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A Pombinha e o Suicídio Coletivo

HEITOR DE PAOLA - MÍDIA SEM MÁSCARA - 12 MAI, 2003


Será que não sabem que a tal pombinha da paz foi encomendada a Picasso por um dos maiores genocidas de toda a história da Humanidade, Joseph Stalin? É bem possível que não, devido à desinformatzia a que são submetidos por uma mídia conscientemente interessada em anestesiar a população para que esta deixe de perceber a verdadeira natureza do problema que estamos enfrentando.


“Enquanto a sociedade permanece mobilizada em torno da não-ação, os
comandos organizados continuam agindo, sabendo que não serão importunados”

Sandro Guidalli



“Enquanto a sociedade permanece mobilizada em torno da não-ação, os comandos organizados continuam agindo, sabendo que não serão importunados” Sandro Guidalli A segurança pública na cidade do Rio de Janeiro se encontra numa situação que pode ser descrita como um barco afundando, no qual os tripulantes e passageiros, para se salvarem, jogam mais água para dentro do barco, precipitando o desastre. Estou me referindo às atitudes que a população vem tomando em relação ao crime organizado pelos narcotraficantes. Simbólica foi a manifestação dos estudantes da Universidade Estácio de Sá, em cujo campus uma colega foi baleada na semana passada: reuniram-se no pátio numa manifestação pela paz, pondo suas mãos em forma de pombas e pedindo paz.

Será que não sabem que a tal pombinha da paz foi encomendada a Picasso por um dos maiores genocidas de toda a história da Humanidade, Joseph Stalin? É bem possível que não, devido à desinformatzia a que são submetidos por uma mídia conscientemente interessada em anestesiar a população para que esta deixe de perceber a verdadeira natureza do problema que estamos enfrentando. A dita pomba foi encomendada para criar uma das maiores farsas do século passado, a de que a União Soviética comandava os “povos amantes da paz”, contra a atitude guerreira inerente ao imperialismo, etapa final do capitalismo e da luta de classes. Por ter superado a luta de classes a União Soviética precisava de paz para construir a sociedade solidária comandada pelo proletariado finalmente vitorioso. Esta imbecilidade foi magistralmente difundida pelo Kominform, órgão de desinformatzia da Internacional Comunista. Foi tão eficiente que convenceu muitos intelectuais (sic) ocidentais de que mesmo as invasões da Hungria em 1956 e da Tchecoslováquia em 1968 foram ações necessárias para propósitos pacíficos, visto que tentavam impedir as nefastas conspirações imperialistas contra os “povos amantes da paz”, a União Soviética e seus satélites. Igualmente, os “movimentos pela paz e contra a guerra” que tomaram as ruas das principais metrópoles do mundo quando da invasão do Iraque pelas tropas da coalizão, se enquadram no mesmo esquema de mentiras e distorções que, aqui no Rio, conduzem a sociedade à apatia, à passividade e à não-ação em relação ao narcotráfico que nos domina. As ações de desinformatzia geral são multifacetadas e atingem todas as áreas de influência sobre a Sociedade. Primus inter pares são os filmes e novelas que glamourizam a bandidagem, a prostituição, o homossexualismo, as vidas alternativas, o fim do conceito ocidental, judaico-cristão, de núcleo familiar, as pseudo-liberdades de abortar, e todos os crimes correlatos. Tais meios contam com financiamentos de causar inveja, sejam os que provém dos cofres públicos – leia-se do bolso dos contribuintes otários – seja de setores empresariais também submetidos à mesma lavagem cerebral, cavando suas próprias sepulturas, aos abraços e beijos com seus coveiros. Não menos importante foi o ataque gramcista às sociedades psicológicas e psicanalíticas que, pela natureza do trabalho de seus profissionais, atingiram o cerne desta classe empresarial através da estimulação subliminar da “culpa social” por serem ricos num mundo pobre. Não há presa mais fácil para a doutrinação marxista-gramcista do que as pessoas que, às custas de seus próprios esforços, se ergueram na pirâmide social, pois nesta ascensão foram acumulando sentimentos de culpa injustificados, que causam problemas emocionais sérios. Ao buscarem tratamento para suas aflições se tornam dependentes de profissionais que, por sua vez subliminarmente doutrinados, passam a distribuir doutrinação baseada em confusos ideais sociais que só aumentam a culpa e preparam a classe mais rica e lúcida da sociedade para se expor a um verdadeiro suicídio coletivo. As demais organizações civis, entre as quais é proeminente a dos advogados, é sugerida uma “justiça social” em que os criminosos são colocados em igualdade com as pessoas de bem e merecedores de “direitos humanos” por serem produtos da mesma “exclusão social”. Os bandidos matam e isto é interpretado como inevitável, visto o sofrimento que sofreram em suas vidas passadas; se a polícia mata algum deles, puna-se o policial que cometeu o supremo pecado de matar um pobre “excluído”. Assegurada a doutrinação de todas as categorias de que se constitui a sociedade, é fácil exercer, através da mídia, a deturpação final dos conceitos judaico-cristãos de amor e consideração ao próximo, de empatia e compaixão para com as pessoas concretas que sofrem, substituídas por falsas e confusas teorias marxistas de interesse genérico nos assim chamados “excluídos” do processo social. Nahum Sirotsky, correspondente do IG-último Segundo em Israel, nos relata como é muito mais seguro viver em Jerusalém ou Tel Aviv do que no Rio de Janeiro e sugere uma campanha que denominou de “Bandido Zero”, aproveitando a nomeação de alguém que finalmente entende do riscado, para Sub-Secretário de Estado para a Segurança Pública, o Coronel Romeu Antônio Ferreira, com aprovação unânime entre todos os que conhecem seu passado profissional. Esperemos que o ilustre Coronel consiga transformar a pombinha do suicídio coletivo na pomba da esperança!


 
MSM 12 de maio de 2003
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