A "Nova Ordem Mundial" de Biden

- GATESTONE INSTITUTE - Pete Hoekstra - 1 ABR, 2022 -

Embora não esteja claro o que o presidente dos Estados Unidos Joe Biden quis dizer ao se referir aos Estados Unidos estarem na liderança de uma nova ordem mundial, seu histórico dos últimos 15 meses indica que ele é formado por uma economia americana fragilizada pela inflação, guerra na Europa, alianças desfeitas no Oriente Médio e crescente incerteza na Ásia. (Imagem: iStock)

O presidente dos EUA, Joe Biden, recentemente encerrou suas observações na Rodada de Negócios com uma confusa referência a uma "nova ordem mundial". Ele afirmou o seguinte, segundo a transcrição da Casa Branca do seu discurso:


"isso acontece a cada três ou quatro gerações. ... Quando as coisas estão mudando. Nós vamos, haverá uma nova ordem mundial e nós temos que estar na vanguarda, liderando-a. E nós temos que unir o restante do mundo livre nesta empreitada."


Do que o presidente estava falando? Aquelas palavras vieram no final de seu discurso, ele não entrou em detalhes sobre o seu significado. Provavelmente, ele estava se referindo às mudanças em andamento nas estruturas de poder global pós-Segunda Guerra Mundial, mas será que Biden tem um plano para o papel a ser desempenhado pelos Estados Unidos nessa nova ordem mundial e qual seria a cara dela, uma vez que a Europa se encontra potencialmente envolvida em uma guerra considerável?



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O povo americano ficou encarregado de encontrar as pistas e tentar descobrir o que as palavras de Biden poderiam significar. O máximo que podemos fazer é examinar as políticas por ele implementadas durante os primeiros 15 meses que esteve no cargo para ver se algum elemento de seu plano para os Estados Unidos nesta "nova ordem mundial" pode ser descoberto.


O impulso político central que motiva tanto Biden quanto os democratas vem sendo a "Revolução Verde". Dadas as gigantescas reservas de energia e know-how tecnológico dos Estados Unidos, o país irá liderar o "esverdeamento" do planeta e fornecer suprimentos de energia seguros e estáveis para o Ocidente e a seus aliados e parceiros?

A resposta, curta e grossa é: não. A China domina a produção de materiais de terras raras, painéis solares e aerogeradores, seis dos 10 maiores produtores estão sediados na China Comunista. Indubitavelmente, os Estados Unidos não estão liderando a nova ordem mundial "verde" e Biden, ao que tudo indica, não tem nenhum plano pertinente de como chegar lá além de impingir rupturas radicais em nosso estilo de vida e uma dependência ainda maior da China.


Outras decisões de Biden no que diz respeito a questões energéticas são igualmente desconcertantes. Ao assumir o cargo, Biden jogou uma pá de cal no Gasoduto Keystone XL americano, mas deu sinal verde ao gasoduto Nord Stream 2 da Rússia que amarraria a dependência da Europa ao gás da Rússia. Ele também se opôs aos esforços do Congresso de introduzir sanções ao gasoduto no período que antecedeu a invasão da Ucrânia. Na qualidade de embaixador dos EUA na Holanda, fui um veemente defensor da política do governo Trump de se opor ao Nord Stream 2. Na mesma linha, Biden, em seu primeiro dia no cargo, inequivocamente voltou ao Acordo de Paris sobre o clima, comprometendo novamente os Estados Unidos a este pacto extremamente equivocado.


Em vez de apoiar a independência energética dos Estados Unidos e a produção de petróleo e gás, Biden deixou os consumidores americanos na mão enquanto os preços da gasolina nos EUA dispararam para algo em torno de US$4 e US$7 por galão. A crise energética é tão grave que o governo Biden está considerando comprar petróleo do Irã e da Venezuela. Quando se trata de petróleo e gás, ao que tudo indica, a nova ordem mundial de Biden continuará a política de diminuir a independência energética americana e aumentar a dependência dos EUA de atores estatais mal-intencionados, ironicamente financiando o empenho destes atores em solapar os Estados Unidos na ordem global.


A Europa de hoje, um continente consumido pelo medo da guerra com a Rússia, faz parte da visão de Biden da nova ordem mundial? Seu apoio ao Nord Stream 2 parece que só encorajou a Rússia, juntamente com o debilitamento da produção fez com que os Estados Unidos comprassem meio milhão de barris de petróleo por dia da Rússia. A US$110 por barril, os contribuintes americanos estão, portanto, financiando a máquina de guerra russa com mais de US$20 bilhões por ano. Já que os presentes que a Administração Biden deu à Rússia: o gasoduto Nord Stream 2 e a prorrogação do Novo Tratado START por mais cinco anos, não deram certo para os EUA, nem para povo da Ucrânia nem para a Europa, será que Biden irá alterar ou reconsiderar seu plano para uma nova ordem mundial? Em entrevista que foi ao ar no dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, o "czar do clima" da Administração Biden, John Kerry, mostrou que a administração ainda estava mergulhada nas fantasias da "Revolução Verde", lamentando:


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