A guerra por procuração é a política dos EUA em relação à Rússia e à China?

- THE EPOCH TIMES - James Gorrie - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 5 AGO, 2022 -

A presidente da Câmara Nancy Pelosi (D-Calif.) fala após receber a Ordem das Nuvens Propícias com Grande Cordão Especial, a mais alta honraria civil de Taiwan, da presidente de Taiwan Tsai Ing-wen, no escritório do presidente em Taipei, Taiwan, em 03 de agosto de 2022. (Folheto/Imagens Getty)

A visita de Pelosi a Taiwan revela falta de controle e intenções pouco claras dos EUA em relação a Taiwan e à China – ou algo mais está acontecendo?


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O que acontece com a viagem da presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, a Taiwan?


Pelo menos algumas conclusões podem ser tiradas dessa visita de Estado semi-oficial de Pelosi à nação insular autogovernada e anticomunista.


Uma é que, aparentemente, não há limite para ilusões daqueles que não conseguem compreender a realidade. Outra é que o propósito da visita de Pelosi a Taiwan deve ser muito pior do que se possa imaginar.


Delírios deliberados?


Vamos começar com os possíveis delírios de Pelosi. Teria ela imaginado que sua visita demonstraria à China o compromisso da América com a independência de Taiwan?


Parece que sim. Afinal, ela disse à presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, que “não abandonaremos Taiwan”.


Para alguns ouvidos isso pode soar como um forte compromisso com a independência da nação insular.


Mas não é isso. Em resposta ao anúncio de Pelosi, o governo Biden afirmou que não apoia essa aspiração de Taiwan.


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Consequentemente, isso é tão transparente quanto a lama. Será que o objetivo do encontro era estabilizar as relações com Pequim?


Isso também não é realista. Na verdade, a visita de Pelosi agitou e animou Pequim a novos níveis. A liderança do Partido Comunista Chinês (PCC) já caracterizou a visita de Pelosi como “provocativa”.


Acionando a escalada


Certamente foi. Na verdade, era para ser. Como resultado, Taiwan passou a ver uma presença maciça de marinhas americanas e chinesas em suas águas no período que antecedeu a visita. Diligenciaremos mais sobre isso.


Mas primeiro, qual é o resultado imediato, agora que Pelosi deixou a nação insular?


Um resultado foi o anúncio da Marinha do Exército de Libertação Popular (sigla em inglês PLA) de que haveria exercícios de fogo real em torno de Taiwan. Promessa mantida, disparando pelo menos 11 mísseis em águas taiwanesas, além de aumentar a frequência de violação do espaço aéreo de Taiwan com seus aviões de guerra. O nível de tensão entre Pequim e Taipei atingiu novos níveis.

Um míssil é lançado de um local não especificado na China em 4 de agosto de 2022. Os militares chineses dispararam mísseis reais em águas perto de Taiwan como parte de seus exercícios planejados em 4 de agosto. (CCTV via AP)

Existem diversas implicações que podem derivar da decisão aparentemente individual de Pelosi visitar Taiwan e nenhuma delas é boa.


Uma fachada de caos?


Por exemplo, a “visita semi-oficial-mas-não-apoiada-por-Biden” de Pelosi a Taiwan pode ser facilmente interpretada como um sinal de quão dividida, descoordenada e até mesmo inoperante a administração Biden parece estar.


Dado o histórico de Biden, pode-se entender como os observadores podem chegar a conclusões tão óbvias.


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A retirada do Afeganistão, por exemplo, foi incrivelmente prejudicial à segurança e ao prestígio dos EUA. Em um único dia, o governo Biden destruiu a credibilidade dos EUA entre aliados e adversários, deixou um vácuo de poder que foi imediatamente preenchido pela Rússia e pela China e armou as mesmas pessoas contra as quais lutamos nos últimos 20 anos.


Então o governo não conseguiu impedir a Rússia de invadir a Ucrânia, o que levou a uma guerra furiosa, a destruição contínua de uma nação e a fome iminente, entre outros resultados negativos.


Agora, com relação a Taiwan e à China, parece que o presidente não tem controle sobre a política externa.


