China vai encarecer o pãozinho, mas pode incentivar o Brasil a ser exportador de trigo

- MONEY TIMES - 1 Abr, 2021 -

GIOVANNI LORENZON -


Produção de trigo tende a se elevar com os produtores visualizando oportunidades externas (Imagem: Pixabay)

A fome chinesa pelo trigo, que já está nos preços internacionais e deverá se acentuar, vai fazer o brasileiro pagar cada vez mais caro pelo pãozinho, mas também oportunizará a possibilidade de crescimento expressivo da produção doméstica. E o Brasil pode virar um exportador líquido.


Para aqueles que se acostumaram a ouvir do déficit nacional do cereal, que obriga as indústrias a dobrar, ou mais que dobrar, as importações sobre o volume produzido, como em 2020, pode soar estranho. Ainda mais quando se está pagando entre R$ 15 e R$ 18 o quilo do pão francês em São Paulo, como atualmente.


Mas para Marcelo De Baco, CEO da De Baco Corretora de Mercadorias, não é. Os preços de Chicago, acima de US$ 6/bushel (nesta quinta, 1, o maio caiu 7 pontos), já estão tendo o suporte do crescente volume comprado pela China. O trigo do Mar Negro, baseado em Rússia e Ucrânia, já carrega R$ 35 a mais pela tonelada, também ajudado pela taxação extra das exportações promovidas no primeiro país.


No Brasil, essas “boas notícias” chegaram, onde a intenção de aumento de área de plantio do grão já está sendo anunciada pelos produtores. De Baco acredita em mais 1,1 milhão de hectares no Rio Grande do Sul, para serem colhidos a partir de setembro, que elevaria a capacidade do estado a 4 milhões/t. No Paraná, principal produtor, as projeções também são de alta.


Portanto, alcançar mais 5 a 6 milhões/t, sobre as cerca de 6,4 milhões/t em média por safra, não é algo fora da curva, segundo o analista e trader. 12 milhões/t não seria uma meta de muito longo prazo.



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