A Grande Mentira do Capitalismo Ativista (ESG)

- THE EPOCH TIMES - James Gorrie - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 5 JUL, 2022 -

(Shutterstock)


O investimento em 'justiça social' faz parte da agenda do Great Reset de passar do capitalismo de acionista para o capitalismo das partes interessadas (stakeholders).


[Woke Capitalism — Capitalismo Ativista — é a prática utilizada por grandes corporações, bancos ou qualquer um que vise lucro, de propagar consciência social sobre questões emergentes como racismo, sexismo, homofobia, toxicidade corporativa etc. — mas agir apenas de forma superficial, geralmente por meio de marketing, alardeando mudanças sem mexer em sua própria estrutura (detalhes aqui)]


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Aparentemente, a “esquerda ativista” na América é uma grande fã do capitalismo de livre mercado e dos investimentos. Pelo menos, é isso que Andrew Petillon, da Slate, quer que todos acreditemos em seu artigo recente, “A guerra republicana contra o 'capitalismo ativista' é realmente apenas uma guerra contra o capitalismo”.

Isso não é nada mais – e nada menos – do que uma mentira bem construída.

Capitalismo Ativista e o ESG


Algumas definições de termos estão em ordem.


De acordo com The Economist, o “capitalismo ativista” envolve campanhas públicas que atraem os millennials, que normalmente têm visões socialmente mais liberais e são indiscutivelmente menos informados que as gerações anteriores sobre o que é o capitalismo de livre mercado.


O chamado “capitalismo ativista” também é às vezes chamado de “investimento ESG”, que tem vários significados. Vale entender o que significa cada letra do acrônimo “ESG”. A sigla vem do inglês Environmental (Ambiental, E), Social (Social, S) e Governance (Governança, G). É uma vaga categorização (classificação das ideias em gêneros, espécies, etc.) ou padrão aplicado a empresas e investidores para determinar como, por falta de uma palavra melhor, eles podem ou não “despertarem”.


Internamente, ESG é uma métrica para o capitalismo ativista. Alguns dos principais conceitos em torno de ESG são mudanças climáticas, sustentabilidade, tecnologia verde, causas de justiça social, como direitos dos trabalhadores, condições de trabalho, mudanças nas normas sociais, exploração de minorias e assim por diante. Há também o aspecto da fiscalização governamental ou promoção dessas causas. A classificação ESG de uma empresa ou investidor pode ser o fator determinante para investimentos ou até boicotes.


O fascismo do capitalismo das partes interessadas


O capitalismo ativista abraça a ideia de “capitalismo das partes interessadas (vulgo stakeholders)”. O capitalismo das partes interessadas, que é o que a Mesa Redonda de Negócios e o Fórum Econômico Mundial (sigla em inglês WEF) pedem, exigem que as empresas sigam a linha ESG, não necessariamente para acionistas privados, mas muitas vezes para os não eleitos e seus padrões socialistas ativistas. Os últimos incluem igualdade de resultados, decisões de contratação, requisitos de diversidade, igualdade de renda e muito mais. Acionistas como eu e você não fazemos parte do plano.

O chanceler alemão Olaf Scholz (E) discursa na assembleia ao lado do fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, em 26 de maio de 2022. (Fabrice Coffrini/AFP via Getty Images)

Obviamente, o ESG tem preferências políticas e ideológicas de esquerda vermelha e verde que casam negócios com formuladores de políticas governamentais, não apenas interesses de negócios e acionistas. Aliás, isso é fascismo.


A mentira do capitalismo ativista


Internacionalmente, o ESG identifica e classifica empresas e investidores que fazem negócios com países considerados politicamente incorretos, não possuem valores ESG ou ambos. Uma classificação ESG negativa também pode resultar em publicidade negativa, alienação ou boicotes por investidores de Wall Street e Main Street.


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De acordo com Petillon, ESG ou capitalismo ativista de algum modo está diretamente relacionado como um aparente capitalismo de livre mercado. De fato, desde seu início como métrica, o uso de fatores ESG na análise financeira foi considerado complementar às responsabilidades fiduciárias de uma empresa para com investidores e acionistas.


Mas será que as afirmações são verdadeiras?


E os critérios ESG realmente fazem parte das responsabilidades fiduciárias que uma empresa pública tem para com seus acionistas? Em alguns casos, com certeza. Por exemplo, alguns investidores não querem investir em empresas que fabricam álcool, tabaco ou armas de fogo. Esses investidores são livres para não investir nessas empresas.


