A China na América Latina

- GATESTONE INSTITUTE - Judith Bergman - Tradução: Joseph Skilnik - 14 JAN, 2022 -

Em 2000, o montante de comércio da China com a América Latina totalizou US$12 bilhões. Em 2019, a cifra saltou para impressionantes US$330 bilhões. O envolvimento da China na América Latina ao que tudo indica, indubitavelmente, se traduz em controle e não somente dos recursos nacionais. (Imagem: iStock)
  • O envolvimento da China na América Latina ao que tudo indica, indubitavelmente, se traduz em controle e não somente dos recursos nacionais.

  • "Nos últimos quatro anos, a República Dominicana, El Salvador e o Panamá trocaram o reconhecimento de Taiwan pelo da China", publicou a TIME Magazine em fevereiro "Amealhar este tipo de aliança na América Latina é uma mão na roda para Pequim obter inestimáveis votos na ONU e apoio para a nomeação de chineses em instituições multinacionais. E de quebra fortalece a posição chinesa em determinar a inserção do padrão de tecnologia em empresas como Huawei, ZTE, Dahua e Hikvision, todas sancionadas pelos EUA na infraestrutura regional, permitindo que Pequim dite as normas do comércio por uma geração inteira".

  • A dívida do Equador com a China equivale a 38,7% do PIB.

  • "Os EUA estão entregando a América Latina de bandeja para a China"... "E a China está esperando, dizendo: 'estamos presentes. Estamos dando dinheiro.' Eles querem o controle, é claro, mas sorrateiramente.." — Axios, 23 de setembro de 2021.

  • "Não é necessário escancarar as intenções mostrando a má-fé da RPC com respeito à sua atuação na América Latina e no Caribe para se concluir que as implicações do momento e de longo prazo desse envolvimento são graves para a prosperidade, democracia e liberdades na região, bem como para a segurança e a posição estratégica dos Estados Unidos, — Professor R. Evan Ellis, prestando testemunho diante da US-China Economic and Security Review Commission, 20 de maio de 2021.

Em 2000, o montante de comércio da China com a América Latina totalizou US$12 bilhões. Em 2019, a cifra saltou para impressionantes US$330 bilhões.


O meteórico crescimento aponta a maneira pela qual a influência da China na América Latina se aprofundou nas últimas duas décadas.


O envolvimento da China na América Latina ao que tudo indica, indubitavelmente, se traduz em controle e não somente dos recursos nacionais. "Nos últimos quatro anos, a República Dominicana, El Salvador e o Panamá mudaram o reconhecimento de Taiwan para o da China", publicou a TIME Magazine em fevereiro.


"Amealhar este tipo de aliança na América Latina é uma mão na roda para Pequim obter inestimáveis votos na ONU e apoio a nomeação de chineses em instituições multinacionais. E de quebra fortalece a posição chinesa em determinar a inserção do padrão de tecnologia em empresas como Huawei, ZTE, Dahua e Hikvision, todas sancionadas pelos EUA na infraestrutura regional, permitindo que Pequim dite as normas do comércio por uma geração inteira".


"O comércio da LAC (América Latina e Caribe) com a China deverá mais do que dobrar até 2035, para mais de US$700 bilhões ..." escreveu Pepe Zhang, diretor adjunto do Atlantic Council's Latin America Center e Tatiana Lacerda Prazeres, ex-Secretária de Comércio Exterior do Brasil."


"A China irá encostar, até ultrapassar os EUA como principal parceiro comercial da LAC. Em 2000, a participação chinesa representava menos de 2% do comércio total da LAC. Em 2035, poderá chegar a 25%... Brasil, Chile e Peru poderão concentrar mais de 40% de suas exportações para a China. "


Além disso, empresas chinesas vêm investindo sobremaneira na América Latina, como parte da Iniciativa Belt and Road chinesa. A lista de recentes projetos chineses na América Latina é longa e ilustrativa de sua influência e do sustentáculo que decorre desta influência que a China já exerce por lá. Segue uma pequena seleção de projetos em andamento:


Em agosto, o Brasil fechou um acordo com a China para a construção da maior ponte pênsil do Brasil que ligará a cidade de Salvador à ilha de Itaparica, a um custo de US$1,2 bilhão. As empresas estatais chinesas irão controlá-la por 30 anos após o término da obra. A China, por meio da empresa estatal China Merchants Ports, também é proprietária, além de operar o segundo maior terminal de contêineres do Brasil, do porto de Paranaguá, um dos maiores da América Latina. A China está presentemente construindo um novo porto no valor de US$500 milhões em São Luís, capital do Maranhão.


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