Canalhocracia cultural organizada e Roberto Alvim

12/11/2019


- Ipojuca Pontes -




As gordas raposas da mamata cinematográfica, indóceis com as corretas medidas do governo Bolsonaro em não mais esbanjar recursos do Erário para produzir degenerescente lixo fílmico voltam, mais uma vez furiosamente, a atacar.


Como sempre ocorre nesses casos, outro detrito, a Globo, que produz a peso de ouro comediotas descartáveis com o dinheiro advindo das benesses fiscais (cujo destino deveria garantir, prioritariamente, fundos para a merenda escolar ou a construção de casas populares), despeja no ar, tentando inutilmente manipular a opinião pública, rançosos achaques de figuraças como Caetano Veloso, o “Caê”, Jorge Peregrino (tatibitate burocrata dos tempos embrafílmicos), sindicalistas barbudos e, na ausência do Perigoso Chefão LC Barreto, “metido” Caca Diegues, provecto “sinhozinho” do cinema tupiniquim.


No histórico, essa corporação parasitária, tal qual o playboy perdulário que nunca atinge a maioridade, vem sacando há cinco décadas tributos do contribuinte sem o menor pudor ou qualquer vestígio de assumir o próprio parasitismo.


Em suma, o que pretendem os habituais sanguessugas do Erário?


Simplesmente, de modo orquestrado, surfando na falsa histeria, encurralar o governo acusando-o, junto ao aparelhado STF, de promover ato de censura ao formalizar a necessária reforma do Conselho Superior de Cinema da Ancine (que, parafraseando Millôr Fernandes, se é conselho de cinema, não pode ser superior), até então dominado por militantes lulopetistas engajados no seletivo financiamento de projetos comprometidos com a destruição dos valores cristãos e a assumida esculhambação geral.


Bolsonaro, claro, não é nenhum trouxa. E sabe que não pode trair a própria consciência nem muito menos esmagar a confiança de milhões de brasileiros que o elegeram para mudar os rumos traçados em surdina pelo nefasto Foro de São Paulo (agora atendendo pelo nome falso de “Grupo de Puebla”), cujo objetivo é “socializar” países latino-americanos para melhor saqueá-los.


Ao rebater a mistificação armada pela viciosa corporação, o presidente Bolsonaro, sempre lúcido, declarou que se não puder compor um Conselho isento, sem compromisso com a permissividade pornográfica, vai considerar seriamente a hipótese da extinguir de vez a aparelhada Ancine.


De minha parte, considero a medida mais que correta. E explico a razão: quando o governo Collor liquidou a corrupta e subversiva Embrafilme e fechou as torneiras do dinheiro fácil, a população o apoiou com entusiasmo e ele se deu bem. Mas, em seguida, quando as reabriu, acelerando o processo inflacionário, o povo se afastou e Collor degringolou de vez.


Antes de continuarmos, façamos breve relato de como se deu e hoje se dá a produção de filmes em países ditos comunistas. Na URSS, por exemplo, os filmes de propaganda do regime (todos eles, sobretudo os do mistificado Eisenstein) eram realizados pela Goskino, empresa controlada pelo próprio Stalin - e ai de quem se insurgisse contra o governo.


Depois, antes mesmo da derrocada soviética, Gorbachov, caindo pelas tabelas, cortou as verbas da Goskino e mandou que os cineastas russos procurassem o setor privado ou tratassem de fazer filmes pagos pelo mercado. Com a produção de “A Pequena Vera”, uma comédia dos anos 80, o cinema russo trilhou novos caminhos.


Por seu lado, Boris Yeltsen, homem que consolidou a Perestroika e salvou Gorbachov da prisão, arquivou de vez o cinema oficial do regime falido. Na era Putin, um ex-dirigente da KGB, os filmes russos passaram a copiar as fitas de Hollywood, com a produção privada explorando a violência e os efeitos especiais para atrair o público. O apoio do Estado, quando interessa, vem pela emissora oficial de televisão, a NTV, que, no momento, co-produz um seriado sobre Chernobyl. A boa vida do dinheiro fácil praticamente acabou.


Em Cuba, ilha cárcere subjugada pela crônica escassez de alimentos, a indústria do cinema vegeta na edição de fantasiosos jornais de tela e na rala produção de uma ou duas fitas anuais, quando muito, e sempre à moda da casa.


O escasso dinheiro do setor é investido no viciado Festival de Havana, espaço estratégico reservado ao proselitismo político esquerdista. O Festival, reunindo dezenas de filmes que reaquecem a temática comunista, premia a cada temporada cineastas “engajados”. Na prática, os lauréis distribuídos servem como distinção e arma ideológica para atrair e iludir quem deseja ser iludido, em geral jovens e velhos “inocentes úteis e inúteis” do subcontinente.


Outro ralo por onde escorre o miserável peso cubano é manter a arapuca dos precários cursos da Escola de Cinema de Santo Antonio de Los Baños, na periferia de Havana. Eles são mantidos não para ensinar cinema, mas para formar quadros que se voltam para o combate ao capitalismo burguês, em particular o norte-americano.


(Muitos desses “quadros”, diga-se, foram financiados pela rapinagem da dupla Lula/Dilma, pródiga em financiar o pagamento de generosas “bolsas de estudos” à Escola de Santo Antonio, especializada em lavagem cerebral, cujo ensino básico se apreende a partir da frase exposta no quadro negro de uma de suas salas de aula: “La culpa es de los americanos!”


Na China de Xi Jinping a indústria de cinema comporta singularidades de país que adota o capitalismo de Estado. Com mais de 1 bilhão 450 milhões de habitantes, tem um público colossal que se diverte frequentando suas modernas salas de exibição. Há a produção independente e há também a produção financiada e controlada pelo Estado. Um e outra, no entanto, a obedecer regras rígidas, não sendo possível, sob nenhuma hipótese, a realização de filmes que abordem temas políticos, pornográficos, de direitos humanos, liberdade de expressão, identidade de gênero, gayzismo, cotas raciais ou contra o regime e o governo – coisas que são encaradas como cláusulas pétreas pela patota do cinema tupiniquim que quer transformar o Brasil, ironicamente, numa nova China.


(Lá, como é notório, os artistas recalcitrantes por ventura existentes são levados para campos de trabalhos forçados e submetidos a rigorosos tratamentos psiquiátricos que visam à recuperação mental do transgressor).


Por sua vez, os filmes estrangeiros que transgridem as regras vigentes, em especial os americanos, muito apreciados pelos chineses, são cortados e obrigatoriamente remontados se pretendem, é claro, chegar às salas de cinema do País.


No nosso democrático Brasil, para enfrentar a canalhocracia cultural organizada, que solapa o governo com suas “demandas bilionárias” e mentiras capciosas, o presidente Bolsonaro nomeou em data recente um corajoso homem de teatro, Roberto Alvim, para dirigir a pasta da Cultura Oficial. Não poderia ter feito melhor escolha. O novo secretário tem senso ético, visão e dignidade necessárias para fazer o setor funcionar como deve. Ademais, sendo um homem do meio, tem a vantagem de conhecer de perto uma corporação plena de vícios, deformações e mesquinharias – uma corporação, de resto, que só pensa em recriar o mundo à sua imagem (nada lisonjeira), mamando sôfrega nas tetas dos cofres públicos e ainda por cima querendo passar por Tiradentes com o pescoço dos outros.


Deus o tenha!

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