A China mudou a estratégia da cadeia de suprimentos com a Rússia 3 meses antes da invasão da Ucrânia

- THE EPOCH TIMES - Eva Fu - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 4 MAR, 2022 -

Sugerindo que tinha presciência: analista


Cerca de três meses atrás, a China mudou a forma como encomendava mercadorias da Rússia de uma maneira que isolasse Pequim no caso de sanções ocidentais a Moscou, de acordo com um analista da cadeia de suprimentos citando informações privilegiadas.


Esse movimento sugere que a China tinha conhecimento prévio do plano da Rússia de invadir a Ucrânia e fez contingências para garantir que ainda pudesse importar commodities russas em meio a sanções, disse ele.


Por volta de novembro ou dezembro, a China começou a comprar todas as suas cargas originárias da Rússia – grãos, petróleo bruto e produtos petroquímicos – com base em “Free on Board Orgin”, o que significa que a China reivindicaria as mercadorias assim que fossem carregadas no navio, disse Ross Kennedy, fundador da Fortis Analysis.


Esta é uma escolha incomum no comércio internacional, disse Kennedy à NTD, uma afiliada do Epoch Times, em 3 de março.


Em grandes remessas por mar, os vendedores, em vez dos compradores, geralmente assumem a responsabilidade pelas mercadorias até que sejam entregues ao comprador, disse ele. Eles também normalmente cobrem o custo de envio e seguro e garantem que as mercadorias chegarão com segurança ao destino.


"Agora, o que você está vendo é o comprador se aproximando e dizendo que vamos correr o risco", disse ele na entrevista.


“E a razão pela qual você veria isso acontecendo é porque existe o medo de que as sanções sobre produtos vindos de um determinado país, neste caso, a Rússia, afetem a capacidade desse país de comprar esses produtos.”


A mudança indicou a Kennedy que as autoridades chinesas, “pelo menos por algum tempo, certamente estão cientes dos planos da Rússia em relação à Ucrânia – se não totalmente cúmplices deles”.


A crescente amizade entre a Rússia e a China alimentou dúvidas sobre o papel que Pequim poderia ter desempenhado antes da invasão da Ucrânia.


Preocupados com a possibilidade de o presidente russo, Vladimir Putin, montar uma "invasão imprudente", funcionários da Casa Branca se envolveram com a China com antecedência na esperança de que isso pudesse ajudar a evitar uma guerra, mas a China recusou, disse recentemente um importante assessor político dos EUA em um evento de painel.


Em vez disso, autoridades chinesas de alto escalão pediram à Rússia que adiasse uma ação militar até o final dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.


Em 21 de fevereiro, um dia após a conclusão das Olimpíadas, Putin enviou tropas para duas regiões separatistas na parte leste da Ucrânia. Os militares russos lançaram oficialmente o ataque três dias depois.


Cerca de 1,2 milhão de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia, disse uma autoridade das Nações Unidas nesta sexta-feira. A agência registrou 1.006 vítimas em 3 de março, incluindo 331 mortes e 675 feridos, mas acredita que o número real seja muito maior.


A maioria das vítimas foi morta por explosivos, como sistemas de foguetes multi-lançamento e mísseis e ataques aéreos, disse o interlocutor da ONU.


Eva Fu é uma escritora de Nova York do Epoch Times com foco nas relações EUA-China, liberdade religiosa e direitos humanos. Entre em contato com Eva em eva.fu@epochtimes.com

[Pelo teor do artigo supra, conjectura-se que o PCCh — hors concours em traquitanas — irá operar com muito mais intensidade o SWIFT, e assim por tabela atenderá a “sancionada” Rússia].


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