China em 'Marcha Implacável' por Influência na América Latina

- THE EPOCH TIMES - Andrew Thornebrooke - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 26 MAR, 2022 -

Soldados do Exército de Libertação Popular da China (PLA) marcham ao lado da entrada da Cidade Proibida (E) em Pequim, em 22 de maio de 2020. (NICOLAS ASFOURI/AFP via Getty Images)

China e Rússia estão expandindo sua influência na América Latina e no Caribe e desafiando a capacidade dos Estados Unidos de impedir conflitos, de acordo com dois generais norte-americanos que falaram perante o Comitê de Serviços Armados do Senado em 24 de março.

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“Nossos concorrentes estratégicos, China e Rússia, estão buscando maneiras de expandir seu poder regionalmente na América do Sul e no Ártico, bem como por meio de avanços nas capacidades de mísseis de longo alcance e ferramentas cibernéticas ofensivas”, disse o presidente do comitê, o senador Jack Reed (D- RI).


O Partido Comunista Chinês está trabalhando para corroer a ordem internacional em um grande esforço para substituí-la por um sistema mais favorável aos interesses do Partido, disse a general Laura Richardson, comandante do Comando Sul dos EUA.


“A ambição da RPC [República Popular da China] de revisar fundamentalmente a ordem mundial para servir seus objetivos autoritários e expandir sua influência global desencadeou uma nova era de competição estratégica com os Estados Unidos”, disse Richardson, usando o nome oficial da China.


Richardson disse que a China está expandindo sua presença em toda a América do Sul como parte desse esforço e está fazendo investimentos estratégicos no próprio "bairro" dos Estados Unidos de maneira semelhante à forma como começou a aquisição econômica em toda a África há quase duas décadas.


“As atividades da RPC incluem investimentos em infraestrutura estratégica, tecnologia sistemática e roubo de propriedade intelectual, campanhas de desinformação e propaganda e atividade cibernética maliciosa, tudo com o objetivo de expandir o acesso e a influência de longo prazo neste hemisfério”, disse Richardson.


“A RPC continua sua marcha implacável para expandir sua influência econômica, diplomática, tecnológica, informacional e militar na América Latina e no Caribe e desafia a influência dos EUA em todas essas áreas.”


Richardson disse que essa expansão pela América Latina representava uma ameaça única na medida em que a infraestrutura civil construída nas Américas poderia mais tarde ser usada para fins militares. Novas plataformas de observação, por exemplo, podem ser usadas para rastrear satélites americanos na região.


Quando perguntada se ela acreditava que o Partido Comunista Chinês era um adversário dos Estados Unidos, ela respondeu afirmativamente.


“Eles são definitivamente concorrentes e eu os vejo como adversários”, disse Richardson.


Ameaças de mísseis


A dificuldade da expansão regional foi agravada por outros desenvolvimentos recentes nas tecnologias de mísseis chineses, incluindo a rápida expansão de seu arsenal nuclear e o teste de um sistema de armas hipersônicas em julho.


Os Estados Unidos não têm a capacidade de se defender contra tais tecnologias com qualquer grau de confiabilidade, de acordo com o general Glen VanHerck, comandante do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD).


“Hipersônicos e mísseis de cruzeiro desafiam significativamente minha capacidade de conduzir minha missão NORAD de fornecer alerta de ameaças e avaliação de ataques”, disse VanHerck durante a audiência.


“O que você não pode ver, você não pode impedir e não pode se defender.”


Os comentários de VanHerck ecoaram os comentários de Robert Wood, embaixador dos EUA para o desarmamento, em outubro, quando o teste hipersônico da China foi revelado pela primeira vez.


“Nós simplesmente não sabemos como podemos nos defender contra essa tecnologia”, disse Wood. “Nem a China, nem a Rússia.”


Para esse fim, VanHerck alertou que o desafio representava uma ameaça única à pátria americana. Uma declaração também corroborada por recente depoimento da secretária do Exército Christine Wormuth, que alertou que uma futura guerra no Indo-Pacífico chegaria à pátria americana.


“Nossos comandos continuam a enfrentar vários desafios simultâneos de concorrentes altamente avançados que declararam abertamente sua intenção de manter nossas terras em risco em um esforço para promover seus próprios interesses estratégicos”, disse VanHerck.


“De forma bem direta, minha capacidade de conduzir as missões atribuídas a [meus comandos] diminuiu e continua a diminuir”, disse Vam. “Nosso país está sob ataque todos os dias no espaço da informação e no domínio cibernético.”


A avaliação rigorosa estava de acordo com outros comentários feitos pelo segundo em comando da Força Espacial dos EUA, que disse que a China e a Rússia estavam lançando ataques cibernéticos a satélites dos EUA “todos os dias”.


“Rússia e China continuam a perseguir agressivamente e colocar em campo capacidades cibernéticas e espaciais avançadas, mísseis de cruzeiro, armas hipersônicas e plataformas de entrega projetadas para evitar a detecção e atacar alvos em nossa terra natal de vários vetores de ataque e em todos os domínios”, disse VanHerck.


“Como a Rússia, a China começou a desenvolver novas capacidades para manter nossa pátria em risco em vários domínios, na tentativa de complicar nossa tomada de decisão e interromper, atrasar e degradar o fluxo de força em crise e destruir nossa vontade em conflito.”


Andrew Thornebrooke é repórter do Epoch Times cobrindo questões relacionadas à China com foco em defesa, assuntos militares e segurança nacional. Ele tem mestrado em história militar pela Universidade de Norwich.


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