China Protagoniza Guerra Civilizacional Contra os Estados Unidos e o Ocidente

Mais fundamental ainda, Pequim está... tentando dividir o mundo em linhas raciais e formar uma coalizão global contra os brancos...


Havia um "forte cheiro de pólvora no ar" quando diplomatas americanos e chineses se reuniram em Anchorage em 18 de março. "Pólvora" é uma daquelas palavras que Pequim costuma usar quando quer sinalizar que está pensando em guerra. Foto: diplomatas americanos e chineses no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alaska em 18 de março de 2021. (Foto by Frederic J. Brown/Pool/AFP via Getty Images)

- GATESTONE INSTITUTE - 6 Abr, 2021 -

Gordon G. Chang - Tradução: Joseph Skilnik


  • "Pólvora" é uma daquelas palavras que Pequim costuma usar quando quer sinalizar que está pensando em guerra. O mais preocupante é que o termo também vem carregado de forte emoção, palavra que os propagandistas chineses usam quando querem provocar a população da China continental...O Partido Comunista da China, portanto, está agora tentando catalisar o sentimento nacionalista, confluindo o povo chinês, até preparando-o para a guerra.

  • Mais fundamental ainda, Pequim está... tentando dividir o mundo em linhas raciais e formar uma coalizão global contra os brancos...

  • Deng Xiaoping, o mais pragmático sucessor de Mao, aconselhou a China a "esconder suas habilidades e dar tempo ao tempo". Xi, porém acredita que chegou a vez da China, em parte porque acha que os Estados Unidos estão ladeira abaixo, sem volta.

  • Xi está falando sério. Em janeiro ele ressaltou que seu exército, em rápida expansão, deve estar pronto para a batalha "a qualquer momento". Naquele mesmo mês, a Comissão Militar Central do Partido tirou do Conselho de Estado, órgão civil, o poder de mobilizar toda a sociedade para a guerra.

Havia um "forte cheiro de pólvora no ar" no início, quando diplomatas americanos e chineses se reuniram em Anchorage em 18 de março. Isso segundo Zhao Lijian do Ministério das Relações Exteriores da China, ao discursar poucas horas após o primeiro dia das negociações EUA-China serem concluídas.


"Pólvora" é uma daquelas palavras que Pequim costuma usar quando quer sinalizar que está pensando em guerra.


O mais preocupante é que o termo também vem carregado de forte emoção, palavra que os propagandistas chineses usam quando querem provocar a população da China continental, lembrando-a da exploração estrangeira, britânica e branca, na época da Guerra do Ópio do século XIX. O Partido Comunista da China, portanto, está agora tentando catalisar o sentimento nacionalista, confluindo o povo chinês, até preparando-o para a guerra.


Mais fundamental ainda, Pequim está, com a referência à

pólvora e outras referências, tentando dividir o mundo em linhas raciais e formar uma coalizão global contra os brancos.

O que aconteceu no Alasca foi bem mais do que só um cheirinho de pólvora. Zhao, do Ministério das Relações Exteriores, culpou o lado americano de exceder o prazo acordado para os comentários de abertura pelo Secretário de Estado Antony Blinken e pelo Conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan. Blinken e Sullivan ultrapassaram os quatro minutos acordados em... 44 segundos.


O jornal oficial do partido comunista chinês Global Times reclamou que as duas apresentações "ultrapassaram demasiadamente o tempo". Zhao, do Ministério das Relações Exteriores, disse que o excesso americano levou o lado chinês a atropelar as apresentações americanas com suas próprias apresentações, que duraram 20 minutos e 23 segundos, muito além dos quatro minutos acordados.



Yang Jiechi, o mais importante diplomata chinês e o seu imediato, ministro das Relações Exteriores Wang Yi, liam na maior parte do tempo seus anteriormente elaborados textos, dando a entender que muitos de seus comentários, na realidade, com o objetivo de bagunçar o coreto, foram armados com muita antecedência.


Além da indignação, claramente ensaiada do diplomata e dos comentários incendiários de Zhao, houve também um terceiro elemento na campanha: uma explosão propagandista contra as políticas que Pequim diz serem racistas. O alvo principal desta avalanche foram os Estados Unidos.


"Tudo o que Washington diz gira em torno dos EUA e na supremacia branca", salientou o Global Times, controlado pelo Partido, em editorial de 19 de março, ao se referir aos tons de pele mais escuras dos "poucos aliados" dos Estados Unidos na região.


Além disso, a narrativa baseada na raça aparece em uma série de recentes peças publicitárias do Partido Comunista retratando indiretamente a China como protetora dos asiáticos nos Estados Unidos. Senão vejamos: em 18 de março o Global Times publicou uma matéria intitulada "Grupos da Elite dos EUA são Cúmplices de Crimes Contra Americanos de Origem Asiática."