Bases Militares Chinesas no Caribe?

- GATESTONE INSTITUTE - 22 Dez, 2020 -

Lawrence A. Franklin -


Preocupante é o comprometimento quanto à segurança dos EUA diante da expansão portuária no porto em Kingston na Jamaica, bem como no porto de Freeport nas Bahamas, a possível nova base de operações da China a 145 km da costa americana. Os projetos são a oportunidade para os agentes de inteligência do Partido Comunista Chinês subornarem a soberania dos países caribenhos, seduzindo aquelas sociedades para a "cilada da dívida interminável" da dependência econômica da China. No Sri Lanka, por exemplo, a incapacidade do país de pagar os credores chineses pela modernização realizada por Pequim no porto de Hambantota (foto acima) acabou na perda de fato do porto do país do sul da Ásia. (Foto: Lakruwan Wanniarachchi/AFP via Getty Images)
  • Parece que a China também tem um objetivo militar na região do Caribe... O Ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, já adiantou oficialmente a vontade da China de ampliar a cooperação militar com os países caribenhos.

  • Mais preocupante ainda é o comprometimento quanto à segurança dos EUA diante da incessante expansão portuária no já comercialmente importante porto em Kingston na Jamaica, bem como no porto de Freeport nas Bahamas, a possível nova base de operações da China a 145 km da costa americana..

  • Sem a menor sombra de dúvida, a China não tem um governo que honra acordos... Os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de permitir que os chineses ameacem qualquer país do hemisfério ocidental, muito menos os Estados Unidos propriamente dito.

O Partido Comunista da China (PCC) ao que tudo indica, está colocando em prática uma estratégia multidimensional no Caribe, colhendo ganhos econômicos, políticos e em potencial militares a poucas milhas da costa americana. O derradeiro objetivo da China nesta estratégia caribenha pode muito bem ser confrontar os EUA, não só com sua presença nas proximidades do continente americano, mas também para promover uma situação análoga à presença militar americana na região do Mar do Sul da China. Lá, a China criou novas ilhas no mar, prometeu não militarizá-las e na sequência as militarizou.


É bom lembrar que a China também prometeu autonomia a Hong Kong até 2047, no entanto, já em 2020, avançou o sinal, adiantando-se em 27 anos. "Hong Kong será mais uma cidade administrada por comunistas sob rígido controle da China", salientou em julho o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Sem a menor sombra de dúvida, a China não tem um governo que honra acordos.


A liderança do PCC também está lançando uma campanha diplomática no Caribe com o objetivo de deslegitimar Taiwan, ao mesmo tempo em que estimula os países da região a estabelecerem relações com a República Popular da China (RPC).


Os carregamentos de equipamentos chineses tanto militares quanto para as forças policiais a inúmeros países caribenhos podem estar evoluindo para cabeças de ponte para futuros "grupos consultivos" do Exército Popular de Libertação da China (PLA) no hemisfério ocidental. Já faz parte dos projetos de construção dos chineses a modernização de portos e aeroportos, o que poderá multiplicar a influência geopolítica e militar da China na região. O Ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, já adiantou oficialmente a vontade da China de ampliar a cooperação militar com os países caribenhos.


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