraram alimentos

Publicado pelo Instituto Mises Brasil


04/12/2019


- HEITOR DE PAOLA & JORGE BAPTISTA RIBEIRO -




Este longo artigo descreve os campos da morte e as grandes fomes causadas pela estupidez e maldade de seus dirigentes na era Mao, mas deixa na mente das pessoas uma enorme vírgula: e depois de 76? Nada diz. Mas deixa entrever, por omissão, que foram restaurados os direitos civis (não!), acabaram os morticínios (não!), que a China se tornou mais democrática.

A omissão é a forma mais hipócrita e abjeta de mentir: o autor sempre pode dizer que se limitou a falar daquele período e nada que se refere ao que ocorreu depois lhe interessa, naquele momento.


Mas para quem estuda a China após 76 e até hoje, com Xi Jinping como ditador perpétuo, percebe a sutileza com que se quer justificar o comércio com o Partido Comunista Chinês - partido vem de 'parte' e onde só há uma, não há nenhuma. O Partido é o Estado. Ponto.

As prisões e torturas nos Lao Gai (versão chinesa do Gulag ou dos KL Nazistas) continuam no mesmo ritmo de antes. O genocídio do Tibet talvez tenha acabado por falta de vítimas, todas trucidadas pelo Exército Popular ou fugiram, mas dos Falun Gong, dos Cristãos, dos Uigures e mesmo dos chineses que se opõem ao PCCh, mesmo que veiculados em simples Dazibaos [[*]], continuam a todo vapor.


Aí pergunta-se: por que 76? Foi o ano em que Deng Xiaoping foi solto, vindo a assumir o poder em 78 e disse a famosa frase "Não importa a cor do gato, importa que cace ratos", que entenderam como reforma do sistema comunista pela abertura da economia. Mas, na verdade, o Partido Comunista Chinês (PCCh) é o gato e as empresas estrangeiras que acreditaram na mentira são os ratos presos na ratoeira armada por Deng. O PCCh roubou-lhes a tecnologia (no comunismo nada se cria, tudo se copia [adaptação do Chacrinha]) e em pouco tempo o mundo estava repleto de gadgets 'Made in China', cópias baratíssimas por serem feitas por trabalho escravo (até hoje nos Lao Gai).


Mais uma vez o Ocidente se deixa enganar pela ganância de dinheiro fácil e fazem o que Lenin - no nosso entender um dos maiores gênios do Século XX, e do túmulo continuou inspirando aprendizes de subversão, inclusive, soprando algumas dicas do que fazer, para melhor estruturar o Gramscismo: compram a corda com a qual serão enforcados. Pior ainda: constroem a fábrica de cordas. Nada aprenderam da Nova Política Econômica de Lenin, nem das constantes 'promessas de abertura' de Fidel - cada vez que um Papa vai lá, ele liberta alguns Cristãos, mal o avião Papal decola ele manda matar todos eles!


Mais verdadeiro é este outro artigo, também mandado pelo co-autor deste artigo: O futuro chegou antes da hora (http://www.abim.inf.br/o-futuro-chegou-antes-da-hora/#.XeMunyFFzIU). E, imodestamente, sugiro que visitem o meu novo site www.heitordepaola.online e vejam e ouçam a quantidade de artigos e programas sobre a China e a ganância com que nosso País está se entregando ao PCCh.


Para completar, no maravilhoso Estado Chinês, nesta última semana as Igrejas Católicas foram obrigadas a retirar as imagens e crucifixos e substituí-los por fotos do Xi Jinping!

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Aos escrever estes comentários e sugerir publicá-los o grande amigo e mestre, Jorge Baptista Ribeiro, disse que o assinaria também. Fico grato.

[*] https://www.britannica.com/topic/dazibao

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