Com pandemia, 20,3 mil lojas fecham as portas em SP em 2020

- DIÁRIO DO COMÉRCIO - 2 Mar, 2021 -

Fátima Fernandes -


No Brasil, número chega a 75,2 mil, de acordo com a CNC, com base em dados do Caged. Para este ano, desempenho do setor depende de programa de vacinação

Que há mais lojas fechando do que abrindo, ninguém mais tem dúvida. Basta andar pelas ruas e shoppings de todo o país para ver a quantidade de placas de “aluga-se” e tapumes.


No Estado de São Paulo, a pandemia do novo coronavírus foi o principal motivo do fechamento de 20,3 mil lojas em 2020, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).


Este é o saldo entre lojas abertas e fechadas, com base em informações de comerciantes ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Em 2015 e 2016, anos de crise econômica, a mortalidade de estabelecimentos comerciais foi ainda pior, com o fechamento de 30,7 mil e 29,9 mil lojas, respectivamente.


Em 2015, as vendas do comércio paulista caíram 5,9% e, em 2016, 7%, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), incluindo veículos e material de construção.


No ano passado, a queda nas vendas foi de 3,2% no Estado de São Paulo. “É flagrante o impacto negativo da pandemia no comércio em todo o país”, diz Fábio Bentes, economista da CNC.


No Brasil, 75,2 mil lojas fecharam as portas no ano passado. O setor que mais sofreu foi o de vestuário, calçados e acessórios (22,29 mil).


O segundo lugar ficou com o setor de hipermercados e supermercados (14,38 mil), seguido por utilidades domésticas (13,3 mi).


O setor de supermercados, que foi um dos mais favorecidos em 2020, está entre os que mais fecharam estabelecimentos, diz Bentes, porque é o que possui mais pontos de venda.


De cada dez lojas abertas no ano passado no setor de vestuário, uma fechou. No caso de supermercados, de cada 100 abertas, cinco fecharam.


Vale lembrar que esses números são aqueles que foram informados ao Caged.

Advogados, economistas, lojistas dizem que a mortalidade no setor pode ser ainda maior.

Isso porque muitos comerciantes com dificuldades financeiras simplesmente baixaram as portas sem sequer informar os órgãos do governo e até os empregados.


“O desempenho do comércio foi muito ruim, mas poderia ter sido ainda pior, sem o auxílio emergencial do governo, o adiamento do pagamento de impostos e a suspenção de contratos de trabalho”, diz o economista da CNC.




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