A Vida de Cristãos Negros Aparentemente Não Importa

- GATESTONE INSTITUTE - 14 Set, 2020 -

por Giulio Meotti



Na Nigéria, nos últimos 20 anos, 100 mil cristãos foram mortos. A Nigéria está se tornando o "maior solo de chacinas de cristãos do planeta. Em 2018 o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a questão com o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari. "Estamos diante de gravíssimos problemas quanto aos cristãos que estão sendo assassinados na Nigéria", ressaltou Donald Trump. O presidente americano, no entanto, está praticamente sozinho entre os líderes ocidentais em levantar a questão. Quando seu antecessor, presidente Barack Obama, se encontrou com Buhari, sequer tocou na questão dos assassinatos de cristãos. Foto: Trump e Buhari em 30 de abril de 2018, em Washington, DC. (Foto: Win McNamee/Getty Images)

"Parem com os assassinatos", "Basta!", "Nossas vidas são importantes", dizem cristãos e líderes religiosos nigerianos aglomerados em Londres em 20 de agosto para protestar contra o massacre de cristãos em seu país. Eles enviaram uma carta ao primeiro-ministro britânico Boris Johnson acusando a mídia internacional de engendrar "a conspiração de silêncio".


Ao mesmo tempo, um relatório de três organizações: Organização Internacional para a Construção da Paz e Justiça Social, Comitê Internacional da Nigéria e o Grupo Parlamentar de Todos os Partidos para a Liberdade Religiosa Internacional ou Crença, divulgaram que nos últimos 20 anos, 100 mil cristãos foram mortos na Nigéria. O Boko Haram, Al Qaeda, pastores Fulani e outros grupos islamistas são os responsáveis pela morte de mais de 96 mil cristãos em 21 mil ataques. De acordo com o relatório, 43.242 cristãos foram mortos pelo Boko Haram, Estado Islâmico e Al Qaeda, 18.834 morreram em ataques perpetrados pelos Fulani e 34.233 por outros grupos armados. A Nigéria está se tornando o "maior solo de chacinas de cristãos do planeta".


"Essa coisa é sistemática," salientou o arcebispo anglicano Benjamin Argak Kwashi de Jos, "é tudo planejado, tudo calculado... a intenção é islamizar a Nigéria".


As apostas são além de gigantescas, também estratégicas. A Nigéria, que já é o país mais populoso da África, poderá atingir uma população de cerca de 800 milhões de habitantes no ano 2100, de acordo com um estudo conduzido pela revista The Lancet e poderá se tornar a nona maior economia do mundo. "Se o Islã se apoderar da Nigéria, o restante da África poderá facilmente cair em suas mãos", assinalou o Bispo Hyacinth Egbebo.


Quando se lê os relatos sobre os massacres de cristãos nigerianos, o cenário é sempre o mesmo: um vilarejo com alguns casebres, em volta campos abertos. Os jihadistas aparecem na calada da noite e atacam os casebres um a um. Eles arrombam portas, gritam "Allahu akbar", assassinam idosos, estupram e mutilam mulheres e crianças e sequestram para exigir resgate como "negócio". Eles incendeiam moradias, escolas e igrejas." É como se a vida dos cristãos não tivesse mais nenhuma importância", salientou o Pastor Stephen Baba Panya, presidente da Igreja Evangélica Winning All.


"Nos cinturões norte e central da Nigéria, milhares de civis foram assassinados em ataques liderados pelo Boko Haram, pastores islamistas Fulani e outras milícias extremistas", escreveu a Baronesa Caroline Cox. "Centenas de igrejas foram reduzidas a cinzas. Comunidades inteiras foram forçadas a abandonar seus lares e terras cultivadas". A Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito alertou para o risco de "Genocídio estilo Ruanda"


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