A América precisa pedir a seus aliados que se separem da China: general Robert Spalding

- THE EPOCH TIMES - Hannah Ng e Paul Greaney - TRADUÇÃO CÉSAR TONHEIRO - 19 SET, 2022 -

O general de brigada aposentado da Força Aérea Robert Spalding em Washington em 29 de maio de 2019. (Samira Bouaou/The Epoch Times)

Os Estados Unidos precisam reunir seus aliados em uma tentativa para desvincular da China, de acordo com o brigadeiro aposentado dos EUA, General Robert Spalding.


“Precisamos dar-lhes um ultimato [aliados dos EUA],: 'Você pode ter um relacionamento econômico com a China, você pode ter um relacionamento de segurança conosco, [mas] você não terá mais os dois'” Spalding disse ao programa “Fresh Look America” no NTD, um meio de comunicação congênere do Epoch Times, na Conferência Nacional do Conservadorismo em Miami, Flórida, em 11 de setembro.


Com este movimento, os Estados Unidos podem perder alguns aliados, observou ele.


“Mas [é] muito melhor para nós descobrir quem são os nossos amigos e garantir que coletivamente – em vez de enviar nossa tecnologia, talento e capital à China para aumentar sua economia e seu poderio militar – estaremos crescendo por conta própria”, disse Spalding.


“Esta é a única maneira pela qual podemos realmente competir com a China, que busca espalhar seu modelo… não ela mesma, mas seu modelo de governo em todos os lugares”, acrescentou.


Poder nuclear


Spalding acredita que as poderosas armas nucleares americanas podem intimidar rivais como China e Rússia.


Ele destacou que, desde meados da década de 1950, durante a presidência de Dwight D. Eisenhower, os militares dos EUA armazenam armas nucleares em bases militares no território de seus aliados europeus da OTAN para uso em caso de conflito com a União Soviética.


“Durante a primeira Guerra Fria, introduzimos armas nucleares no teatro da Europa Ocidental, o que significava que a União Soviética tinha que pensar um pouco mais sobre o que estava fazendo. Então, pensar em conflito, quando se trata de potências nucleares, tem que ser diferente”, disse ele.


Segundo Spalding, o regime chinês está ciente de tal ameaça.


“De modo que o Partido Comunista Chinês sabe disso, eles não querem perder todos aqueles prédios novos e brilhantes e ... novas ferrovias e estradas de alta velocidade e todas essas coisas que eles construíram nos últimos 30 anos.


“Então [é] onde sua vontade de usar a força militar cessa … e onde entra em contato com armas nucleares americanas e aliados.”


Vontade Política


Spalding disse que é preciso haver vontade política para se desvincular da China.

Ele destacou o ataque a Pearl Harbor, uma base naval dos EUA perto de Honolulu, no Havaí. As forças japonesas lançaram um ataque surpresa devastador em 7 de dezembro de 1941, supostamente destruindo cerca de 20 navios da marinha americana e mais de 200 aviões, e matando mais de 2.400 soldados americanos.


“[O então presidente Franklin D. Roosevelt] … entendeu que os nazistas eram uma grande ameaça, que os japoneses eram uma grande ameaça”, observou Spalding.

Roosevelt enfrentou obstáculos da America First Organization, que defendia que os Estados Unidos permanecessem neutros na guerra na Europa até que o incidente de Pearl Harbor acontecesse, segundo Spalding.


“O [incidente de Pearl Harbor] galvanizou a vontade política americana da maneira que [Roosevelt] precisava”, disse ele.


“Se tivermos algum tipo de evento estimulante – que acho que teremos com a invasão chinesa de Taiwan –, penso que podemos convocar a vontade política para nos defender.”


Hannah Ng é uma repórter que cobre notícias dos EUA e da China. Ela possui mestrado em economia internacional e do desenvolvimento pela Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim.


Paul Greaney é repórter e apresentador do Fresh Look America, um programa de entrevistas que explora as questões mais prementes que a América enfrenta hoje. Ele se juntou ao Epoch Times em 2017.


ORIGINAL >

https://www.theepochtimes.com/america-needs-to-ask-its-allies-to-decouple-from-china-gen-robert-spalding_4739296.html


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