Impor critérios esquerdistas a uma empresa cujas responsabilidades são para os seus acionistas não soa como capitalismo de livre mercado. Em vez disso, é um comportamento obrigatório dos não eleitos. Existem leis que todas as empresas devem seguir, é claro, mas elas variam de acordo com as jurisdições estaduais e federais. O ESG é separado de ambos – ou pelo menos costumava ser.


Mas para os de esquerda, ESG ou capitalismo ativista também é capitalismo virtuoso porque eles acreditam que as empresas devem se comportar, investir e produzir o que a multidão ativista [doutrinada] determina ser correto. As empresas que não cumprirem devem ser punidas e, se possível, expulsas do mercado. À medida que a tendência ESG e a influência política progridem, ela exerce mais controle – comportamental e político – sobre todas as empresas, públicas e privadas. Esse é o objetivo final do woke capitalism (capitalismo ativista).


O jogo de palavras orwellianas é o caminho esquerdista


Veja o que está acontecendo com o jogo de palavras?


A abordagem é adicionar a palavra “capitalismo” para adicionar validade à agenda ativista, mas isso não é verdade nem de longe.


O livre mercado, afirma Petillon, está exigindo que as empresas públicas, e mesmo as privadas, cumpram os requisitos ESG. Ele afirma ainda que ser contra a imposição de padrões ESG para as empresas é ser contra o livre mercado.


Há apenas um grande problema com o argumento do livre mercado para ESG. Não veio do livre mercado. É um produto da Iniciativa do Programa Ambiental das Nações Unidas no Relatório Freshfields de outubro de 2005.


A parte inteligente é que, uma vez estabelecido o ESG como um objetivo virtuoso, seria simplesmente uma questão de construir o suporte para sua realização. Esse apoio inclui políticos de esquerda, mídia, instituições acadêmicas e organizações financeiras globalistas em um esforço coordenado para tornar o ESG parte do comportamento corporativo dos EUA e envergonhar publicamente as empresas que não cumpriram.


Notou como esse processo funciona?


Aproveite a grande mídia, as universidades de topo e de esquerda e outros aliados da sociedade abertamente de esquerda e impulsione a agenda acordada como se fosse um fenômeno de livre mercado de base.

Um mural representando o romancista britânico George Orwell com as palavras “Liberdade é o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir” em Belgrado, Sérvia, em 8 de maio de 2018. (Oliver Bunic/AFP via Getty Images)

Em suma, a agenda de investimentos ESG é uma tentativa da ONU e do WEF, ambas organizações supranacionais, de impor arbitrariamente sua vontade a empresas públicas e privadas. O objetivo é obrigá-los a cumprir seus padrões ativistas, não as leis dos EUA, para determinar como devem operar, quais políticas eles devem ter, com quem devem fazer negócios e que agenda política e social devem promover dentro de sua organização, até mesmo quem eles podem ter em seus conselhos de administração.


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Essa perspectiva tóxica governa a maior parte da esquerda pensando em exigir obediência política corporativa a causas que nada têm a ver com o livre mercado.

Do Capitalismo dos Acionistas ao Capitalismo das Partes Interessadas (stakeholders)


Mas o capitalismo ativista não é realmente livre mercado ou mesmo capitalismo verdadeiro. Petillon e o resto dos ativistas [doutrinados] e da Grande Reinicialização (Great Reset) sabem disso; eles simplesmente não vão admitir isso. Eventualmente, no entanto, envolve exigir o cumprimento desses padrões arbitrários.


Como o CEO da Tesla, Elon Musk, escreveu no Twitter: “ESG é uma farsa. Foi armada por falsos guerreiros da justiça social”.


Musk está certo, é óbvio.


O ESG é de fato uma arma que está sendo usada para atacar a liberdade dos americanos, a economia capitalista tradicional dos EUA e seus milhões de grandes e pequenas empresas. O ESG precisa ser destruído antes que nos destrua.


As opiniões expressas neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times.


James R. Gorrie é o autor de “The China Crisis” (Wiley, 2013) e escreve em seu blog, TheBananaRepublican.com. Ele está baseado no sul da Califórnia.


PUBLICAÇÃO ORIGINAL >

https://www.theepochtimes.com/the-big-lie-of-woke-capitalism_4570488.html?slsuccess=1


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