A morte da lei e da ordem está destruindo a América

- THE NATIONAL INTEREST - 18 Abr, 2021 - Lora RiesZack Smith - Tradução César Tonheiro -

Infelizmente, a história está se repetindo. No verão passado, muitos de nós assistimos com horror tumultos e saques ocorrendo em cidades de todo o país. Vimos a polícia em Seattle abandonar um de seus distritos à mercê de uma multidão. Vimos saqueadores matarem um policial aposentado tentando proteger a loja de seu amigo. E vimos ataques noturnos a prédios federais em Portland, Oregon — entre outras cenas perturbadoras.


E, infelizmente, vimos cenas semelhantes acontecendo de novo recentemente, com a violência ocorrendo com tanta frequência que está difícil acompanhar.


Em Portland, onde a Antifa tem se rebelado quase todas as noites por quase um ano, a multidão ateou fogo no prédio do Immigration and Customs Enforcement (ICE) na noite de domingo com agentes dentro. Por que essa ilegalidade continuou por quase um ano?


É uma pergunta retórica porque as respostas são óbvias. Essas turbas inspiradas na Antifa tiveram permissão para atacar repetidamente edifícios federais, destruir empresas locais e agredir policiais no ano passado porque os políticos simpatizam com a Antifa e apoiam sua causa.


E muitos membros da turba não foram processados "no interesse da justiça". Em vez disso, eles foram soltos para continuar a revolta noite após noite. Que outro resultado poderia haver? Essa permissividade gera mais ilegalidade à medida que a violência se espalha e aumenta.


No mesmo dia, o prédio do ICE de Portland pegou fogo, tumultos e saques estouraram no Brooklyn Center, Minnesota, depois que um policial atirou em Daunte Wright. A polícia abordou Wright por dirigir com licenças vencidas e descobriu que ele tinha um mandado pendente, conforme relatado pela AP, ele não compareceu ao tribunal depois que “fugiu de policiais e portava uma arma sem licença durante um confronto com a polícia de Minneapolis em junho.”


Por causa do mandado pendente, os policiais começaram a prendê-lo, momento em que ele resistiu à prisão e tentou fugir. Em uma trágica virada de eventos, parece que um oficial que pretendia usar nele uma arma de choque paralisante, equivocadamente sacou sua arma de fogo e atirou nele fatalmente. Desde então, ele renunciou e foi acusado criminalmente.


Mas aparentemente isso não está sendo suficiente. Embora o presidente Biden tenha dito que não há justificativa para saques ou violência, grupos voltados para a violência não deram ouvidos porque anunciaram mais protestos e tumultos em uma dúzia de outras cidades e praticaram mais violência.


Em Minnesota, a tensão já crescia a apenas alguns quilômetros de distância, onde continua o julgamento do ex-policial de Minneapolis Derek Chauvin pela morte de George Floyd. Minneapolis estava se preparando para motins, independentemente do resultado do julgamento de Chauvin. Agora, mais tumultos parecem uma conclusão precipitada.


Motins e saques tornaram-se respostas regulares a incidentes policiais ou, no caso de Portland, sem razão aparente. Isso não pode se tornar o "novo normal".


Se o presidente Biden é sincero sobre o desejo de acabar com a violência destrutiva, ele precisará fazer muito mais do que simplesmente tecer loas da boca pra fora.


Ele e a vice-presidente Harris precisam dar instruções claras, públicas e frequentes aos líderes estaduais e locais, promotores, membros do Congresso e à mídia de que toda violência — não importa quem a cometer — é condenada. E eles precisam enfatizar que para os condenados e considerados culpados de um crime, severas consequências sob a lei serão impostas. Caso contrário, nada mudará.


Enquanto isso, os policiais continuam a fazer seus trabalhos difíceis e perigosos, mesmo enquanto criminosos e desordeiros continuam a alvejá-los com ferimentos ou morte.


Duas semanas atrás, um seguidor da Nação do Islã bateu com seu carro em uma barreira do Capitólio dos EUA e usou uma faca para matar um policial do Capitólio e ferir outro. As fotos da viúva do policial Billy Evans e dos filhos atendendo seu serviço na Rotunda do Capitólio devem lembrar a todos as dificuldades e perigos que os policiais — e suas famílias —enfrentam diariamente.


Precisa de mais provas? As imagens recém-divulgadas do painel mostravam um policial do Novo México sendo baleado e executado sumariamente por um criminoso violento durante uma abordagem de trânsito.


Algumas das políticas que estão sendo promovidas agora, como a Lei George Floyd de Justiça no Policiamento, levantam preocupações de pessoas em cidades de todo o país que experimentam o “Efeito Ferguson” com esteróides. Compreensivelmente, muitos policiais estão se aposentando e renunciando ao cargo. Isso é agravado por contínuas ações para tirar o dinheiro da polícia e reações automáticas para culpar os policiais sempre que uma interação policial-civil soar errática sem primeiro obter os fatos sobre o que realmente aconteceu. E, certamente, as declarações de alguns da esquerda, como as da deputada Rashida Tlaib, que retratam policiais como racistas não ajudam em nada.


O tratamento dado pela esquerda a esses tumultos e ataques contínuos contrasta fortemente com o tratamento dado ao motim de 6 de janeiro no Capitólio. Para ser claro, aqueles que infringiram a lei naquele ataque devem ser responsabilizados por suas ações e processados — assim também aqueles que agora estão infringindo a lei devem ser responsabilizados e processados.


A lei e a ordem beneficiam todas as partes da sociedade. A segurança que se origina da lei e da ordem é a base para as oportunidades econômicas. Se o presidente Biden e a vice-presidente Harris realmente desejam comunidades pacíficas e prósperas, eles precisam enfrentar a multidão esquerdista, voltar a apoiar a aplicação da lei, condenar publicamente toda a violência e encorajar os promotores a punir tal violência, não importa quem seja o autor.


A continuação da indignação, punição e divisão seletiva da esquerda com base na raça e na agenda política só vai dividir ainda mais este país. Se eles realmente querem unidade para esta nação, já passou da hora de fazer o que dizem.


Lora Ries é diretora do Centro de Política de Tecnologia e Pesquisadora Sênior de Segurança Interna na Fundação Heritage. Zack Smith é jurista na Heritage’s Meese Center for Legal and Judicial Studies


PUBLICAÇÃO ORIGINAL:

https://nationalinterest.org/blog/politics/death-law-and-order-destroying-america-183098

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