Isso é compreensível. Afinal, embora nem o governo Biden nem sua liderança militar tenham aprovado a visita de Pelosi, a presidente da câmara a fez de qualquer maneira.


Como isso poderia ocorrer?


Como depreender a respeito da visita de um membro do Congresso que desencadeia o cerco mais agressivo da nação insular pelas forças navais da China na história e perturbar ainda mais o comércio global ser considerada simplesmente acidental ou inadvertida?


Em que circunstâncias um membro do Congresso substitui a autoridade presidencial, especialmente em relação a um ato provocativo envolvendo uma delicada política externa que pode levar à guerra?


Criando uma falsa narrativa


Parece demonstrar que a política de ambiguidade estratégica dos EUA em relação a Taiwan está atingindo níveis absurdos e insustentáveis.


Esse pode ser o ponto — é muita dubiedade para se acreditar e, portanto, leva a outras perguntas.


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Por exemplo, como Taipei – e também Pequim – deve ver a política e o julgamento dos EUA agora?


Um ou ambos devem concluir que os Estados Unidos não têm um objetivo político claro, que sua liderança está profundamente dividida em Taiwan e que, portanto, o compromisso americano com o status quo acabou em relação à existência de Taiwan?


Essa suposição parece razoável.


Ou, mais cinicamente, e se Taipei e Pequim simplesmente chegarem a essa conclusão?


O Modelo da Ucrânia


Essa pode ser uma pílula difícil de engolir, mas considere as provocações do governo Biden em relação à Rússia. Nos meses que antecederam a guerra, as aberturas desestabilizadoras da OTAN para a Ucrânia, impulsionadas pelos Estados Unidos, teriam colocado uma presença militar ocidental na fronteira da Rússia. Moscou deixou claro que tal resultado provocaria uma resposta militar russa.


E, no entanto, os Estados Unidos continuaram pressionando e a Rússia finalmente respondeu com sua horrenda invasão e destruição da Ucrânia.


De importância crucial é o fato de que os Estados Unidos não “abandonaram” a Ucrânia em face da guerra da Rússia contra ela, mas sim, junto com a OTAN, estão apoiando a Ucrânia com armamento sofisticado para grande desvantagem de Moscou. A capacidade militar convencional da Rússia está sendo drenada rapidamente, com uma taxa de baixas e perdas materiais surpreendentemente altas. A guerra, que está colocando parentes uns contra os outros, também está dividindo a sociedade russa.


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Moscou acusou os Estados Unidos de travar uma guerra por procuração contra a Rússia na Ucrânia, com tropas russas e ucranianas realizando todas as mortes, enquanto os Estados Unidos simplesmente fornecem armas.


Reina o delírio


O modelo da Ucrânia poderia ser o ponto principal da visita de Pelosi a Taiwan?

A estratégia do governo poderia ser provocar a China a invadir uma Taiwan fortemente armada, permitindo assim que os Estados Unidos travassem uma guerra por procuração contra a China?


Certamente é uma possibilidade, mas quem sabe?


Se a projeção for um indicador, a declaração do secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, de que espera que “Pequim não fabrique uma crise” da visita de Pelosi a Taiwan pode ser exatamente o que o governo Biden deseja que ocorra.


A política externa de guerra por procuração não é nova. Mas se a Equipe Biden acredita que desencadear uma guerra por procuração contra a China em Taiwan serve aos nossos interesses de alguma forma, ou a algumas pretensões globalistas abrangentes, então é tão ilusório quanto Pelosi.


É ainda mais ilusório imaginar que a resposta de Pequim espelhará a da Rússia. Pequim está preparando seu povo para a guerra e é ilusório pensar que será travada nos termos do governo Biden.


As opiniões expressas neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times.


James R. Gorrie é o autor de “The China Crisis” (Wiley, 2013) e escreve em seu blog, TheBananaRepublican.com. Ele está baseado no sul da Califórnia.


PUBLICAÇÃO ORIGINAL >

https://www.theepochtimes.com/is-war-by-proxy-the-us-policy-toward-russia-and-china_4644269.html


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